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Inhaí Parada LGBT+

Manifesto 23ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo

No Brasil, a violência policial deixa sua marca registra nas periferia, enquanto o racismo escancara seus mecanismo. A lesbofobia e o racismo não apenas…

No Brasil, a violência policial deixa sua marca registra nas periferia, enquanto o racismo escancara seus mecanismo. A lesbofobia e o racismo não apenas se entrecruzam, mas operam como forças estruturais de exclusão que violentam diariamente, principalmente as mulheres negras lésbica e nossa comunidade como um todo, negando-lhes o acesso à educação de qualidade, ao mercado de trabalho e à cidadania.
Como consequência direta dessa marginalização, enfrentamos a insegurança alimentar nos lares, fruto da precariedade ou da ausência total de emprego, ou quando somos contratadas, na exaustivo escala de trabalho 6 por 1. Enfrentamos
duplas e até tripulas jornada de trabalho, seja dentro de casa, nos cuidados do lar e da família, seja nas demais demandas da vida, como nos estudos e na qualificação para a vida profissional.
O cenário cotidiano que se naturaliza é que não há uma vida além do trabalho. Em razão desse contexto, sentimos a necessidade de relembrar:
Não há democracia sem justiça racial e social.
E, em 2025, iremos à Brasília/DF na Marcha das Mulheres Negras, em sua edição 10 anos depois.
As política publicas nos ignoram e não somos protegia. Casos de lesbocídios crescem exponencialmente a cada ano. Nesse casos, o silêncio e a invisibilidade imperam permitindo e também promovendo crimes de ódio com requintes
de crueldade.

Ana Caroline Campêlo, Ana Karolina de Sousa Santos, Ana Paula Campestrini, Clara Ferreira de Oliveira, Luana Barbosa dos Reis, Jeyciele Moura dos Santos, Marielle Franco, Rosely Roth e tantas outros anônimas jamais serão esquecia!
Vamos honrar suas memória tanto neste manifesto quanto em todas as nossas lutas diárias, como mulheres que poderiam – e ainda podemos – ter o mesmo destino que elas! Recusamos esse cenário para as nossas vidas e para toda a sociedade!
Mulheres bissexuais enfrentam as mesma estruturas de opressão, atravessadas por apagamento constantes. São invalidas, hipersexualizadas, vistas como “confusa”. Nossa orientação sexual não é fase, nem ponte. É legítima!
Hoje, somos multas mãe em dupla maternidade, buscando reconhecimento, dignidade e acesso aos nossos direitos. Exigimos a segurança jurídico de família compostas por mãe lésbica; o direito ao planejamento familiar, à adoção, outros formas de concepção; acesso à inseminação artificial e ao aborto legal, assegurados pelo SUS. Segundo pesquisa da FGV, 50% das mulheres são demitidas em até dois anos após a licença-maternidade. Vivemos com salário menores e a incerteza do emprego.
Lutamos pelo fim do capacitismo que nega dignidade ás pessoas com deficiência. Queremos acesso pleno à cidade, aos serviços e ao cuidado. Nossos corpos diversos e dissidentes têm direito ao amor, ao prazer, à visibilidade e ao trabalho. Exigimos política publicas que reconheçam as múltiplo formas de existir e que combatam o apagamento de mulheres, respeitando o leque de suas diversidades funcionais.
Também rompemos com a invisibilidade social das mulheres lésbica e bissexuais idosas, que por década foram silenciadas, institucionalizado ou abandonadas. Queremos envelhecer com dignidade, com afeto, com política publicas que contemplem nossas histórias e nossas vivências.
O conservadorismo, representado pela extrema direita, tenta impedir a justiça social mas resistiremos com a nossa força coletiva. Resistiremos nas ruas, nos lares, nas escolas e em grupo e coletivo! E jamais esqueceremos
quem tentou destruir nossa democracia!

SSEEMM AANNIISSTTIIAA AAOOSS GGOOLLPPIISSTTAASS DDEE OONNTTEEMM EE HHOOJJEE!!
PPEELLAA LLIIBBEERRDDAADDEE DDEE VVIIVVEERR EE EEXXIISSTTIIRR!!
PPOORR UUMM VVIIVVEERR LLÉÉSSBBIICCOO EE BBIISSSSEEXXUUAALL LLIIVVRREE,,
DDIIGGNNOO,, PPOOSSSSÍÍVVEELL EE RRAADDIICCAALLMMEENNTTEE CCOOLLEETTIIVVOO!!

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