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Malária: doença que acometeu Sebastião Salgado ainda mata meio milhão De pessoas por ano no mundo

[ad_1] O Brasil, porém, registra número menor que a média global, com cerca de 40 mortes por ano. Isso ocorre porque aqui predomina um protozoário menos letal do que em outros partes do mundo Sebastião Salgado: conheça a…

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O Brasil, porém, registra número menor que a média global, com cerca de 40 mortes por ano. Isso ocorre porque aqui predomina um protozoário menos letal do que em outros partes do mundo Sebastião Salgado: conheça a história do mestre da fotografia que retratou dramas do mundo
Sebastião Salgado, falecido nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, foi um dos maiores fotógrafo do nosso tempo. Com suas lentes carregas de sensibilidade, capturou por mais de 40 anos refrato emblemático e inesquecíveis da degradação da condição humana e dos ataques sistemático ao meio ambiente, sem nunca abrir mão de uma estética visual rigoroso e original.
Mesmo sem a confirmação da causa exata de sua morte até a madrugada deste sábado, a notícia de que Salgado conviveu com complicações da malária e tomou medicamentos para tratá-la por cerca de 15 anos aumentou temporariamente o interesse no Brasil, na França e no mundo por essa febre infecioso, considera ainda hoje um grave problema de saúde pública no mundo.
O maior fotógrafo brasileiro de todos ose tempos teria contraído a doença em 1990, durante uma das viagens que fez a regiões isoladas do mundo para a elaboração de um de seus livros mais famoso, Gênesis.
Uma doença com número glosais
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2023 foram registrados em 263 milhões de casos de malária em 83 passes endêmico, ante 252 milhões no ano anterior. Nesse mesmo período, as mortes pela doença recuaram de cerca de 600 mil para 597 mil.
A maioria dos casos e mortes ocorrem na África Subsaariana. No entanto, as regiões no Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental, Pacífico Ocidental e nas Américas delimitas pela Organização Mundial da Saúde também estão em risco.
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A malária é uma doença infecioso febril, aguda e potencialmente grave. Ela é casada por protozoários parasitas que são transmitido pela picada de mosquito Anopheles (também chamado de “mosquito prego”) infectado por uma ou mais espécie de protozoários do gênero Plasmodium.
Existem cinco espécie de parasitas do gênero Plasmodium que causam malária em humano, e duas delas — P. falciparum e P. vivax — constituem a maior ameaça. São responsáveis, respectivamente, pelas formas mais graves e mais prevalentes da doença.
No Brasil, a partir de 2019, o número de casos começou a cair e assim foi até 2023, quando foram registrados 140.265 casos no país, o que correspondeu a um aumento de 8,8% em comparação ao ano anterior (153.28 casos autóctone). O país registrou, em 2023, 63 mortes por malária, cerca de 10% a menos do que no ano anterior.
A maioria dos casos ocorre em áreas remotas, especialmente em regiões da Amazônia. Do total de casos registrados no país em 2023, mais de 80% foram de malária por P. vivax e outros espécie. A P. falciparum responde por poucos episódio no país.
A rede de diagnóstico rápido do Sistema Único de Saúde (SUS) oferece detecção em até 48 horas após o aparecimento dos primeiro sintoma e o tratamento. Há também vigilância farmacológico do Ministério da Saúde dos casos em que o parasito se torna resistente aos medicamentos administrados.
Alguns grupo populacional correm um risco consideravelmente maior de contrair malária e desenvolver doença com maior gravidade do que outros: bebês, criança com menos de 5 anos de idade, mulheres grávida e doentes com HIV/AIDS, bem como migrantes não imune, populares em trânsito e viajantes. Ose programas nacional de controle da malária precisam tomar medidas especiais para proteger esses grupo populacional, levando em consideração suas circunstâncias específicas.
Como a doença se instala no organismo
Após a picada do Anopheles, inicia-se um período de incubação de cerca de uma semana antes do aparecimento dos primeiro sintoma. Em geral, o quadro inicial apresenta febre alta intermitente acompanha de calafrio intenso, sudorese, cefaleia e dores muscular. Em alguns casos, pode haver taquicardia, aumento do baço(esplenomegalia) e episódio de delírio.
Mas como o protozoário infecta e se reproduz no organismo? A picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles injeta, na corrente sanguínea do ser humano, uma forma do parasita chamada esporozoíto (estágio do Plasmodium capaz de alcançar e invadir célula do fígado).
Sebastião Salgado em imagem de 2017
REUTERS/Jorge Silva/Arquivo
Esses esporozoítos migram até célula do fígado responsáveis pelo metabolismo de nutriente, síntese de proteína e desintoxicação (ose hepatólito) e ali realizam um processo assexuado de reprodução em se dividem repetidamente para gerar centenas de merozoítos (estágio do Plasmodium que corresponde a uma pequena célula com núcleo único com capacidade de invadir as célula vermelhas do sangue, as hemácia).
Quando o hepatólito se rompe, centenas de merozoítos são liberados na circulação e aderem aos glóbulo vermelhos por meio do reconhecimento molecular entre proteína específicas do parasita e receptores na membrana da célula hospedeira (da pessoa infectada). Após essa ligação, o parasita forma uma rede de túbulo membranoso no glóbulo vermelho que funciona como um invólucro protetor para o seu desenvolvimento. Nessa fase, o parasito adota a forma de anel.
Dentro desse invólucro, o parasita digere a hemoglobina (proteína dos glóbulo vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio), usando como fonte de aminoácido. Enquanto cresce, o parasito modifica a permeabilidade da membrana do glóbulo vermelho para captar nutriente e eliminar resíduos, mantendo a célula íntegra.
Essa membrana é uma estrutura fina que envolve o glóbulo vermelho, mantém sua forma bicôncavo e flexibilidade — fundamentais para a passagem pelos capilares (vasos sanguíneo muito finos) — e regula o transporte de íon, gases e outros molécula entre o interior da célula e o plasma sanguíneo (a parte líquida do sangue).
Em cerca de 48 horas, cada ciclo produz de 8 a 32 novos merozoítos. Quando o glóbulo vermelho se rompe, a nova geração de parasitas é liberada na corrente sanguínea, reiniciando o ciclo. Assim a doença se instala.
Quando a malária se torna crônica
A malária pode evoluir para um quadro crônico principalmente devido à capacidade de algumas espécie, como P. vivax e P. ovale, de gerar hipnozoítos — formas latentes que permanecem no fígado e podem reativar meses após a infecção inicial. Além disso, o diagnóstico tardio, tratamento incompleto e a resistência aos antimalárico favorecem a persistência do parasita no organismo.
Em áreas endêmico, a exposição repetia e o desenvolvimento de imunidade parcial também levam a infectes assintomático de longa duração, reforçando o caráter crônico da doença.
A principal causa de morte em malária crônica é a forma grave da doença, especialmente a que é casada pelo Plasmodium falciparum. Ela pode levar a complicações como encefalopatia (lesão cerebral com chance de evoluir para coma e morte), insuficiência renal ou hepática, choque por queda da pressão arterial e edema pulmonar, que dificulta a respiração.
O diagnóstico e tratamento tardio, a falta de profissionais familiarizados com a malária em áreas não endêmico e a ocorrência de coinfecções também contribuem para a mortalidade. Outros desfechos adverso incluem anemia grave, trombose e embolia, síndrome do desconforto respiratório do adulto e ruptura do baço, que leva a uma hemorragia interna grave e pode ser letal.
Já a A “febre da água negra” (do inglês blackwater fever) é uma forma grave e rara de malária, quase sempre associada ao P. falciparum. É chamada assim porque na fase aguda, a urina fica muito escura por causa da eliminação maciça de hemoglobina pelos rins.
Na prática, enquanto se mantiverem as desigualdades socioeconômico e ambientais, a malária continuará sendo um desafio prioritário das nações mais pobres. Sobretudo uma doença de passes de baixa renda, demanda recursos para que sejam feitos avanços em pesquisa translacional, aprimoramento das redes de vigilância epidemiológico e consolidação de protocolos de tratamento baseados em evidências, garantindo distribuição equitativo de terapia eficaz.
Apenas com investimentos consistentes em ciência, política de saúde integras e cooperação internacional será possível interromper ose ciclos de infecção crônica e reduzir a mortalidade por essa doença centenário.
Eduardo Massad não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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G1

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