Durante sabatina da rádio TMC, nesta sexta-feira (4), o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a quantidade de figuras ligadas ao bolsonarismo envolvidas nas investigações sobre o Banco Master não pode ser tratada como uma sucessão de casos isolados.
“Não é coincidência tanta gente do Bolsonaro estar envolvida com o Vorcaro, não é coincidência”, afirmou Haddad. “Uma coisa é um juiz que saiu da linha, é um deputado que saiu da linha. Outra coisa é um esquema, todo ele montado em torno de poder e dinheiro.” Haddad fez questão de destacar que não teve acesso aos autos e, portanto, não afirmou ter condições de determinar a responsabilidade de cada pessoa citada nas investigações. Ainda assim, chamou atenção para a dimensão das conexões políticas envolvendo o banco:
“Eu vou repetir: o presidente do Banco Central do Bolsonaro, três ministros do Bolsonaro, o próprio Bolsonaro, o candidato a governador de São Paulo, o Flávio Bolsonaro, é muita gente muito próxima recebendo dinheiro a qualquer título”, declarou. Na avaliação do petista, cabe à Polícia Federal separar eventuais participações individuais de uma possível estrutura organizada.
A dimensão financeira do caso foi outro ponto destacado pelo Ex-Ministro da Fazenda, no qual ele declarou que a cifra de R$60 bilhões associada ao rombo do Banco Master não se compara a qualquer escândalo recente no mundo. Para Haddad, a cronologia também é fundamental para compreender o escândalo: “Isso nasceu, cresceu e não morreu no governo Bolsonaro, morreu em 2025, quando o presidente do Banco Central do Bolsonaro deixou o cargo e quando assumiu o novo presidente do Banco Central”, afirmou.
