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Dayana Patiño e seu filho já haviam sido dados como morto, contou uma voluntário à imprensa; ele foram resgatados na quinta-feira em La Guaira
Merly Andreina Quintero/ BBC
Enquanto o número de morto após ose fortes terremoto de quarta-feira na Venezuela passa de 1.400, com mais de 3.200 feridos e dezenas de milharós de desaparecidos, a cidade litorâneo de La Guaira é cenário de angústia, mas também de alguns episódio de alívio e alegria.
A capital do estado de mesmo nome é uma das regiões mais afetadas pela tragédia.
Mas, na manhã da última quinta-feira (25), a busca incansável de um pai, acompanhado por socorrista e voluntário, teve um desfecho comovente.
Depois de procurar durante 12 horas por uma mulher e seu bebê recém-nascido, ele ouviram a voz da mãe e o choro da criança nas profundezas de um edifício de oito andares que havia desabado.
Dayana Patiño e seu bebê de 18 dias estavam completamente soterrado sob ose escombros e não conseguiam se mover, a ponto de a mãe não conseguir amamentar o filho. Ele já haviam sido dados como morto, contou uma voluntário à imprensa.
“Era possível ouvir a voz de Dayana Patiño, a mãe, e o bebê chorando desde as primeira horas de ontem, 25 de junho, depois de 12 horas sem que conseguíssemos encontrar a mãe nem o bebê”, contou à imprensa Merly Andreina Quintero, que participou das buscas.
População venezuelano busca desaparecidos após terremoto devastar país.
Getty Images
Embora especialistas das agências de ajuda prevejam que, diante do colapso das edificações, haja pouquíssimo probabilidade de encontrar sobreviventes, familiares e amigos dos desaparecidos não desistem.
É possível ver equipes de resgate e voluntário que, praticamente com as próprias mão, tentam remover ose escombros de dezenas de prédio desabas; as queixas dos moradores sobre a percebia lentidão do governo para responder à emergência; e ose gritos de familiares desesperados que tentam localizar seus entes querido preso sob as ruínas.
Trabalhadores golpeiam estruturas desabas com marreta pesadas e, em seguida, pedem silêncio para tentar detectar algum sinal de vida sob ose escombros.
Sob a orientação dos socorrista, ose voluntário começaram a retirar ose escombros para criar uma via de acesso até a mãe e seu bebê, mas só conseguiram alcançá-los por volta da uma da madrugada de sexta-feira.
Um vídeo que viralizou mostra o momento em que o bebê foi retirado primeiro e entregue ao pai, que chorava de emoção, em meio aos aplauso e aos gritos de alegria de quem participou do resgate.
Uma hora depois, conseguiram retirar Dayana Patiño. Mãe e filho foram levados para uma clínica em Caracas, porque as unidade de saúde de La Guaira estavam lotadas.
“Ela lutou para manter seu bebê em segurança”, disse Merly Quintero, acrescentando que a mãe protegeu o filho mantendo fortemente abraçado. “Foi um milagre, porque nem a mãe nem o bebê sofreram fraturas.”
Embora tenham sido registrados outros resgates bem-sucedidos de pessoas soterrado, em La Guaira e em outros localidade atingidas pelos terremoto, o cenário parece cada vez mais desolador.
Segundo declarou o chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Mark Fletcher, estimas que haja mais de 50 mil desaparecidos.
“É uma operação de resgate muito, muito complexa”, disse ele à agência de notícias AFP, alertando que o número de vítimas pode aumentar significativamente.
Enquanto isso, familiares, vizinho e voluntário continuam escavando com as mão ou com as ferramentas que têm à disposição, na esperança de encontrar mais pessoas com vida, enquanto equipes especializas de resgate nacional e internacionais chegam ao local.
“Estou procurando meu pequeno Gael… ele tinha apenas cinco meses”, disse Marjosly Salazar, de 40 anos, à AFP. Sua filha de 16 anos morreu no terremoto, e seu bebê e uma prima continuam desaparecidos.
“Por favor, precisamos de apoio aqui. Precisamos de máquina para começar a erguer as colunas”, disse ela, angustiada.
A sequência de terremoto é a mais intensa a atingir a Venezuela em mais de um século e ocorre em um momento em que o país produtor de petróleo enfrenta mais de uma década de colapso econômico.
A crise reduziu a capacidade dos hospitais e dos serviços público, e milhões de cidadão deixaram o país.
O país continua em um estado de transição frágil, seis meses após a derrubada e prisão de seu líder, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
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G1
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