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Política

Flávio Bolsonaro divulga carta golpista e diz ser presidente do ‘Brazil’

Versão do documento divulgado pelo senador trazia no símbolo da República grafado com z. Texto foi divulgado por aliados após fuga de Flávio para os EUA

Nesta quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta em que se declara presidente eleito do Brasil, apesar de ter perdido a eleição para Lula (PT). Porém, o documento apresentava o brasão da República com a palavra “Brazil”, escrita com z, em vez de “Brasil”, com s. Além disso, publicou que o país se chama ‘Estados Unidos do Brazil’.

 

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmou, segundo comunicado distribuído oficialmente por aliados da família Bolsonaro nos EUA, entre eles o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula.

Depois de perceber a gafe, a imagem do brasão brasileiro foi substituída no segundo arquivo divulgado pelos aliados do senador. O brasão, também chamado de Armas Nacionais, é um dos quatro símbolos oficiais da República, ao lado da bandeira, do hino e do selo nacional. Seu uso é associado à identificação de documentos e órgãos oficiais do Estado brasileiro.

Na carta, com teor golpista, Flávio Bolsonaro volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família nos Estados Unidos.

O senador desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

Segundo a ‘Folha de S. Paulo’, a declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, anteriormente, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país. A carta reforça a tentativa de tomar o poder no Brasil através da ajuda da comunidade internacional, como dos Estados Unidos e Argentina, que o poderia reconhecer como presidente.

Fonte: Noticias Minuto.

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