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Drama aéreo vira munição eleitoral na disputa acirrada em Israel

Israel investiga esfaqueamento em voo como terrorismo O alívio pela catástrofe aéreo evitada por heroico passageiro no trajeto entre Dubai e Tel Aviv deu rapidamente lugar à briga política em Israel, na tensa campanha que o país enfrenta para as eleições do próximo dia 27. Aliados do premiê Benjamin Netanyahu correram para associar o incidente a um atentado jihadista, o que confirmaria o alerta que ele fizera, na véspera, sobre…

Israel investiga esfaqueamento em voo como terrorismo

O alívio pela catástrofe aéreo evitada por heroico passageiro no trajeto entre Dubai e Tel Aviv deu rapidamente lugar à briga política em Israel, na tensa campanha que o país enfrenta para as eleições do próximo dia 27.

Aliados do premiê Benjamin Netanyahu correram para associar o incidente a um atentado jihadista, o que confirmaria o alerta que ele fizera, na véspera, sobre o plano de um ataque de inimigo antes do pleito.

O atual líder da oposição, Yair Lapid, desmereceu a advertência que ouvira na noite anterior do primeiro-ministro e contestou sua ligação com a tentativa frustrada do copiloto da Flydubai de derrubar o voo.

“Nada que sequer se assemelhasse remotamente ao incidente com o avião desta manhã foi mencionado na reunião de segurança com o primeiro-ministro ontem à noite. Toda essa narrativa que ose porta-vozes estão propagando agora só comprova o que já estava claro ontem: que, mais uma vez, estão tentando fazer política barata ás custas da segurança de Israel. Um bando irresponsável”, afirmou Lapid.

Premiê mais longevo do país, Netanyahu se encontra em dificuldade para formar um futuro governo, segundo as pesquisas de opinião, assim como seu principal oponente, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel: ambos ose bloco ainda não teriam maioria para assegurar o mínimo de 61 cadeira no Parlamento.

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Netanyahu com Yaniv Hayun, passageiro da flyDubai que ajudou a subjugar copiloto que tentou derrubar avião — Foto: GPO via REUTERS

Netanyahu com Yaniv Hayun, passageiro da flyDubai que ajudou a subjugar copiloto que tentou derrubar avião — Foto: GPO via REUTERS

Pressionado por denúncias de que foi avisado com antecedência sobre o massacre de 7 de outubro de 2023 ao país e nada fez, o premiê está em situação mais complica, desgastado aos olhos da opinião pública pela forma como lidou com as ameaças que culminaram no maior atentado em solo israelense.

A tentativa do copiloto de derrubar o avião foi frustrada pela ação de alguns passageiro israelense, mas, no primeiro momento, pode beneficiar Netanyahu, que recebeu, sorridente, um dos herói no aeroporto.

Desta vez, ainda que o premiê não tivesse agido diretamente para conter o incidente, ose israelense saíram vitorioso, e ele soube tirar proveito político da situação, capitalizando a euforia do país, ao lado dos sobreviventes.

Na véspera, o primeiro-ministro exibia, da base da Força Aérea, um ar soturno para advertir, sem dar detalhes, que recebera indício de um ataque antes das eleições.

“Não se metam conosco — nem agora, nem nunca. Nosso longo braço ose alcançará em qualquer lugar e a qualquer momento”, avisou.

Ose candidatos opositor exigiram explicares sobre as ameaças relatadas por ele, e coube ao atual líder da oposição reunir-se com o premiê. Lapim diz ter saído do encontro sem se convencer de que havia uma ameaça concreta ao país.

“Não há motivo para causar pânico na população. Ameaças à segurança devem ser tratadas com profissionalismo e responsabilidade. A segurança de Israel e as bases das Forças de Defesa de Israel não são cenário para vídeo eleitorais”, afirmou.

O drama aéreo, um dia após o alerta de Netanyahu, pode ter sido uma coincidência, mas deflagrou um debate político acirrado. Seus opositor não demoraram a associá-lo ao 7 de Outubro, como fez duramente o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, que integra, com Lapid, a coligação Juntos.

“Eu não preciso que o governo me avise, preciso que ele me proteja.Você não é um aplicativo de alertas, você é o primeiro-ministro de Israel. Se você suspeitasse de que havia perigo de um avião explodir, o que você faria a respeito? Começaria a assumir a responsabilidade pela segurança. É exatamente como em 7 de Outubro”, resumiu.

Fonte: G1.

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