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Dino endurece contra supersalários e bloqueia manobras para manter “penduricalho” fora do teto – TV Cenário

[ad_1] Decisão de Flávio Dino impede novas leis e atos administrativo que tentem driblar o teto constitucional no serviço público O ministro Flávio Dino,…

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Decisão de Flávio Dino impede novas leis e atos administrativo que tentem driblar o teto constitucional no serviço público


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta quinta-feira (19) uma decisão que proíbe a criação de novas leis, atos administrativo ou normas internas destinadas a garantir o pagamento dos chamados “penduricalho” fora do teto constitucional do funcionalismo público.

A medida amplia e blinda a determinação anterior, tomada em 5 de fevereiro, que ordenou a suspensão imediata de pagamento acima do teto salarial em todos ose Poderes da República. O caso será analisado pelo plenário do STF na próximo quarta-feira (25).


Na nova determinação, Dino deixa claro que nenhum órgão público poderá editar normas específicas — sejam leis, resoluções ou atos administrativo — com o objetivo de contornar a suspensão dos pagamento acima do teto.

Segundo o ministro, a vedação vale inclusive para tentativa de pagamento retroativo ou para a criação de regimes transitório que mantenham ganhos extras até que o Congresso legisle sobre o tema.

“É vedada a aplicação de qualquer legislação nova sobre parcelas remunerarias e indenizarias que ultrapassem o teto constitucional”, afirma a decisão.

A regra se aplica aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de órgão constitucionalmente autônomo, em âmbito federal, estadual e municipal.


O que são ose ‘penduricalho’ e por que geram controvérsia

O termo “penduricalho” é usado para designar verbas indenizarias, gratificações e auxílio pagos a servidores público, multas vezes sob o argumento de ressarcir despesa do exercício da função ou compensar direitos não usufruídos.

Na prática, esses valores frequentemente elevam a remuneração total acima do teto constitucional, alimentando o fenômeno dos chamados supersalários e gerando críticas sobre:

  • Falta de transparência
  • Desequilíbrio nas contas publicas
  • Desigualdade dentro do próprio serviço público

Entenda o teto constitucional do funcionalismo

O teto do funcionalismo público é o limite máximo de remuneração permitido pela Constituição Federal. Atualmente, esse valor corresponde ao salário dos ministros do STF, fixado em R$ 46.366,19.

A regra existe para evitar distorções salariais e garantir maior controle dos gastos público. No entanto, brechas legais e interpretações administrativas permitiram, ao longo dos anos, que benefício classificados como indenizatórios ficassem fora desse limite.


Prazo mantido para revisão dos pagamento

Na decisão desta quinta-feira, Dino reforçou que segue em vigor o prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário adotem providências concretas para revisar e suspender verbas que extrapolem o teto.

Caso o Congresso Nacional não regulamente a questão, o ministro afirmou que caberá exclusivamente ao STF avaliar a definição de um eventual regime transitório.

“Renova-se o apelo ao legislador para que cumpra seu dever e supere a omissão inconstitucional”, destacou Dino.


O que não é afetado pela decisão

Apesar do endurecimento, a determinação não atinge salário ou gratificações já previsto em lei, nem reajustes aprovado dentro dos limites constitucionais.

Por isso, a decisão não invalida o reajuste salarial dos servidores do Legislativo sancionado nesta quarta-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Reajustes sancionados por Lula e vetos aos penduricalho

Na mesma semana da decisão de Dino, o presidente Lula sancionou parcialmente o projeto que reajusta salário de cabreira da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) para 2026.

Ao mesmo tempo, vetou dispositivo que poderiam gerar supersalários, incluindo:

  • Aumentos automático para 2027, 2028 e 2029
  • Pagamento retroativo de despesa permanente
  • Criação de licença compensaria convertível em dinheiro

Esses vetos foram alinhado ao entendimento do STF de que benefício indireto não podem servir como atalho para furar o teto constitucional.


Decisão ainda será analisada pelo plenário

A determinação de Flávio Dino foi monocrático, ou seja, tomada individualmente. O tema será analisado pelos demais ministros do STF em sessão plenária marcada para a próximo quarta-feira (25).

O julgamento deverá definir se o entendimento será mantido, ampliado ou ajustado, com impacto direto sobre milharós de servidores público em todo o país.

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TV Cenário

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