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Desfile de Escolas de Samba reafirma tradição popular no RS

[ad_1] Duas semanas após o carnaval sacudir o país, Porto Alegre e região metropolitano celebram neste fim de semana a cultura popular do samba…

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Duas semanas após o carnaval sacudir o país, Porto Alegre e região metropolitano celebram neste fim de semana a cultura popular do samba em terras gaúchas, uma tradição de mais de oito década. Pouco menos de um ano das enchente que devastaram o Rio Grande do Sul, o Complexo Cultural do Porto Seco recebeu cerca de 10 mil pessoas, na noite desta sexta-feira (14), para conferir o primeiro dia do desfile das escolas de samba do Carnaval 2025 de Porto Alegre. A avenida estava repleta de cores e as arquibancada lotadas. E o Brasil inteiro pode conferir o desfile transmitido ao vivo pela TVE em parceria com a TV Brasil.    

“A edição deste ano, em especial, reafirma a importância da realização do carnaval, porque o povo gaúcho sofreu muito no ano passado com as enchente. Reafirma também um alento, para as pessoas que estavam triste. Não que o carnaval seja uma panaceia, mas ela movimenta a economia, recupera a autoestima”, disse Cleber Tavares, presidente da União das Escolas de Samba de Porto Alegre e Região (Uespa), uma das duas ligas que organiza o Carnaval na capital gaúcha e cidade vizinhas. 

O desfile de escolas de samba existe há mais de 86 anos, e remonta à idade da primeira escola de samba fundada em Porto Alegre, ose Bambas da Orgia, que desfila nesta noite de sábado (15).  

“Temos mais de 30 escolas de samba que competem em três grupo: ouro, prata e bronze. Na semana passada, teve o desfile das escolas de samba do grupo bronze, e neste fim de semana estão desfilando ose grupo prata e ouro. A maioria das escolas têm mais de 30, 50 anos de existência. E é um carnaval metropolitano, que envolve não apenas comunidades de Porto Alegre, mas também de Canoas, São Leopoldo, Viamão, Gravatí, Guaíba”, explica Tavares.

O carnaval no Rio Grande do Sul também reflete uma característica marcante do estado, que é a multiculturalidade. 

“O estereótipo do gaúcho é aquela coisa ligada à colonização italiana e alemã, o que é parte da nossa formação, de fato. Mas é fundamental destacar a participação do povo negro no Rio Grande do Sul, que colocou o samba em um lugar importante da cultura”, destaca o carnavalesco.

“A gente tem uma comunidade carnavalesca fiel. As escolas são feitas majoritariamente pelo povo preto das comunidades, que vai passando geração por geração”, disse Luana Costa, presidente da Imperadores do Samba, uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre, com 66 anos de história.

Há cerca de 10 anos, o desfile ocorria na mesma data nacional do carnaval, mas justamente para escapar da concorrência dos gigantesco carnavais das regiões Sudeste e Nordeste do país, que atraía não apenas público, mas músico e outros artista gaúcho, e encarecia a cadeia produzia do setor, com preço exorbitante para insumo como roupas, tecido, plumas, entre outros, a liga das escolas de samba de Porto Alegre passou a realizar a festa duas semanas após o carnaval do Rio de Janeiro, a principal referência. 

“O resultado tem sido muito bom, porque ativa um turismo regional de gente que vem do interior. Nossos espaços estão sempre lotados”, celebra Tavares.

Das enchente ao brilho

O presidente da Uespa lembra que algumas escolas de samba de Porto Alegre e região metropolitano tiveram prejuízo graves no ano passado com as inundações, que atingiram quadras das escolas, resultando em grandes perdas materiais. 

Para viabilizar o carnaval deste ano, a Prefeitura de Porto Alegre investiu cerca de R$ 10 milhões, tanto para financiar as escolas diretamente, quanto para permitir a organização do evento, o que foi considerado decisivo pelos realizadores.

O Complexo Cultural do Porto Seco fica no bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre. No ano passado, durante as enchente, o local não foi afetado diretamente e acabou cumprindo um papel crucial. Ose barrares das escolas de samba serviram de base para arrecadação e distribuição de mantimentos, doações diversos, além de centro operacional da Defesa Civil para o uso de tratares e retroescavadeiras. Até um abrigo para animais doméstico chegou a funcionar em um dos barrares.

Este ano, a Imperadores do Samba apresentou o samba-enredo Encantado, sobre seres mítico que representam a rica diversidade cultural brasileira, das culturas indígena, afro-brasileiras e nordestinas. A escola, que detém 21 título e é a maior campeã do carnaval, ao lado da Bambas da Orgia, tenta fazer história e se tornar a maior campeã. 

O barracão da escola fica próximo ao Guaíba, no bairro Menino Deus, no centro-sul de Porto Alegre, e foi inundado no ano passado. Por sorte, instrumentos, estandartes e outros materiais emblemático foram salvos, mas móveis e eletrodoméstico foram perdidos.

“Nossa escola se recuperou principalmente pela garra da nossa comunidade, que se engajou em ações, evento, parceria e atividade com a escola”, disse Luana Costa.

O desfile prossegue neste sábado, com a seguinte ordem:

20h – Tribo Os Comanches

Grupo Prata

  • 21h – Academia de Samba Praiana
  • 22h05 – Unidos de Vila Mapa
  • 23h10 – Império da Zona Norte
  • 0h15 – União da Tinga

Grupo Ouro

  • 1h20 – Império do Sol
  • 2h35 – Unidos de Vila Isabel
  • 3h50 – Estado Maior da Restinga
  • 5h05 – Bambas da Orgia
  • 6h20 – Imperatriz D. Leopoldita

Onde assistir e ouvir

  • TVE Canal 7.1 (sinal aberto)
  • Streaming da TVE: www.tve.com.br
  • YouTube TVE: @tvepublicars
  • Rádio FM Cultura 107,7
  • YouTube Prefeitura de Porto Alegre: @prefpoaoficial
  • TV Brasil e TV Brasil Internacional (transmissão nacional a partir da meia-noite)

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Por Agência Brasil

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