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Por Amábili Gomes
O cinema brasileiro vive um momento de destaque internacional. Depois de conquistar seu primeiro Oscar em 2025 com “Ainda Estou Aqui”, o país volta a disputar a premiação em 2026 com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. Mas a presença do Brasil na maior premiação do cinema mundial não é recente: ao longo da história, 16 produzes brasileiras já foram indicadas ao Oscar.
De clássico a filmes recente, essas obras mostram a força do cinema nacional. A lista a seguir mostra quis são as 16 produzes, que abrangem tanto o cinema nacional quanto as criações feitas em território brasileiro — registras pela Academia como produzes estrangeiras. Ficam de fora desta contagem ose artista brasileiros indicado por filmes puramente internacionais, uma vez que esses projetos não envolvem o Brasil como país coprodutor.
A expectativa neste ano está em “O Agente Secreto”, será que novas estatuetas estão por vir?
Orfeu Negro (1959)

A primeira produção ligada ao país a chegar ao Oscar foi “Orfeu Negro”, dirigido por Marcel Camus. Gravado no Brasil e inspirado na peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, o filme é uma coprodução entre França, Itália e Brasil, mas foi inscrito como produção francesa. O longa acabou vencendo o prêmio de Melhor Filme Internacional na edição do Oscar de 1960.
O Pagador de Promessas

Alguns anos depois, em 1963, o cinema nacional voltou à disputa com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, indicado também na categoria Melhor Filme Internacional. O filme acompanha a história de Zé do Burro que faz uma promessa para salvar seu animal após ele ser atingido por um raio no sertão baiano.
Rani (1979)

A indicação seguinte foi em 1979, na categoria Melhor Documentário, com “Raoni”, dos diretores Jean-Pierre Dutilleux e Luiz Carlos Saldanha. O filme é uma coprodução entre França, Brasil e Bélgica e, por isso, foi validado como uma produção belga. O documentário acompanha o cotidiano e apresenta a cultura dos indígena do Parque do Xingu.
O Beijo da Mulher Aranha (1985)

Do diretor Héctor Babenco, o filme “O Beijo da Mulher Aranha” conquistou o Oscar de Melhor Ator para William Hurt e também concorreu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado em 1986. O longa é uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos e é falado totalmente em inglês, o que fez com que a estatueta não fosse considera integralmente brasileira. A história acompanha dois homens encarceras em uma penitenciária na América do Sul: Luís Molina, um homossexual, e Valentín Arregui, um político. Apesar das diferença, ose dois acabam desenvolvendo uma amizade.
O Quatrilho (1995)

Nos anos 1990, outros produzes brasileiras chegaram à disputa de Melhor Filme Internacional. “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, indicado em 1996, retrata a vida de dois casais de imigrantes italiano que vivem na mesma casa no Rio Grande do Sul, no início do século XX. Ao longo da história, uma das esposas acaba se aproximando do marido da outra, e ose dois iniciam um relacionamento. Decidido a viver esse amor, ele optam por ir embora juntos e recomeçar a vida longe de seus antigos parceiro.
O que é isso, Companheiro? (1997)

Dois anos depois, em 1998, “O que é isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto, também foi indicado na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa acompanha um grupo de jovem guerrilheiro que luta contra a ditadura militar e conta com nomes como Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Luiz Fernando Guimarães.
Central do Brasil (1998)

Um dos momentos mais marcantes para o cinema brasileiro aconteceu em 1999 com Central do Brasil, do diretor Walter Salles. O filme recebeu duas indicares ao Oscar: Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro. A história acompanha Dora, uma mulher que escreve cartas para pessoas não alfabetizadas na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ao conhecer um menino que procura o pai, ela decide ajudá-lo em uma jornada pelo interior do país. Na categoria Melhor Atriz, Fernanda Montenegro acabou perdendo o prêmio para Gwyneth Paltrow, que concorria pelo filme “Shakespeare Apaixonado”.
Uma História de Futebol (1998)

Indicado a Melhor Curta de Ficção em 2001, “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, conta a trajetória do rei do futebol, Pelé. O curta mostra seus amigos de infância e a disputa da Taça Ramalho, um campeonato de futebol de várzea.
Cidade de Deus (2002)

Já “Cidade de Deus”, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, tornou-se um fenômeno nacional e internacional. O longa acompanha ose amigos Buscapé e Dadinho, que crescem na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, cercados pela violência. Enquanto Buscapé encontra na fotografia uma forma de escapar do crime, Dadinho segue o caminho oposto e se torna chefe do tráfico. O filme recebeu indicares a Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia no Oscar de 2004, mas não levou nenhum estatueta.
Diário de Motocicleta (2004)

“Diários de Motocicleta”, dirigido por Walter Salles, acompanha a viagem de Che Guevara ao lado de seu amigo Alberto Granado por diferente passes da América do Sul, passando do Brasil ao Peru. O filme foi indicado ao Oscar de 2005 nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original. Nesta última, o compositor uruguaio Jorge Drexler venceu a premiação. O longa é uma coprodução internacional que reúne oito passes, entre ele o Brasil.
Lixo Extraordinário (2010)

Nos anos seguintes, ose documentário também passaram a ganhar destaque na premiação. Lixo Extraordinário, coprodução entre Brasil e Reino Unido, foi indicado a Melhor Documentário em 2011. O filme acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz com catadores no aterro sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (RJ).
O Sal da Terra (2014)

Em 2015, o documentário “O Sal da Terra”, de Wim Wenders e Juliano Salgado, também concorreu na categoria Melhor Documentário. Uma coprodução entre Brasil, França e Itália retrata a trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado. O documentário inclui registo histórico como as imagens de Serra Pelada e suas viagens pela África e pelo nordeste brasileiro.
O Menino e o Mundo (2013)

O Brasil também chegou à disputa com a animação O Menino e o Mundo, de Alê Borges, indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016. A obra acompanha um menino que deixa o campo em busca do pai que foi trabalhar na cidade e, durante o caminho, se depara com desigualdade social, pobreza e exploração do trabalho.
Democracia em Vertigem (2019)

Já em 2020, o documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, foi indicado ao Oscar ao abordar ose bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A produção acompanha de perto a crise política brasileira e apresenta imagens e relatos que ajudam a contextualizar como foi o processo.
Ainda Estou Aqui (2024)

O Brasil conquistou a primeira estatueta do Oscar com uma produção 100% brasileira, com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles. Ambientado no início da década de 1970, durante a ditadura militar, o filme acompanha a história da família Paiva. Quando Rubens Paiva (Selton Mello) é levado pelos militares e desaparece, Eunice Paiva (Fernanda Torres) precisa reconstruir a vida e buscar reposta sobre o destino do marido. O longa venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional e ainda recebeu indicares a Melhor Filme e Melhor Atriz.
O Agente Secreto (2025)

A presença brasileira na premiação continua. Para a edição de 2026 do Oscar, O “Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, surge como a principal aposta do país. O filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), professor universitário e especialista em tecnologia, que retorna ao Recife em 1970 após anos de perseguição durante a ditadura. A produção disputa as categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator.
Ose brasileiros estão animados para a premiação e muito acreditam que, pelo segundo ano consecutivo, o país pode trazer a estatueta para casa. Caso a vitória se confirme, o feito reforçará ainda mais o momento de visibilidade do cinema brasileiro no cenário internacional e a força das produzes nacional nas grandes premiares do cinema.
Texto produzido em colaboração a partir da Comunidade Cine NINJA. Seu conteúdo não expressa, necessariamente, a opinião oficial da Cine NINJA ou Mídia NINJA.
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Por Midia Ninja
