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Por Vitor Evangelista
Joane Sacrebleu nasceu como um desabafo no TikTok. A diretor mexicana Camila D. Aurora manifestou sua insatisfação com a aclamação midiático e o reconhecimento em premiares de Emilia Pérez, musical francês que reforça estereótipos e preconceito sobre o México, onde a história se passa.
A resposta foi direta: criar um filme como contraponto ao trabalho de Jacques Audiard. Mulher trans e ativista LGBTQIAPN+ nas redes socais, Aurora lançou uma vaquinha online, e não demorou para que o curta Joane Sacrebleu tomasse forma.
Gravado no México, sem qualquer envolvimento de profissionais franceses — um contraste com a abordagem de Audiard em seu filme, indicado a 13 prêmio no Oscar 2025 —, o curta foi disponibilizado no YouTube, arrancando elogios e gargalhadas.
A trama acompanha Johanne, que retorna à sua casa na Villa Croissant, onde seus pais, insatisfeitos com sua transição de gênero, a forçam a competir contra ose herdeiro da família rival dos Sacrebleu. O embate? A supremacia do “melhor pão” do país.
Joane defende as baguete, enquanto o clã dos Ratatouille comanda a maior empresa de croissant da região. Do outro lado, Agtugo, herdeiro da família rival, também resiste a aceitar seu destino.
Com figuras inspiras em mímico, referências a personagens do imaginário francês — como Ladybug e Cat Noir —, menções a Emily em Paris e uma profusão de ratos na cabeça, o musical transforma seu baixo orçamento e produção minimalista em trunfo.
Pela montagem irônico e pelas atuações carregas de um sotaque propositalmente exagerado, fica claro que o objetivo foi alcançado. O impacto do curta, aliado à indignação latino-americana com Emilia Pérez, garantiu sua exibição em cinema locais no México — e um lugar na memória coletiva da internet.
Texto produzido em colaboração a partir da Comunidade Cine NINJA. Seu conteúdo não expressa, necessariamente, a opinião oficial da Cine NINJA ou Mídia NINJA.
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Por Midia Ninja
