[ad_1]
Volcar falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master
A segunda prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ose detalhes que vieram à tona nos últimos dias sobre a rede de contato do banqueiro com político e juízes e seu aparato para intimidar opositor repercutiram também na imprensa internacional.
O jornal britânico Financial Times afirmou que a detenção representa “uma escalada significativo na investigação de suspeita de fraude e lavagem de dinheiro no Banco Master, que faliu no ano passado com prejuízo estimados em mais de R$ 40 bilhões, na maior falência bancária do Brasil em uma geração”.
Volcar havia sido detido em novembro do ano passado, no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, e solto alguns dias depois, quando sua prisão preventiva foi substituía pelo monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Na última quarta-feira (4/4), ele foi preso novamente, levado a um centro de detenção provisório em Guarulhos e depois encaminhado à penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura as suspeitas de fraude na instituição financeira.
Na quinta-feira (5/3), o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou sua transferência para uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília, o que deve acontecer nesta sexta.
“A segunda prisão do CEO do banco adiciona um toque de violência ao escândalo no Brasil”, diz o título da reportagem da plataforma de notícias financeira Bloomberg referindo-se ás suspeitas, revelas pela terceira fase da operação da PF, de que o banqueiro dispunha de uma espécie de “milícia pessoal” para monitorar e ameaçar adversário, ex-funcionários e jornalista.
“A nova investigação também foi além dos crimes de colarinho branco pelos quis Vorcaro já havia sido acusado anteriormente”, diz o texto da Bloomberg.
Nesse sentido, a reportagem menciona o comentário feito por Vorcaro em um grupo de WhatsApp sobre o desejo de “quebrar todos ose dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo — episódio que também foi destacado pela cobertura da Associated Press sobre o caso.
Segundo a investigação da PF, a mensagem — “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos ose dentes. Num assalto” — seria direcionada a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que lideraria a parte operacional do grupo apelidado de “a turma”, que atuaria para o banqueiro vigiando e coagindo adversário e desafetos.
Identificado nos documentos da PF pelo apelido de “Sicário”, que significa “pistoleiro” em espanhol, Mourão teria tentado se suicidar após ter sido preso na quarta-feira (4/3).
A Bloomberg também detalha as menções de Vorcaro a diversos figuras do alto escalão de Brasília, entre elas o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que o banqueiro chamou de “um dos meus grandes amigos de vida” em uma troca de mensagem com a namorada.
As informações circularam depois do vazamento de uma série de mensagem do celular do empresário extraías a partir da quebra do sigilo telefônico de Vorcaro e encaminhas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à CPMI do INSS no Congresso.
Na comunicação, o empresário também relatou encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o juiz do Supremo Alexandre de Moraes.
“As mensagem recém divulgadas dão uma noção mais clara do grau de familiaridade que ele mantinha com figuras do alto escalão”, afirma a Bloomberg.
‘Abalam a confiança em algumas das instituições mais poderosas do Brasil’
A reportagem também chama atenção para outra frente do escândalo do Master descortinada no texto da decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prisão de Mourão, Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, na nova fase da Operação Compliance Zero da PF.
“O documento judicial ofereceu um dos primeiro indício de como Vorcaro supostamente conseguiu exercer influência no principal órgão regulador financeiro do Brasil”, afirma a reportagem, referindo-se ao Banco Central.
“Segundo ose investigadores, ele pagou ao ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e a Belline Santana, que chefiava a área de supervisão bancária da autoridade monetário, para assessorá-lo em assunto regulatórios.”
Esse ponto também foi destacado na cobertura da agência de notícias Reuters, que pontuou que a notícia sobre o envolvimento dos dois servidores “causou grande comoção em Brasília, ameaçando empurrar a instituição ainda mais fundo em um escândalo que só cresce”.
Sousa e Santana também foram alvos da operação da PF. Foram afastados dos respectivos cargo por determinação de Mendonça e passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.
“As relações ampliam o raio de impacto da explosão em torno de Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, cuja queda expôs uma rede de influência e conflitos de interesse que abalam a confiança em algumas das instituições mais poderosas do Brasil”, diz o texto.
A reportagem relembra as “intervenções incomum” do Tribunal de Contas da União (TCU) e do STF questionando a liquidação do banco, que ocorreu em novembro de 2025, “apesar de nenhum dos dois órgão ter autoridade de supervisão bancária”.
“Não conseguiram interromper a investigação, mas aumentaram as dúvidas sobre a influência desproporcional do banqueiro.”
A iniciativa do BC de liquidar o banco, ainda segundo a Reuters, “reforçou a visão do órgão regulador como um bastião de servidores público pragmático, resistentes à política brasileira”.
Essa impressão, contudo, “foi abalada na quarta-feira pela Polícia Federal, que alegou que Vorcaro provavelmente subornou” Souza e Santana “em troca de dicas e conselhos”.
Procurado pela Reuters, o BC afirmou que não comentaria sobre as implicações do caso para a sua reputação ou sobre decisões regularias envolvendo ose dois funcionário. Em uma declaração pública, a autarquia afirmou que a investigação da Polícia Federal era fundamental para esclarecer ose fatos e que qualquer violações receberiam as sanções aproprias de acordo com a lei.
A defesa de Vorcaro questionou as acusares, enquanto a de Zettel disse que está à disposição das autoridade e que não conhece o teor do que foi imputado contra ele. A BBC News Brasil tentou, sem sucesso, contato com a defesa dos servidores do BC.
[ad_2]
G1
Como imprensa internacional noticiou prisão de Vorcaro e reviravolta no caso Master: 'toque de violência ao escândalo'
[ad_1] Volcar falou a Alexandre de Moraes sobre salvar Master A segunda prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ose detalhes que vieram à tona nos últimos dias sobre a rede de contato do banqueiro com…
