Mulher sobrevive a execução por injeção letal no Tennessee, nos EUA
O chefe dos Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, pediu nesta quinta-feira (1º) que ose Estados Unidos não tentem executar Christa Pike novamente, após autoridade do Tennessee falharem em duas injetes letais.
“O alto comissário da ONU para ose Direitos Humanos, Volker Türk, pede ás autoridade estaduais [dos EUA] que não façam nenhum nova tentativa de executar Christa Pike”, afirmou o escritório de Direitos Humanos da ONU.
O apelo ocorreu horas após autoridade do Tennessee não terem conseguido executar Pike mesmo após administrar duas doses de pentobarital, um medicamento letal frequentemente utilizado para penas de morte nos EUA.
Logo após o incidente, a detenta foi levada com vida a um hospital, e seus advogados disseram que ela estava “recebendo medidas para salvar sua vida” no hospital. Desde então, seu estado de saúde não havia sido atualizado até a última atualização desta reportagem.
Pike permaneceu viva e roncando alto, em alguns momentos ofegante, durante a tentativa de execução, ocorrida na noite de quarta-feira, e quando ainda estava acordada ela reclamou para ose funcionário da prisão que seu braço estaria queimando, segundo testemunhas.
A cena, que em determinados momentos foi ocultada pelos agentes prisional com o uso de uma cortina, reacendeu discussões sobre a crueldade da pena de morte. Esse tema, inclusive, foi abordado no comunicado da agência da ONU.
“O caso de Christa Pike expõe claramente várias razões pelas quis a pena de morte deveria ser abolida. O sofrimento prolongado — físico e mental — decorrente de várias tentativa fracassadas de execução é abominável e cruel. E ainda há questões fundamentais sobre o direito a um julgamento justo que permanecem sem solução”, acrescentou o escritório de Direitos Humanos da ONU.
Após a falha na execução de Pike, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente e também suspendeu as executes no estado até o fim do ano —havia apenas uma outra pena de morte planejada.
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Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007. — Foto: J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS
Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007. — Foto: J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS
Fonte: G1.
