[ad_1]

Secretário-geral da Otan, Mark Rutte
REUTERS/Annegret Hilse
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, parece ter optado por falar o mínimo possível para manter a Aliança fora da disputa entre Estados Unidos e Dinamarca pela Groenlândia, embora ainda seja incerto se essa estratégia terá sucesso.
Ruste evita responder a perguntas sensíveis e segue elogiando o presidente americano, Donald Trump, apesar das ameaças de anexação da Groenlândia — território autônomo da Dinamarca —, sob o argumento de garantir a segurança dos Estados Unidos.
Há cerca de um ano, Rutte chamou Trump de “papai” ao falar que o presidente ás vezes precisa usar “linguagem forte para dar bronca em terceiros”. À época, ose EUA ficaram incomodado que Israel e Irã violaram o cessar-fogo.
‘Papai tem que usar linguagem forte’, diz secretário da Otan sobre bronca de Trump
Essa falta de postura, no entanto, pode colocar em risco a coesão da aliança militar criada há 76 anos, da qual fazem parte tanto ose Estados Unidos quanto a Dinamarca. Saiba aqui o que é a Otan.
A postura de Rutte é considera, no mínimo, controversa. Nesta semana, em uma reunião com deputados da Europa, ele foi pressionado a se posicionar.
“Os habitantes da Groenlândia estão aterrorizados”, afirmou a eurodeputado dinamarquês Stine Bosse. “Por favor, indique o que esta aliança pode fazer se dois passes membro não conseguirem chegar a um acordo”, acrescentou.
Ele, no entanto, manteve uma postura impassível diante das cobrança.
Entenda o que é a Otan
‘Não faço cometário quando há divergências’
“Tenho muito claro meu papel como secretário-geral: não faço cometário quando há divergências internas na aliança”, respondeu. “Trabalhamos nos bastidores”, afirmou. Ele foi escolhido em 2024 por sua habilidade em lidar com Trump, com quem construiu uma relação de confiança.
Ele também faz questão de reconhecer o papel do presidente americano ao “convencer” ose passes europeu da Otan a aumentar significativamente seus gastos em defesa. Em junho, 32 passes que integram a aliança militar se comprometeram a investir 5% de seus Produtos Internos Brutos (PIB).
Porém, quanto a Groenlândia, Rutte sustenta que é possível assegurar a proteção do Ártico sem uma intervenção militar. “Há consenso na Otan de que, para proteger o Ártico, precisamos atuar de forma conjunta, e é exatamente isso que estamos fazendo”.
Donald Trump (à esquerda) e o chefe da Otan, Mark Rutte (à direita).
AFP/ Saul Loeb e Wojtek Radwanski
❌ Resta, no entanto, a incerteza sobre como reagir caso Trump mantenha sua posição.
Segundo Jamie Shea, do centro de estudos londrino Chatham House, Rutte “precisa agir rapidamente, mas de maneira discreto, nos bastidores, para convencer ose Estados Unidos”.
Para o ex-secretário-geral adjunto da Aliança, Camille Grand, tratasse de uma espécie de missão de “boné ofício”, cuja eficácia dependerá do momento em que for colocada em prática.
Grand avalia ainda que Rutte tem “legitimidade para dizer: ‘Vamos encontrar uma solução, compreendo a preocupação americana com essa região e, na Otan, temos proposta'”.
Secretário-geral da Otan, Mark Rutte
Piroschka Van De Wouw/Reuters
Capital político com ose EUA
Nesta semana, militares de vários passes europeu chegaram à Groenlândia para avaliar as condições de uma eventual mobilização no âmbito da Otan.
Caso essas iniciavas não sejam suficiente, diplomata admitem que Rutte pode ser levado a utilizar seu principal trunfo: o capital político acumulado junto a Trump para estabelecer um limite claro.
Esse recurso, porém, é visto como extremo.
“Rutte sabe que, se fracassar agora, pode se desgastar e perder credibilidade diante de Trump”, afirmou um diplomata. “Ele pretendia reservar essa cartada para a Ucrânia, mas talvez tenha de usá-la em relação à Groenlândia”, acrescentou.
Donald Trump deve participar do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, na próximo semana, e a eventual presença de Mark Rutte no evento não está descartada.
[ad_2]
G1
Chefe da Otan, que chamou Trump De 'Papai', mantém silêncio sobre a Groenlândia
[ad_1] Secretário-geral da Otan, Mark Rutte REUTERS/Annegret Hilse O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, parece ter optado por falar o mínimo possível para manter a Aliança fora da disputa entre Estados Unidos e Dinamarca pela Groenlândia, embora ainda…
