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A vitória é do povo. A luta continua

Reeleição de Lula celebra a democracia, mas exige mobilização popular contínua para enfrentar a extrema direita e conquistar justiça social O post A vitória é do povo. A luta continua apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Ganhamos! Depois de uma campanha dura, o povo brasileiro reelegeu o presidente Lula e disse ao mundo que a democracia não está à venda. Foi uma vitória histórica, construída por milhões de mãos: quem foi para a rua, quem bateu de porta em porta, quem convenceu a família no almoço de domingo, quem acreditou quando muita gente mandou desistir.

Essa vitória tem um nome: unidade. O Brasil mostrou que é possível enfrentar a extrema direita, nas urnas e na vida, quando a gente se junta em torno de um projeto maior do que qualquer um de nós. O nosso L, feito com as mãos, virou símbolo internacional de luta e resistência contra a extrema direita. Somos referência para o mundo nesse enfrentamento, e isso precisa continuar.

Mas eu não vou me iludir, e peço que ninguém se iluda. Vencemos uma batalha, não a guerra. O Congresso que sai destas eleições é o mais conservador desde a redemocratização. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato bateram recordes de votos, Eduarda Campopiano foi a mais votada em São Paulo, e a extrema direita ocupa cerca de um terço do Senado. Eles têm projeto, têm voz e têm votos, e vão usá-los contra os direitos do nosso povo. O que conquistamos e o país que queremos construir vão depender de disputa dura, todos os dias, dentro e fora do parlamento.

Por isso precisamos seguir vigilantes. O movimento golpista de Flávio Bolsonaro para contestar o resultado das urnas, por enquanto, foi frustrado, até pela própria indisposição de Trump em bancar essa aventura. Mas quem já flertou com o golpe não desiste fácil. Democracia a gente defende todos os dias.

Eu aprendi isso na prática. Em 2022 fui a  primeira pessoa orgulhosamente LGBT+ eleita por Minas Gerais para a ALMG e represento, no parlamento, o campo dos movimentos sociais. Minha vida política nasceu na luta coletiva, ao lado de quem precisa de moradia, de trabalho digno, de respeito. Nunca acreditei em mandato que anda sozinho. Tudo o que consegui fazer até aqui foi com o povo, a partir da rua, da escuta e da organização popular. É com essa mesma convicção que sigo.

E foi essa força que ganhou a eleição. Os movimentos sociais estiveram nas ruas, nas ocupações, nas escolas, nos sindicatos e nas periferias não só no segundo turno, mas desde o primeiro, quando muita gente ainda duvidava. Foi esse exército do presidente Lula, de gente comum, voluntária, que se levantou pra luta, que virou o jogo. Ele não pode se desmobilizar agora. Foi feito para ganhar a eleição, mas o Brasil que a gente sonha só vem se essa mobilização continuar viva, nos bairros, nas redes, nas comunidades.

E qual é a mudança que o povo quer? O povo não votou só contra o ódio, a violência gratuita do bolsonarismo ou a possibilidade de que Flávio Bolsonaro armasse o país e promovesse uma guerra civil. Votou por uma vida melhor: o fim da escala 6×1, que rouba o tempo de vida de quem trabalha; taxar os super-ricos para que quem sempre pagou a conta não pague de novo; garantir moradia digna, saúde e educação que funcionem, transporte que caiba no bolso, comida na mesa e segurança de verdade. Nesse projeto, não há espaço para tesouraço ou arcabouço fiscal, precisamos atacar os privilégios, as emendas parlamentares e taxar os super ricos. Essas são as vitórias incríveis que temos para conquistar, e cada uma delas depende de pressão popular, dentro e fora do Congresso.

É hora de colocar o país na frente. Protagonismos isolados não derrotam um projeto de poder organizado. Quem tem urgência de comida na mesa, de emprego, de segurança, de futuro para os filhos não tem tempo para disputas pequenas. A hora é de somar, de construir pontes, de ampliar o campo de quem defende a vida, a democracia e a justiça social.

Tenho esperança, e ela não é ingênua. É a esperança de quem já viu o povo vencer quando se organiza. Nós nunca nos desmobilizamos, e damos o caminho: resistência popular prolongada!

Ganhamos uma eleição. Agora temos que ganhar o país. Vamos precisar de todo mundo nas redes e nas ruas para que possamos seguir derrotando as pautas fascistas que se apresentam na extrema direita. Para que possamos aprovar no Congresso projetos que melhorem a vida da nossa população. E isso a gente só faz junto. Sigamos construindo um Brasil dos e para os brasileiros. Sem medo de ser feliz.

Fonte: Mídia Ninja.

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