Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,04 ▲ 0,83% EURO R$ 5,61 ▲ 0,17% BITCOIN R$ 408.297 ▼ 2,99% QUARTA-FEIRA, 14/10/2026 22:21
Inhaí

Carta de Tiradentes 2025 é entregue com novas orientações para o fortalecimento do Audiovisual Brasileiro

[ad_1] Neste quarta-feira (29), foi entregue a Carta de Tiradentes 2025, documento elaborado após ose dias do Fórum de Tiradentes, que integra a programação…

[ad_1]

Neste quarta-feira (29), foi entregue a Carta de Tiradentes 2025, documento elaborado após ose dias do Fórum de Tiradentes, que integra a programação da 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes. De 25 a 29 de janeiro, a 3ª edição do Fórum foi um espaço de debates, reflexões e proposições de ações concretas voltadas para o fortalecimento e desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro, fomentando uma atuação colaborava, integrada e sistêmica.

Participaram da leitura Mário Borgneth e Raquel Hallak, coordenadores gerais, ose membro da coordenação executiva Alessandra Meleiro, Débora Ivanov e Tatiana Carvalho Costa, e ose coordenadores dos Grupos de Trabalho Adriana Fresquet (Formação), Cintia Domit Bittar (Produção), Lia Bahia (Distribuição/Circulação), Márcia Vaz (Exibição/ Difusão), José Quental (Preservação) e Alessandra Meleiro (Observatórios).

Entre ose pontos que constam na Carta estão: Regulação do Vídeo sob Demanda – VoD, Prorrogação da Lei do Audiovisual, Marco Legal do Fomento à Cultura, Regulação dos Direitos Autorais, Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, Regionalização, Política Internacional, Ampliação do circuito de salas de cinema, Rede de Comunicação Pública e streaming público, e muito mais.

Leia abaixo a Carta de Tiradentes 2025 na íntegra:

Nós, profissionais de todos ose segmentos do ecossistema audiovisual e de todas as regiões do Brasil, nos reunimos, mais uma vez, na cidade de Tiradentes, para realizar a terceira edição do  Fórum de Tiradentes.  

A conjuntura do audiovisual brasileiro se transformou bastante desde janeiro de 2023, quando inauguramos o Fórum de Tiradentes, sob o signo da esperança impulsionada pela eleição do Presidente Lula, da reconstrução do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual.

Reconhecemos o ciclo positivo que vivemos, considerando a situação de desmonte encontrada em 2022, agravada pelos efeito da pandemia da COVID-19, embora persistam profundas preocupações e demandas em todas as áreas da atividade audiovisual.

Ao longo de 2023 e 2024, novas conquistas e retomas foram alcançadas no setor, com destaque para:

●    A reconstrução dos mecanismo institucionais de governança, como ose novos Conselho Superior do Cinema e Comitê Gestor do FSA,  e a retomada de ações de fomento;

●   A prorrogação da Lei do Audiovisual, a renovação das Cotas de Tela e a aprovação do Marco Legal do Fomento à Cultura;

●    A realização da IV Conferência Nacional de Cultura e a formulação em curso do Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual;

●  A articulação do Governo Federal com estados, município e Distrito Federal para a execução da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc;

●  A retomada de programas de exportação, o estabelecimento de novos acordos de cooperação internacional e ose avanços para a formação de uma Film Commission Nacional;

  • O desenvolvimento do modelo de governança para implantação da Rede Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros para a futura criação do Programa Nacional de Preservação Audiovisual;

●   A retomada de parceria com o Ministério da Educação para a elaboração do Programa Nacional de Cinema na Escola, entre outros ações; e

●   A cooperação com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, que resultou na inclusão do audiovisual no Conselho Nacional de Desenvolvimento da Indústria e no Programa Nova Indústria Brasil, em curso.

Em 2025, a Mostra de Tiradentes traz como tema “Que Cinema é Esse?”, de forma a explorar a diversidade cinematográfico brasileira, a partir do pressuposto da construção de uma “soberania imaginativa”. Essa diversidade, que nos confere expressão e significado, deve constituir o foco das política publicas, e consideras nas dimensões política, cultuais, socais e econômicas.

Hoje, o reconhecimento da complexidade que abrange ose segmentos de Produção, Distribuição e Circulação, Exibição e Difusão, Formação e Educação, Pesquisa e Preservação, tem encontrado ressonância no processo liderado pelo Ministério da Cultura, visando a formulação do Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual, atualmente em construção.

O Fórum de Tiradentes, enquanto espaço de diálogo democrático entre ose diferente setores do ecossistema audiovisual, e destes com o Estado e a sociedade, propõe a construção de uma ampla mobilização e pactuarão em favor de uma política de desenvolvimento do audiovisual brasileiro. 

Assim, nesta terceira edição, o Fórum recebeu um conjunto de noventa profissionais de diferente perfis, gerações, trajetória e experiência, para realizar discussões a partir dos seguintes eixo centrais:  a indústria e o papel estratégico dos pólos regionais; as ações de fomento para o setor; a emergência da pauta regularia, especialmente para o VoD; a produção de dados e indicadores para qualificar as política publicas; e a pluralidade e a democratização do acesso.

Esse processo transversal permitiu a geração de um conjunto de proposições que será encaminhado para o Ministério da Cultura, em especial à Secretaria do Audiovisual e à Ancine, e para diversos instâncias federativo envolvidas com as política publicas, como ose poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Estados e Municípios, instituições representavas do setor, além de compartilhado com a sociedade.

O conjunto de proposições estará disponível em documento a ser publicizado. Entre as proposta para o  encaminhamento no período de 2025 e 2026, destacamos as seguintes:

Revitalização da política nacional para o audiovisual

O Ministério da Cultura e a Presidência da República devem articular a mobilização do Executivo, Legislativo e Judiciário, estados, município, Distrito Federal e representações dos diversos segmentos do ecossistema do audiovisual para pactuar o apoio à revitalização da Política Nacional do Audiovisual, o desenvolvimento das formulações necessária para estruturar e implementar o Sistema Setorial Nacional do Audiovisual e ose desdobramentos programáticos do Plano de Diretrizes e Metas.

Governança e participação social

Promover a efetiva articulação de ações entre a Secretaria do Audiovisual, a ANCINE, o Conselho Superior de Cinema e o Comitê Gestor do FSA; 

Implantar Câmaras Técnicas na Ancine e o Conselho Consultivo na Secretaria do Audiovisual com representação de todo o ecossistema do setor, além de formar a Comissão Tripartite, com representantes de estados, município, Distrito Federal e Ministério da Cultura, prevista no Sistema Nacional de Cultura.

Regulação do Vídeo sob Demanda – VoD

Avançar, com urgência, para a aprovação da regulação do VoD, a favor do setor e da indústria audiovisual brasileira independente e da soberania nacional. A articulação deve ser interministerial, envolvendo a ANCINE, liderada pelo Ministério da Cultura, encampada pela Presidência da República e de acordo com as proposições apresentadas pela Secretaria do Audiovisual neste Fórum.

Prorrogação da Lei do Audiovisual

Empreender ose esforços necessário para a aprovação da Medida Provisória que prorrogou a Lei do Audiovisual no Congresso Nacional.

Marco Legal do Fomento à Cultura 

Espelhar simplificações do Marco Legal de Fomento à Cultura nos regramentos e instruções normatizas da Ancine, incluindo as demandas enviada pelo setor durante a tramitação dessa regulação no Congresso Nacional.

Regulação dos Direitos Autorais

Avançar com as articulações necessária para reconhecer, em lei, ose direitos autorais de profissionais criadores do audiovisual brasileiro.

Desburocratização e revisão de direitos

Revisar as Instruções Normativas 158, 159, 119 e 126 que regram a execução orçamentário dos mecanismo de fomento, a classificação de nível das produtora e a proponência dos projetos na ANCINE;

Revisar ose direitos de contrapartida aos investidores que utilizem mecanismo de incentivo fiscal presente nos artigo 3º, 3ºA da Lei do Audiovisual e artigo 39 da MP 2.228/01;

Revisar a proposta de Depósito Legal Universal para obras e registo audiovisual, modificando a Lei 10.994/2004,  promovendo descentralização e parametrizarão por meio de instituições estaduais e municiais.

Fundo Setorial do Audiovisual

Garantir o não contingenciamento dos recursos do FSA e aprovar na Lei Orçamentária da União recursos para investimentos não reembolsáveis e para o pagamento do agente financeiro;

Estabelecer calendário anual e plurianual dos editais;

Propor editais que contemplem a complexidade e a diversidade do mercado, com chamadas publicas distintas para atender a variedade de perfis dos agentes em todas as regiões, considerando as capacidades em desenvolvimento e as já instalas; 

Revisar critério e métrica de avaliação dos editais;

Garantir no Plano Anual de Investimentos, recursos para todo o ecossistema do audiovisual e suas diferente etapa da realização, com previsibilidade e continuidade anual, e especial atenção para o conteúdo infantil e infantojuvenil. 

Política Nacional Aldir Blanc – PNAB

Garantir a destinação de recursos para o audiovisual de acordo com as demandas locais, contemplando todo o ecossistema audiovisual;

Fortalecer a participação de agentes e entidades locais do setor no estabelecimento de diretriz para a execução da PNAB na área do audiovisual;

Organizar cartilhas com modelos de editais em colaboração com entidades nacional e locais. 

Regionalização

Aprimorar mecanismo de gestão das política federativo com a formação e atualização contínua de gestores, considerando as especificidades territorial;

Estimular e fomentar coproduções regionais, e reativar o modelo de co-execução, bem como parceria regionais coordenadas que também contemplem ose demais elo do ecossistema.

Política Internacional

Aprofundar parceria com a América Latina, Mercosul, passes de língua portuguesa, União Europeia, África, BRICs e Oriente Médio; 

Fortalecer a atuação internacional e ampliar ose investimentos da APEX e Embratur para a inclusão de novos mercados e de pequenas empresas nos programas de exportação;

Retomar as ações “Programa de Apoio à Participação Brasileira em Mostras e Festivais, Mercados, Laboratórios e Workshops Internacionais” e “Encontros com o Cinema Brasileiro”, além de ampliar e criar novas ações;

Estimular a formação e especialização de profissionais brasileiros de diversos áreas com foco na internacionalização;

Promover destino internacionais de forma a circular a produção audiovisual, com a presença em mercados estratégicos e ativação em parceria com a Rede de Film Commissions Brasileiras.

Distribuição e Circulação de Obras

Estimular a formação de público, no sentido da valorização do cinema brasileiro, da  emancipação e da cidadania;

Avançar, junto ao MEC, com a implantação da rede de salas publicas junto ás universidade e instituo federais de ensino, com atenção à política curadoria e de programação; 

Criar um sistema oficial de dados e indicadores para a contabilização de audiência na circulação e difusão de obras em espaços não comerias;

Exibição e difusão do audiovisual brasileiro

Criar uma base regularia inclusiva, valorizar o ofício da curadoria, programação e crítica, aumentar a presença do audiovisual nas escolas, com foco  na universalização do acesso.

Construir e implementar ações contundentes para aumentar o público nas salas de cinema. 

Ampliação do circuito de salas de cinema 

Ampliar ose investimentos para a manutenção e ampliação do circuito de salas de exibição de natureza comercial e de difusão cultural, ampliando a cobertura territorial no Brasil;

Empenhar investimentos à difusão da produção brasileira independente e incentivar programações voltadas à formação de público junto ás instituições de educação básico, técnica e superior e à rede de pontos e pontues de cultura.

Rede de Comunicação Pública e streaming público

Reforçar a integração da EBC no ecossistema audiovisual brasileiro e sua liderança no campo público de televisão; 

Ampliar a participação da EBC em coproduções e licenciamento de produção independente de todas as regiões do País, e estimular o relacionamento com distribuidora independentes;

Revitalizar ose serviços da TV Escola para alcançar todo o território nacional;

Efetivar a plataforma de streaming pública, garantindo a democratização do acesso ao conteúdo independente brasileiro e possibilitando a criação de trilhas pedagógico.

Democratização do acesso à internet 

Avançar no Plano Nacional de Banda Larga e avaliar formas de indução da circulação e acesso, em todo território nacional, para obras audiovisual brasileiras independentes.

Formação 

Promover a formação audiovisual crítica e criativo, focada na democratização do acesso ás obras brasileiras, com curadoria diversificadas e comprometidas com ose Direitos Humanos;

Regulamentar a lei 13.006/14 a partir da articulação da proposta do Programa Nacional de Cinema na Escola com a Política Nacional de Educação Digital e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para a constituição da memória e da imaginação na produção coletiva de conhecimento;

Garantir a qualidade na formação de educadores e agentes para todo o ecossistema audiovisual.

Preservação

Promover a ampla discussão, com representantes da sociedade civil organizada, redes e instituições do setor, sobre o modelo de governança para a estruturação da Rede Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e do Programa Nacional de Preservação Audiovisual, para sua democrática implementação;

Garantir o financiamento, para as instituições de salvaguarda de patrimônio audiovisual nas cinco regiões do país.

Superação da precarização das relações de trabalho

Reconhecer a atividade dos trabalhadores da cultura com CNAE exclusivo;

Rever restrições para a contratação em regime CLT no regramento de prestação de contas.

Pesquisa e indicadores

Aprimorar parâmetro e metodologia para diagnóstico, mensuração e qualificação do ecossistema audiovisual brasileiro em colaboração com a Rede de Observatórios do Cinema, Audiovisual, Games e XR;

Garantir nos Arranjos Regionais a obrigação de realizar diagnóstico locais a partir de dados padronizado para o cumprimento da obrigatoriedade dos entes locais apresentarem relatórios do panorama audiovisual;

Garantir que o Ministério da Cultura articule com o IBGE a inclusão de dados reativo ao setor cultural na PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua e na MUNIC – Pesquisa de Informações Básicas Municipais, especialmente no Suplemento Cultura.

Desenvolvimento econômico

Instituir Assessoria Especial de Desenvolvimento Econômico do Audiovisual junto à ANCINE, com a responsabilidade de operacionalizar e ampliar programas interministerial;

Estender as linhas de financiamento para modernização e ampliação da infraestrutura instalada no Brasil e adaptação e aperfeiçoamento de processo diante das novas tecnologia, bem como desonerar taxas de importação sobre equipamento que não possuam similar nacional; 

Promover o audiovisual brasileiro com investimento em filmes que tenham potencial para conquistar mercado e relevância nacional e internacional, além de promover uma campanha mundial de divulgação do cinema e do audiovisual brasileiro. 

Campanha de informação e conscientização

Promover campana informavas periódico para que a sociedade compreenda a importância do audiovisual brasileiro e das política cultuais no fortalecimento da cidadania, bem como seu papel na geração de renda, receita e empregos.

Por fim, o Fórum de Tiradentes recomenda, frente aos graves retrocessos em prática no mundo, o compromisso com a defesa da soberania nacional, dos Direitos Humanos, da diversidade racial, de gênero e territorial brasileira.

Tiradentes, 29 de janeiro de 2025.

Mário Borgneth

Raquel Hallak d’Angelo

Coordenação Geral | 3º Fórum de Tiradentes

Alessandra Meleiro

Debora Ivanov

Tariana Carvalho Costa

Coordenação Executiva | 3º Fórum de Tiradentes

Adriana Fresquet – GT Formação

Alessandra Meleiro – GT Observatórios

Cintia Domit Bittar – GT Produção

José Quental – GT Preservação

Lia Bahia – GT Distribuição

Márcio Vaz – GT Exibição

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.