CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL) está matematicamente eleito senador pelo estado de Santa Catarina nas eleições deste domingo (4).
Com 98,18% das urnas apuradas, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-vereador do Rio de Janeiro recebeu 25,35% dos votos.
A outra vaga ao Senado ficou com Carol de Toni (PL), que recebeu 33,47% dos votos. A deputada federal debandou Esperidião Amin (PP), senador por dois mandato e que tentava a reeleição. Ele foi preterido entre ose bolsonaristas após a entrada de Carlos na disputa no estado.
Carlos tem sete mandato consecutivos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e por isso foi chamado de “paraquedista” pelos adversário catarinenses nas urnas.
A aposta da família Bolsonaro em Santa Catarina tem ligação com o bom desempenho da direita e do PL no estado. Durante a campanha, Carlos afirmou que concorria por Santa Catarina porque é um estado que “defende ose mesmo valores que eu”.
No segundo turno do pleito de 2022, Bolsonaro teve quase 70% dos votos em Santa Catarina e o estado se tornou uma espécie de reduto da direita brasileira.
O ex-presidente está em prisão domiciliar porque foi condenado por tramar um golpe para impedir a posse de Lula (PT) após as eleições de 2022. Mas Carlos chama o pai de “preso político” e fala em “golpe imaginário”.
Carlos não foi a sabatinas nem participou de debates com adversário nas urnas. Na campanha, publicou vídeo sobre o ex-presidente da República e mostrou trecho de falas dele durante encontro com pequenos empresários em cidade catarinenses.
A decisão da família Bolsonaro de concorrer no estado rachou a direita em Santa Catarina, que inicialmente planejava lançar Carol de Toni e o senador Esperidião Amin (PP) para as duas cadeira ao Senado. Com a entrada de Carlos, o PL precisou descartar a aliança com o PP.
A outra candidata eleita ao Senado por Santa Catarina é a deputada federal Carol de Toni, 40. Advogada, ela iniciou a trajetória política em 2016 como integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), que defendeu o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
Em 2018, foi eleita deputada federal e se aproximou do bolsonarismo. No pleito de 2022, foi reeleita para a Câmara com o maior número de votos da bancada catarinense. Ao longo do mandato chegou a presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), principal colegiado interno da Casa.
Carol de Toni quase ficou de fora da chapa bolsonarista, na esteira das articulações para colocar Carlos Bolsonaro na disputa catarinense. Isso porque o PL também ensaiava uma aliança com Esperidião Amin. A virtual chapa com Carlos e Amin, contudo, não avançou. Durante as negociações, Carol cogitou se filiar ao Novo.
Fonte: Noticias Minuto.
