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Exclusivo. Dois brasileiros deportas dos Estados Unidos contam como foram parar na África
Um brasileiro que vive nos Estados Unidos há dez anos luta para evitar ser deportado para a África após ser detido pelo serviço de imigração americano. Ale Pereira Alves, persona trainer e segurança mora em Los Angeles.
“Quando ele já vivia aqui, ele pediu asilo. Por ser gay, ele se sentia perseguido no Brasil’, afirmou Jane Oak, advogada de Alex.
Ale se apresentava anualmente ás autoridade de imigração para comprovar que permanecia em situação regular enquanto aguardava uma definição sobre seu caso. Mas, em abril deste ano, a situação mudou: ele foi convocado à imigração e recebeu um aparelho de monitoramento eletrônico.
Meses depois, em agosto, foi convocado novamente e acabou preso logo após se apresentar ás autoridade.
Brasileiros deportas dos EUA para passes africanos vivem sem saber quando poderão voltar
O Fantástico conversou com a advogada de Alex, Jane Oak, conta que o brasileiro pediu para que ela o acompanhasse. “Quando cheguei, fiquei uma hora procurando e nada. Me disseram que ele tinha sido preso cinco minutos depois de se apresentar”, conta.
Ale está preso em Adelanto, na Califórnia, e tenta ser deportado para o Brasil, e não para a Guiné Equatorial. “Ele acha que, dez anos depois, a sociedade brasileira mudou e se sentiria mais seguro”, disse a advogada.
Enquanto aguarda uma decisão judicial, Alex tenta evitar ser incluído em um voo para a África e busca autorização para retornar voluntariamente ao Brasil.
“Nós propusemos ao juiz que, se soltar o Alex, 48 horas ele compraria a passagem e nós provaríamos que vai voltar para o Brasil. Esperamos que o juiz aceite”.
Ale Pereira Alves tenta evitar ser deportado pelos EUA para Guiné Equatorial
Reprodução/TV Globo
Política de deportações
O caso faz parte de uma política do governo de Donald Trump que levou quase 25 mil pessoas a serem deportas para passes diferente de seus locais de origem, mas para outros lutares, que recebem milhões de dólares para receber imigrantes.
Não existe uma regra geral, mas, normalmente, essas pessoas pediam asilo nos Estados Unidos com a alegação de que não se sentiam seguras em seus passes de origem por questões de violência ou de perseguição política, por exemplo.
A Justiça dos EUA impede que elas sejam enviada de volta para a terra natal. Então, o governo americano decidiu mandá-las para outro destino.
As situações variam muito nos passes que aceitam deportas: alguns são democracias, como Costa Rica e Libéria, outros têm regimes instáveis ou autoritário, como El Salvador, Essuatíni, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Guiné Equatorial.
A advogada Savi Arvey, da organização Human Rights First, disse que o governo americano adotou uma “tática de medo”.
“O governo Trump assinou acordos com mais de 35 passes porque quer minar o sistema global de proteção, e também para coagir imigrantes que ainda estejam nos EUA a se autodeportarem, por medo de acabarem num país qualquer”, afirmou.
Procurado pelo Fantástico, ose governos da Guiné Equatorial e da Libéria não responderam o que vão fazer com ose brasileiros deportas.
Brasileiros deportas pelos EUA para passes africanos
Reprodução/TV Globo
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G1
Brasileiro que pediu asilo nos EUA por ser gay tenta voltar ao Brasil e evitar deportação para a África, diz defesa
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