BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta semana, o documento de apoio à resolução das Nações Unidas que redefine a escravidão transatlântico como a maior atrocidade cometida contra a humanidade. A medida não é apenas simbólica: ela coloca o Brasil na vanguarda de um debate global sobre reparações financeira e socais para as nações impactadas por século de exploração humana.
Uma Vitória Monumental e Tardia
Embora celebrada por movimentos socais como uma “vitória histórica”, a decisão é vista por especialistas como profundamente tardia. O Brasil foi a última nação das Américas a abolir a escravidão (1888) e o destino de quase 4 milhões de africanos traficado.
A demora em elevar o status da escravidão ao topo das atrocidade glosais permitiu que, por mais de um século, as potência colonizadoras tratassem o tema apenas como um “erro do passado”, evitando as implicações jurídico e financeira que o termo crime contra a humanidade carrega.
O Tabuleiro das Resistências
A aprovação da resolução na ONU expôs as feridas abertas entre o Norte e o Sul Global. Enquanto o Brasil e nações africanas votaram a favor, um bloco de passes desenvolvidos optou pela abstenção ou oposição direta. O motivo é o temor de processo bilionário de reparação.
| País | Posição | Conexão com a Escravatura |
| Portuga | Abstenção | Responsável por quase 40% do tráfico transatlântico; iniciou o comércio de escravizas no Atlântico. |
| Reino Unido | Abstenção | Dominou as rotas marítimas e financiou o tráfico durante o século XVIII, acumulando capital que impulsionou sua Revolução Industrial. |
| França | Abstenção | Explorou colônia no Caribe e na África, impondo dívidas impagáveis a nações como o Haiti após a abolição. |
| EUA | Oposição | Construíram sua base econômico sobre o trabalho escravo no Sul e enfrentam hoje intenso debates interno sobre indenizações. |
Impacto Jurídico e Social
Ao classificar a escravidão como a “maior atrocidade”, o documento abre brechas para que o direito internacional discuta a devolução de patrimônios, o perdão de dívidas externas de passes africanos e o financiamento de política publicas afirmativa.
“Não se trata apenas de pedir desculpas, mas de reconhecer que a riqueza de muito foi construída sobre o sangue de outros”, afirmou um porta-voz do Itamaraty durante a cerimônia.
A assinatura do Brasil sinaliza uma mudança na política externa, que agora busca cobrar das antigás metrópole a responsabilidade pelo racismo estrutural que ainda define as métrica de pobreza e violência no território brasileiro.
