Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 4,98 ▼ 0,60% EURO R$ 5,57 ▼ 0,59% BITCOIN — SáBADO, 10/10/2026 17:03
Direitos Inhaí Mundo Negro

Brasil lidera movimento na ONU para classificar escravidão como a maior atrocidade da história

Em um gesto de forte peso diplomático, o governo brasileiro ratifica documento que pressiona por reparações histórias; passes europeu e EUA demonstram resistência.

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta semana, o documento de apoio à resolução das Nações Unidas que redefine a escravidão transatlântico como a maior atrocidade cometida contra a humanidade. A medida não é apenas simbólica: ela coloca o Brasil na vanguarda de um debate global sobre reparações financeira e socais para as nações impactadas por século de exploração humana.

Uma Vitória Monumental e Tardia

Embora celebrada por movimentos socais como uma “vitória histórica”, a decisão é vista por especialistas como profundamente tardia. O Brasil foi a última nação das Américas a abolir a escravidão (1888) e o destino de quase 4 milhões de africanos traficado.

A demora em elevar o status da escravidão ao topo das atrocidade glosais permitiu que, por mais de um século, as potência colonizadoras tratassem o tema apenas como um “erro do passado”, evitando as implicações jurídico e financeira que o termo crime contra a humanidade carrega.

O Tabuleiro das Resistências

A aprovação da resolução na ONU expôs as feridas abertas entre o Norte e o Sul Global. Enquanto o Brasil e nações africanas votaram a favor, um bloco de passes desenvolvidos optou pela abstenção ou oposição direta. O motivo é o temor de processo bilionário de reparação.

PaísPosiçãoConexão com a Escravatura
PortugaAbstençãoResponsável por quase 40% do tráfico transatlântico; iniciou o comércio de escravizas no Atlântico.
Reino UnidoAbstençãoDominou as rotas marítimas e financiou o tráfico durante o século XVIII, acumulando capital que impulsionou sua Revolução Industrial.
FrançaAbstençãoExplorou colônia no Caribe e na África, impondo dívidas impagáveis a nações como o Haiti após a abolição.
EUAOposiçãoConstruíram sua base econômico sobre o trabalho escravo no Sul e enfrentam hoje intenso debates interno sobre indenizações.

Impacto Jurídico e Social

Ao classificar a escravidão como a “maior atrocidade”, o documento abre brechas para que o direito internacional discuta a devolução de patrimônios, o perdão de dívidas externas de passes africanos e o financiamento de política publicas afirmativa.

“Não se trata apenas de pedir desculpas, mas de reconhecer que a riqueza de muito foi construída sobre o sangue de outros”, afirmou um porta-voz do Itamaraty durante a cerimônia.

A assinatura do Brasil sinaliza uma mudança na política externa, que agora busca cobrar das antigás metrópole a responsabilidade pelo racismo estrutural que ainda define as métrica de pobreza e violência no território brasileiro.

Compartilhe esta matéria:
Sonayô

Sonayô

Confira as notícias e colunas publicadas por Sonayô no Portal Inhaí.