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Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking

O levantamento também mostra que, entre 164 países: 85,98% mantiveram os juros inalterados; 9,15% elevaram as taxas; e 4,88% promoveram cortes. No grupo dos 40 países que compõem o ranking: 85% mantiveram os juros; 10% elevaram as taxas; e 5% realizaram cortes. Manutenção da Selic Nesta quarta-feira, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. A decisão ocorre em…

Como a Selic mexe com tudo na sua vida

O Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,49%.

    A Turquia passou a ocupar a segunda colocação, com juros reais de 7,77%. A Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. Os dois países desbancaram a Rússia, que caiu do segundo para o quarto lugar, com 6,57%.

    • 📊 Na decisão anterior, em setembro, a Rússia ocupava a segunda posição, e a diferença para o Brasil era de 1,66 ponto percentual. Agora, com a Turquia em segundo, a distância aumentou para 1,72 ponto percentual.

    Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

    No Brasil, a instituição destacou ainda as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros.

    Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

    O levantamento também mostra que, entre 164 países:

    • 85,98% mantiveram os juros inalterados;
    • 9,15% elevaram as taxas;
    • e 4,88% promoveram cortes.

    No grupo dos 40 países que compõem o ranking:

    • 85% mantiveram os juros;
    • 10% elevaram as taxas;
    • e 5% realizaram cortes.

    Manutenção da Selic

    Nesta quarta-feira, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos.

    A decisão ocorre em um cenário de maior incerteza. Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado elevou as projeções para inflação, dólar e juros, enquanto a moeda americana disparou e a bolsa registrou forte queda.

    A preocupação com as contas públicas também ganhou força diante da reação dos mercados ao resultado eleitoral.

    No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam as pressões sobre a inflação, com possível impacto sobre os combustíveis no Brasil.

    Juros nominais

    Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira manteve a quarta posição, ficando atrás da Rússia.

    Veja abaixo:

    1. Turquia: 36%
    2. Argentina: 29%
    3. Rússia: 14%
    4. Brasil: 13,75%
    5. Colômbia: 12,25%
    6. África do Sul: 7,25%
    7. México: 6,50%
    8. Indonésia: 5,75%
    9. Hungria: 5,50%
    10. Índia: 5,50%
    11. Filipinas: 5,50%
    12. Austrália: 4,85%
    13. Chile: 4,50%
    14. Hong Kong: 4,25%
    15. Estados Unidos: 4%
    16. Polônia: 3,75%
    17. Reino Unido: 3,75%
    18. República Tcheca: 3,75%
    19. Israel: 3,25%
    20. China: 3%
    21. Coréia do Sul: 3%
    22. Malásia: 2,75%
    23. Nova Zelândia: 2,75%
    24. Alemanha: 2,65%
    25. Áustria: 2,65%
    26. Espanha: 2,65%
    27. Grécia: 2,65%
    28. Holanda: 2,65%
    29. Portugal: 2,65%
    30. Bélgica: 2,65%
    31. França: 2,65%
    32. Itália: 2,65%
    33. Canadá: 2,50%
    34. Dinamarca: 2,10%
    35. Taiwan: 2%
    36. Suécia: 1,75%
    37. Cingapura: 1,42%
    38. Japão: 1,25%
    39. Tailândia: 1%
    40. Suíça: 0%

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    Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

    Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

    Fonte: G1.

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