O bloco carnavalesco Eu sou do Axé SP celebra, em 2026, uma década de existência reafirmando identidade, ancestralidade e compromisso inegociável com a cultura afro-brasileira. Fundado pelo cantor e produtor Velaske Brawn, artista nordestino que transformou sua própria trajetória em manifesto cultural, o bloco chega aos dez anos consolidado como uma das expressões mais potentes do carnaval de rua paulistano com temática afro.
Criado a partir da vivência no axé, da fé nas matrizes africanas e da força da musicalidade percussiva, o EU SOU DO AXÉ nasceu como resistência e celebração. Ao longo da última década, o que começou como movimento cultural tornou-se instituição simbólica: um espaço estruturado de pertencimento, valorização da negritude e afirmação das tradições afro-diaspóricas no centro de São Paulo.
Em 2026, o desfile comemorativo assume dimensão ainda mais emblemática ao homenagear Iansã, patrona da agremiação atingindo mais de 7 mil foliões adoradores do Bloco.
Iansã é a Senhora dos ventos, das tempestades e das transformações, Iansã simboliza movimento, coragem e poder feminino atributos que dialogam diretamente com a trajetória do bloco. A escolha reafirma a espiritualidade como fundamento estético e político da festa, integrando música, fé e identidade em um mesmo cortejo.





Sob a liderança de Velaske Brawn, o EU SOU DO AXÉ construiu uma narrativa marcada pela exaltação da cultura afro, pela visibilidade LGBTQIAPN+ e pela valorização do Nordeste no carnaval paulistano. Homem nordestino e filho do axé, o fundador consolidou o bloco como plataforma de expressão artística e afirmação cultural, ocupando as ruas com tambores, cores, dança e ancestralidade viva.
Mais do que um cortejo carnavalesco, o EU SOU DO AXÉ é território simbólico nas segundas-feiras da Rua Augusta. É palco de celebração da herança africana, da musicalidade percussiva, do canto coletivo e da espiritualidade que sustenta a cultura popular brasileira. Ao completar dez anos, o bloco reafirma sua missão institucional: celebrar o axé como força vital, política e cultural.
Em 2026, os ventos de Iansã sopram mais fortes. Eu sou do Axé segue firme, provando que quando a cultura afro ocupa as ruas, ela não apenas desfila ela transforma.

Eu admiro a garra o bloco do Velaske
Gratidão a todos que direto ou indiretamente construíram essa história juntos comigo