Baile na Terra 2026 reúne Cordel do Fogo Encantado e Bloco Água Preta em festival gratuito

Portal Inhaí
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No dia 5 de setembro, o Baile na Terra volta a São Paulo para sua edição 2026 e convida o público a entrar no Redemoinho da Cobra de Fogo. Realizado no Tendal da Lapa, o festival multimídia gratuito reúne música, artes, gastronomia, infâncias e realismo climático em um grande encontro para imaginar e agir coletivamente diante das transformações extremas do planeta.

Nesta edição, a Cobra de Fogo surge como imagem central do festival. Presente em diferentes narrativas e territórios brasileiros, em algumas tradições conhecida como Boitatá ou Fogo Fátuo, ela aparece como uma força encantada que desperta quando a natureza é desrespeitada. É a imagem de uma cobra que explode como um vulcão para proteger a vida.

No Baile na Terra, essa imagem ancestral encontra o presente: o Super El Niño vira a nossa Cobra de Fogo, símbolo de um planeta cada vez mais quente, marcado por secas, enchentes, queimadas, ondas de calor e eventos climáticos extremos. Não como equivalência científica entre fenômeno climático e mito, mas como uma provocação artística: que forças despertam quando ultrapassamos os limites da natureza?

É desse encontro que nasce o Redemoinho da Cobra de Fogo. Um convite para entrar no turbilhão das mudanças que já estão acontecendo e sair dele em movimento. Porque, diante da emergência climática, já não basta apenas refletir sobre o futuro. É preciso transformar conhecimento, indignação e imaginação em ações coletivas capazes de adaptar nossas cidades, nossos modos de vida e nossas relações com os territórios às novas condições climáticas.

O Baile propõe fazer isso através da música, da dança, da ocupação do espaço público, dos encontros entre gerações e da criação artística, que funcionam como ferramentas para produzir outros imaginários e fortalecer a capacidade coletiva de agir.

A programação começa às 15h, com a já tradicional concentração do Bloco Água Preta. Às 16h, o bloco parte em cortejo rumo ao Tendal da Lapa, onde chega por volta das 17h30, carregando para dentro do festival a energia da rua e do carnaval.

Enquanto o cortejo acontece, o Tendal recebe, a partir das 16h, a DJ Ane Oliveira e atividades para crianças de todas as idades, incluindo as Oficinas de Florestas e Cobras de Fogo.

Com a chegada do Água Preta, por volta das 17h30, assume o som o DJ Erick Terena, artista indígena que leva para as pistas encontros entre música contemporânea, territórios e culturas originárias.

Às 18h15, sobe ao palco o Cordel do Fogo Encantado. Em sintonia quase inevitável com o imaginário da Cobra de Fogo, o grupo pernambucano traz ao Baile sua mistura de música, poesia, percussão, teatro e força ritual. O show segue até as 20h, quando a noite passa para as mãos da DJ Nath Esquema, responsável pelo encerramento do festival até as 21h.

Como parte do compromisso do Baile na Terra com uma festa acessível e conectada às questões ambientais, a entrada é gratuita e haverá água livre para o público durante o evento.

Criado para aproximar cultura e emergência climática sem abrir mão do encantamento, o Baile na Terra vem construindo, ao longo de suas edições, uma experiência coletiva capaz de mobilizar corpos e formas de imaginar o mundo.

Em 2026, o convite é simples e urgente: a Cobra de Fogo já despertou e o redemoinho é transformar o que sabemos em movimento.

SERVIÇO

BAILE NA TERRA 2026 — O Redemoinho da Cobra de Fogo

Data: 5 de setembro de 2026
Local: Tendal da Lapa — São Paulo
Horário: 15h às 21h
Entrada: gratuita
Água: livre e gratuita

Programação

15h — Concentração do Bloco Água Preta
16h — Saída do cortejo + DJ Ane Oliveira + Oficinas de Florestas
17h30 — Chegada do Bloco Água Preta + DJ Erick Terena
18h15 — Cordel do Fogo Encantado
20h — DJ Nath Esquema
21h — Encerramento

SOBRE O BAILE NA TERRA

Desde a primeira edição, o Baile na Terra constrói sua programação a partir de imagens e narrativas que aproximam cultura, território e emergência climática. Em 2022, no Dia da Amazônia, o festival reuniu mais de 20 artistas amazônidas, entre eles Gaby Amarantos, Anelis Assumpção, Djuena Tikuna, Suraras do Tapajós, Saulo Duarte, DJ Eric Terena, Silvan Galvão e DJ Zek Picoteiro, além da abertura do Bloco Água Preta. Naquele ano, a Amazônia apareceu como território vivo de criação, diversidade e resistência.

Em 2023, os Rios Voadores foram o ponto de partida para pensar as conexões entre floresta, águas, clima e cidades. A edição reuniu música, artes e mobilização socioambiental, com apresentações de Celia Sampaio, Russo Passapusso e Nômade Orquestra. Já em 2024, o Baile experimentou um formato itinerante, levando sua articulação entre cultura e emergência climática para diferentes espaços e encontros, como o Bloco Água Preta na Avenida Paulista.

Em 2025, foi a vez de “A Hora da Onça Beber Água” ocupar o centro da programação. A edição reuniu Kaê Guajajara, Edgar, Felipe Cordeiro & Lúcio Maia, Coletivo Kanewi e o tradicional Bloco Água Preta, com Angélica Mendes e Matsi Matxiri como mestres de cerimônia. A biodiversidade e a proteção dos territórios estiveram no centro da festa, dando continuidade à construção do Baile como espaço de encontro entre cultura, meio ambiente e ação coletiva.



Por Midia Ninja

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