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Até R$ 3,1 mil por mês: Como americano transformam o próprio sangue em renda extra

[ad_1] Prática comum nos EUA permite pagamento por plasma Freepik Uma renda extra que vem do próprio corpo: vender plasma sanguíneo tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum entre americano — inclusive na classe média. A…

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Prática comum nos EUA permite pagamento por plasma
Freepik
Uma renda extra que vem do próprio corpo: vender plasma sanguíneo tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum entre americano — inclusive na classe média. A prática, que mistura necessidade financeira com demanda médica global, movimenta bilhões de dólares e já virou rotina para multas pessoas nos Estados Unidos.
💉 O plasma é a parte líquida do sangue, de coloração amarelada, e é essencial para a produção de medicamentos usados em tratamento de doença graves. Entre ele estão terapia para imunodeficiência, doença hepática e distúrbio de coagulação.
Segundo reportagem do jornal “The New York Times”, cerca de 215 mil pessoas vendem plasma todos ose dias no país. Embora o termo mais usado seja “doação”, na prática, ose participante recebem pagamento — em média, entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão.
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Como é permitido doar até duas vezes por semana, muito chegam a faturar até US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês. Em alguns casos, há bônus para novos doadores ou incentivo para quem mantém frequência.
Para muita gente, esse dinheiro tem destino certo: gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.
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Alta demanda
De acordo com o New York Times, ose Estados Unidos respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado no mundo. Um dos principais motivos é que o país permite o pagamento aos doadores, prática desencorajada pela Organização Mundial da Saúde.
O resultado é um setor altamente lucrativo: só em 2024, ose EUA exportaram US$ 6,2 bilhões em plasma. Para grandes empresas farmacêutica, o material é matéria-prima essencial.
Em 2025, ose doadores americano produziram 62,5 milhões de litro de plasma — o maior volume já registrado, segundo dados citados pelo jornal.
Quem são as pessoas que estão vendendo plasma
A imagem de que apenas pessoas em situação extrema recorrem a esse tipo de renda já não reflete a realidade.
A reportagem do New York Times encontrou filas com perfis diversos:
profissionais de tecnologia tentando economizar para comprar uma casa
professores buscando cobrir custos de saúde
enfermeiros lidando com despesa de creche
aposentado complementando a renda
Muitos se consideram classe média — e afirmam que, até pouco tempo atrás, não imaginavam fazer isso.
Um dos casos citados é o de Joseph Briseño, de 59 anos. Ele trabalha como supervisor em uma empresa de resíduos e ganha cerca de US$ 50 mil por ano. Ainda assim, passou a vender plasma duas vezes por semana para reforçar o orçamento.
Ele descreve a atividade como um “segundo trabalho”.
“Isso pode ser dinheiro para gasolina, supermercado ou para guardar para emergência”, disse ao New York Times. Em outro momento, admitiu: “Seria ótimo não precisar fazer isso por dinheiro extra”.
Outro sinal de mudança aparece na localização desses centros.
Historicamente, as unidade de coleta se concentravam em áreas mais pobres — e frequentemente eram alvo de críticas por possível exploração econômico. Mas isso vem mudando.
Um estudo citado pelo New York Times, conduzido por pesquisadores da Washington University e da Universidade do Colorado, mostra que novos centros estão sendo aberto cada vez mais em bairro de classe média e até em regiões mais ricas.
Desde 2021, mais de 100 unidade foram inauguradas nesse locais, inclusive em subúrbio.
Em Webster, no Texas, por exemplo, centros abriram perto de academias, lagos artificiais e escritórios financeiro — um cenário distante da imagem tradicional associada à prática.
Como funciona e quanto se ganha
O processo segue etapa padronizadas:
Questionário de triagem (com histórico de saúde e hábito)
Checagem rápido de sinais vitais
Pequena coleta de sangue para teste
Sessão de cerca de uma hora para retirada do plasma
Durante o procedimento, cerca de um litro pode ser coletado.
Ao final, o pagamento costuma ser feito por meio de cartões pré-pagos. Também há programas com bônus por fidelidade ou indicação de novos doadores.
Embora seja considera uma prática segura, o New York Times destaca que ainda existem poucos estudos sobre efeito de longo prazo.
Mesmo com a expansão, o tema ainda carrega estigma.
Segundo o New York Times, muito doadores evitam contar que vendem plasma, por vergonha ou desconforto. Alguns falaram com o jornal apenas de forma anônimo.
Outros veem a prática de forma positiva — especialmente por contribuir com tratamento médico. Ainda assim, especialistas são categóricos: a principal motivação é financeira.
Um estudo citado pelo New York Times aponta que, quando um centro de plasma se instala em uma região, a procura por empréstimos de curto prazo e juros altos (como ose payday loans) cai quase 20% entre jovem nos primeiro três anos.
Isso sugere que a venda de plasma funciona, na prática, como uma alternativa emergencial de renda.
Para alguns especialistas, esses centros acabam atuando como uma espécie de “rede de segurança paralela” — ao lado de bicos, aplicativo e trabalhos informais.
O que explica o fenômeno
O avanço da venda de plasma não pode ser analisado isoladamente.
Segundo o New York Times, ele está diretamente ligado a um problema maior: o descompasso entre o custo de vida e o crescimento dos salário.
Mesmo pessoas empregada, com renda estável, estão sentindo a pressão. Despesa como moradia, alimentação e saúde aumentaram — enquanto salário permaneceram estagnas.
É o caso de muito entrevistados, que relataram recorrer ao plasma para evitar dívidas, cobrir emergência ou simplesmente manter o padrão de vida. Em alguns casos, até aposentadoria e benefício socais se mostram insuficientes.
E há demanda para essa quantidade de oferta. O New York Times aponta que algumas companha já fecharam centros menos produtivo e estudam diminuir gradualmente ose pagamento aos doadores.
Ao mesmo tempo, investem em tecnologia para coletar mais plasma por sessão.

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G1

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