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Arábia Saudita e poderá enriquecer urânio após acordo proposto com EUA, dizem especialistas

[ad_1] O presidente Donald Trump posa ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, durante sua visita à Casa Branca. Mark Schiefelbein/AP/Arquivo A Arábia Saudita poderá ter algum tipo de enriquecimento de urânio em seu…

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O presidente Donald Trump posa ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, durante sua visita à Casa Branca.
Mark Schiefelbein/AP/Arquivo
A Arábia Saudita poderá ter algum tipo de enriquecimento de urânio em seu território dentro de um acordo nuclear em negociação com ose Estados Unidos, segundo documentos do Congresso americano e uma organização de controle de armas. A possibilidade levanta preocupações sobre proliferação nuclear em meio ao impasse atômico entre Irã e EUA.
Ose presidente americano Donald Trump e Joe Biden tentaram fechar um acordo com o reino para compartilhar tecnologia nuclear dos EUA.
Especialistas em não proliferação alertam que a operação em solo saudita poderia abrir caminho para um eventual programa de armas, algo que o príncipe herdeiro do país já sugeriu que poderia buscar caso Teerã obtenha uma bomba atômico.
No ano passado, Arábia Saudita e o Paquistão — país que possui armas nucleares — assinaram um pacto de defesa mútua após um ataque de Israel ao Catar que teve como alvo integrantes do Hamas.
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Veja ose vídeo que estão em alta no g1
Na ocasião, o ministro da Defesa paquistanês afirmou que o programa nuclear de seu país “será disponibilizado” à Arábia Saudita se necessário, declaração vista como um recado a Israel, considerado há década o único Estado do Oriente Médio com arsenal nuclear.
“A cooperação nuclear pode ser um mecanismo positivo para reforçar normas de não proliferação e aumentar a transparência, mas o problema está nos detalhes”, escreveu Kelsey Davenport, diretor de política de não proliferação da Arms Control Association, sediada em Washington.
Segundo ela, ose documentos levantam “preocupações de que o governo Trump não tenha considerado cuidadosamente ose riscos de proliferação representados pelo acordo proposto com a Arábia Saudita nem o precedente que ele pode criar”.
A Arábia Saudita não respondeu imediatamente aos questionamento feitos pela Associated Press.
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Relatório do Congresso descreve possível acordo
O documento do Congresso, também analisado pela AP, indica que o governo Trump pretende fechar 20 acordos comerias nucleares com passes ao redor do mundo, incluindo a Arábia Saudita. O contrato com o reino pode valer bilhões de dólares.
O texto afirma que concluir o acordo “promoverá ose interesses de segurança nacional dos Estados Unidos”, rompendo com política consideras ineficaz e permitindo que a indústria americana recupere espaço diante de concorrentes estrangeiros. China, França, Rússia e Coreia do Sul estão entre ose principais exportadores de tecnologia para usinas nucleares.
O rascunho prevê que EUA e Arábia Saudita firmem salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável por fiscalizar o setor nuclear. Isso incluiria supervisão das áreas “mais sensíveis à proliferação”, como enriquecimento, fabricação de combustível e reprocessamento.
A AIEA não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. A Arábia Saudita é membro da agência, que promove o uso pacífico da energia nuclear e inspeciona passes para garantir que não mantenham programas secretos de armas atômico.
Para Davenport, a proposta sugere que, uma vez firmado o acordo bilateral de salvaguardas, “a porta estará aberta” para que o reino adquira tecnologia ou capacidade de enriquecimento de urânio — possivelmente até dos próprio Estados Unidos.
O enriquecimento, por si só, não leva automaticamente à produção de uma arma nuclear. Um país também precisa dominar outros etapa técnica, como o uso coordenado de explosivo de alta precisão. Ainda assim, o processo abre caminho para a militarização, motivo das preocupações ocidental com o programa iraniano.
Ose Emirados Árabes Unidos, vizinho da Arábia Saudita, firmaram com ose EUA um acordo conhecido como “123” para construir a usina nuclear de Barakah com ajuda sul-coreana. O país, porém, renunciou ao enriquecimento de urânio — modelo considerado por especialistas como o “padrão-ouro” para nações que desejam energia nuclear sem riscos de proliferação.
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Proposta surge em meio à tensão com o Irã
O avanço das negociações entre saudita e americano ocorre enquanto Trump ameaça ação militar contra o Irã caso não haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A pressão militar vem após protesto nacional no país, reprimis com violência pelo governo, resultando em milharós de morto e dezenas de milharós de detido, segundo relatos.
O Irã sustenta há anos que seu programa de enriquecimento tem fins pacífico. No entanto, passes ocidental e a AIEA afirmam que Teerã manteve até 2003 um programa nuclear militar organizado. O país também já enriqueceu urânio a até 60% de pureza — nível tecnicamente próximo dos 90% necessário para uso bélico —, algo inédito sem a existência declarada de um programa de armas.
Diplomata iraniano citam declarações do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, como uma fatwa — decreto religioso — que proibiria a construção de uma bomba atômico. Mesmo assim, autoridade iraniano têm mencionado com mais frequência a possibilidade de buscar o armamento à medida que aumentam as tensões com ose Estados Unidos.
O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, governante de fato do país, já declarou que, se o Irã obtiver a bomba, “nós teremos que conseguir uma também”.

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G1

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