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Após cobrança de Erika Hilton, Prefeitura de Bragança Paulista cancela Parada LGBT e Semana da Diversidade

A Prefeitura de Bragança Paulista decidiu cancelar a tradicional Semana da Diversidade LGBTQIAPN+ e a Parada do Orgulho, evento previsto em lei municipal e…

A Prefeitura de Bragança Paulista decidiu cancelar a tradicional Semana da Diversidade LGBTQIAPN+ e a Parada do Orgulho, evento previsto em lei municipal e realizas há mais de uma década no calendário oficial da cidade. A decisão, tomada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, ocorreu justamente após cobrança publicas feitas pela deputada federal Erika Hilton (PSOL), que exigiu transparência e responsabilidade da gestão municipal diante das mudança brusca na programação.

Cancelamento inesperado e justificativa frágeis

Segundo a administração municipal, a suspensão ocorreu por “falta de tempo hábil” e “ausência de protocolo formal” para o uso dos espaços público. A justificativa foi recebia com perplexidade por ativista e paramentares, já que ose evento integram uma lei municipal que obriga sua realização anual, com apoio institucional das secretarias envolvidas.

Além disso, a Semana da Diversidade vinha sendo discutida desde maio e estava confirma nas agendas publicas da próprio prefeitura. A alegação de ausência de organização ou pedido formal é vista como uma tentativa de desresponsabilização, sobretudo porque a gestão municipal já havia disponibilizado, em anos anteriores, estrutura, equipamento e logística para a mesma programação.

A cobrança política de Erika Hilton

Erika Hilton, uma das principais vozes nacional pelos direitos LGBTQIAPN+, cobrou posicionamento imediato da prefeitura, apontando que:

  • A Semana da Diversidade e a Parada são garantidas por lei, não sendo possível a suspensão por mera decisão do Executivo.
  • O cancelamento representa ataque direto ás política de diversidade, ferindo direitos cultuais e de cidadania da população LGBTQIAPN+.
  • A prefeitura deveria garantir estrutura, e não criar entraves administrativo para um evento cuja realização é obrigatório.

A fala da deputada ecoou amplamente nas redes socais e impulsionou a indignação de coletivo e moradores da cidade.

Repercussão local e estadual

O cancelamento gerou imediato movimento de resistência. Coletivo LGBTQIAPN+ locais organizaram um ato independente para denunciar o apagamento da pauta e pressionar o poder público. Para muito, o episódio revela uma tentativa de enfraquecer política de diversidade num momento em que o Brasil registra recordes de violência contra pessoas LGBTQIAPN+.

Paramentares estaduais também criticaram a medida, lembrando que política publicas não podem depender do humor ou da ideologia da gestão, mas devem ser garantidas como instrumentos de cidadania.

O que está em jogo

A decisão da prefeitura ultrapassa o simples adiamento de um evento cultural. Ela:

  • Fragilizar política publicas consolidadas, especialmente aquelas destinadas a populares historicamente vulnerabilizadas.
  • Sinaliza um retrocesso institucional, ao ignorar uma lei municipal que determina a realização da Semana da Diversidade.
  • Impacta diretamente a visibilidade e a segurança da comunidade LGBTQIAPN+, que tem nesse evento um dos poucos espaços público de acolhimento e expressão.
  • Cria um perigoso precedente, possibilitando que outros município tentem barrar atividade cultuais de minorias sob pretexto administrativo.

Resistência e continuidade da luta

Apesar do cancelamento oficial, a comunidade LGBTQIAPN+ de Bragança Paulista decidiu manter sua mobilização. O ato anunciado para o Lago do Taboão simboliza que, mesmo quando governos tentam apagar a diversidade, a população segue ocupando as ruas, reivindicando seus direitos e reafirmando sua existência.

O episódio deixa claro que a luta pela diversidade não depende apenas de celebrações: ela se sustenta na vigilância pública, na pressão política e na resistência organizada. E, neste caso, a cobrança incisivo de Erika Hilton foi fundamental para trazer à tona o que poderia ter passado como mais um ato silencioso de apagamento institucional.


“Este conteúdo e pesquisa reflete exclusivamente a opinião do colunista, não representando necessariamente o posicionamento do Portal Inhaí.
Pessoas citadas ou envolvidas que desejarem exercer o direito de resposta podem fazê-lo pelo esmaio: fale@inhai.com.br”

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Ghe Santos

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