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Academia Brasileira de Cinema declara apoio a Lula e defende políticas para o Audiovisual

Em nota assinada pela presidente Renata Almeida Magalhães, entidade cita democracia, liberdade de expressão e valorização da cultura; setor registrou mais de 78 mil empregos formais em 2025 O post Academia Brasileira de Cinema declara apoio a Lula e defende políticas para o audiovisual apareceu primeiro em Mídia NINJA.

A Academia Brasileira de Cinema manifestou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no segundo turno das eleições. Em nota pública, a entidade afirmou que a democracia, a liberdade de expressão e a valorização da cultura são compromissos fundamentais para o futuro do Brasil e defendeu a continuidade de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do cinema nacional.

Assinado por Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia, o documento relaciona a produção cinematográfica brasileira à diversidade cultural do país e à possibilidade de representar diferentes experiências, memórias e realidades por meio das telas. A instituição também ressalta a importância de garantir condições para a criação, a produção, a preservação e o acesso às obras audiovisuais.

A manifestação ocorre em meio ao debate eleitoral sobre os rumos das políticas culturais e o futuro da indústria audiovisual brasileira. Ao declarar seu posicionamento, a Academia destaca que a cultura deve ser reconhecida como um direito e que o trabalho artístico integra uma cadeia produtiva com impacto na geração de empregos, na economia e na presença do Brasil no cenário internacional.

Um dos pontos centrais da nota é a dimensão econômica do setor audiovisual. Segundo dados do Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2025, divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), o segmento contabilizou 78.434 empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores em 2025. O número de estabelecimentos foi o maior da série histórica apresentada pela agência.

A publicação também estima que, para cada R$ 1 de valor adicionado diretamente pelo audiovisual, há um efeito adicional de R$ 1,81 a R$ 1,97 no conjunto da economia brasileira. O indicador considera os efeitos da atividade sobre outros setores econômicos, evidenciando a conexão entre a produção audiovisual e uma cadeia que envolve profissionais, empresas e serviços.

Na nota, a Academia argumenta que o fortalecimento do cinema brasileiro depende de políticas públicas capazes de sustentar diferentes etapas da atividade, da criação à circulação das obras. A entidade também defende medidas que ampliem o alcance das produções nacionais e reduzam as desigualdades regionais que limitam as oportunidades para profissionais e públicos.

Além de declarar apoio à candidatura de Lula, a Academia Brasileira de Cinema afirma que manterá sua autonomia institucional e o compromisso de cobrar medidas concretas para o setor, independentemente de seu posicionamento eleitoral.

Entre as prioridades mencionadas estão o fortalecimento do cinema brasileiro, a ampliação da circulação das produções nacionais, a continuidade das políticas públicas para o audiovisual e o enfrentamento das desigualdades regionais.

A instituição também relaciona o desenvolvimento do setor à soberania cultural do país, defendendo a possibilidade de o Brasil produzir, preservar e compartilhar suas próprias histórias.

Ao concluir o documento, a Academia reafirma sua defesa da democracia, da liberdade de criação e do direito de o país contar suas próprias histórias.

Leia abaixo a íntegra da nota de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.

Íntegra da nota da Academia Brasileira de Cinema | Nota de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva

A Academia Brasileira de Cinema manifesta seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República neste segundo turno, por compreender que a democracia, a liberdade de expressão e a valorização da cultura são compromissos fundamentais para o futuro do Brasil.

O cinema brasileiro nasce da diversidade de nosso povo, de suas memórias e contradições, da capacidade de transformar experiências em histórias nas quais o país possa reconhecer a si mesmo, e sua continuidade exige políticas públicas que assegurem condições de criação, produção, preservação e acesso.

O audiovisual é também uma força estratégica da economia nacional. Em 2025, o setor reuniu mais de 78 mil empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores, movimentando uma extensa cadeia de profissionais, empresas e serviços. Para cada real de valor adicionado diretamente pelo audiovisual, estima-se um efeito adicional entre R$ 1,81 e R$ 1,97 no conjunto da economia brasileira.

Nosso posicionamento expressa a defesa de um projeto de país que reconheça a cultura como direito, o trabalho artístico como atividade essencial e o audiovisual como parte de nossa soberania, de nossa economia e de nossa presença no mundo.

Reafirmamos nossa autonomia institucional e nosso compromisso com a cobrança permanente de medidas que fortaleçam o cinema brasileiro, ampliem a circulação de nossas obras, assegurem a continuidade das políticas públicas para o setor e enfrentem as desigualdades regionais que limitam oportunidades para profissionais e públicos.

Pela democracia, pela liberdade de criação e pelo direito de o Brasil contar suas próprias histórias.

Renata Almeida Magalhães

Presidente

Academia Brasileira de Cinema

Fonte: Mídia Ninja.

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