Vanessa Moreno transforma releituras autorais de Djavan em álbum de estúdio inédito

Portal Inhaí
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“Vanessa Moreno visita Djavan”, já conhecido pela série de shows realizados pela cantora, chegou às plataformas digitais no dia 29 de agosto, agora como um trabalho de estúdio. Ao lado de Felipe Roseno, na percussão, e Tarcísio Santos, na guitarra, a artista investe em um som autoral com guitarra com oitavador, percussões tradicionais e eletrônicas, apresentando o repertório de clássicos do cantor e compositor alagoano sob uma nova luz. A produção musical é de Fi Maróstica, e a produção fonográfica, do Gargolândia.

A relação de Vanessa Moreno com a obra de Djavan é quase tão antiga quanto sua relação com a música. “Azul”, composta por ele e lançada por Gal Costa em 1982, ganhou uma versão do próprio autor muitos anos depois, em 1999. Essa foi uma das primeiras músicas que Vanessa aprendeu a tocar no violão, quando tinha 15 anos de idade — instrumento que a fez se apaixonar por música e construir uma carreira como cantora e compositora.

“A obra do Djavan esteve desde o começo muito conectada com minha trajetória musical. Me conecto com a maneira dele de se debruçar musicalmente sobre suas composições. Tem algo muito potente também em relação ao ritmo e ao jogo de palavras que me encanta. Admiro a elegância e a sofisticação conectadas à contemporaneidade e à atemporalidade de suas canções, e também a maneira dele de estar no palco”, declara a artista.

O lançamento não chega como surpresa para quem acompanha sua trajetória. O projeto nasceu como uma experimentação musical ao lado de Felipe Roseno e Tarcísio Santos, trio que se apresentou junto pela primeira vez no dia 30 de janeiro de 2025, na Casa de Francisca, em São Paulo. Desde então, o repertório passou a integrar a agenda de shows de Vanessa, sendo apresentado em diversas cidades e festivais pelo Brasil, como o Festival Internacional de Música de Londrina (FIML), em 2025, e o Festival Multiversos, em 2026.

O álbum de estúdio chega como uma nova fase desse projeto, realizando o desejo dos músicos de terem essa experiência registrada e o pedido do público de ver eternizado o que já vinha acontecendo ao vivo. O formato enxuto de voz, percussão e guitarra preserva a essência dessa experimentação. A concepção e os arranjos são de Vanessa, Felipe e Tarcísio. A produção musical ficou a cargo de Fi Maróstica, que lapidou essas ideias musicais alinhadas à identidade de cada músico envolvido. O projeto também contou com o apoio do Gargolândia na produção fonográfica.

“Eu venho do rock, ouvi muito pop e passei pela MPB e pelo jazz nos meus momentos de estudos musicais mais profundos. Sinto que é o momento em que mais estou juntando isso tudo, me permitindo ‘sair da caixinha’ com a ajuda desses amigos músicos queridos, dando abertura e voz a outros espaços meus que há tempos também vinham pedindo passagem na minha maneira de fazer música”, reflete Vanessa.

Este trabalho é o terceiro disco solo de estúdio da cantora paulista. Seu último álbum solo, “Solar”, foi lançado em 2023. Ao longo de sua trajetória, ela vem consolidando um trabalho que articula interpretação, composição e invenção musical. Suas leituras, tanto em repertório autoral quanto na obra de outros compositores, são marcadas por liberdade criativa, precisão rítmica e abertura ao improviso, estabelecendo uma relação viva com a canção.

Sobre Vanessa Moreno

Vanessa Moreno se destaca como uma das maiores revelações musicais do Brasil. A artista, que teve seu mais recente álbum indicado ao Latin Grammy 2023, participou de gravações e shows com grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil, Edu Lobo, João Bosco, Rosa Passos, Mônica Salmaso, Joyce, Renato Braz, Alaíde Costa e Dori Caymmi.

Sua discografia é formada por “Vem Ver” (2013), “Cores Vivas – Canções de Gilberto Gil” (2016), com Fi Maróstica, “Em Movimento” (2017), “Chão de Flutuar” (2019), com Salomão Soares, “Yatra-Tá” (2021), “SENTIDO” (2021) e “SOLAR” (2023) — disco que lhe rendeu a indicação ao Latin Grammy na categoria “Melhor Álbum de Engenharia de Gravação”.

Vanessa foi vencedora do Prêmio Profissionais da Música Brasileira em 2017 e 2018, na categoria “Cantora”, e, em 2021, como “Cantora” e “Autora”. Em 2023, circulou com inúmeros shows pelo Brasil, incluindo apresentações no The Town, Montreux Jazz Festival Rio, Festival CoMa e Sesc Jazz, além de ter celebrado os 80 anos de Edu Lobo cantando em espetáculos ao lado do artista. No ano seguinte, foi convidada especial de shows com João Bosco e realizou uma turnê ao lado do pianista Salomão Soares, com shows em Pequim e Xangai, no Blue Note China, e uma temporada na Europa, passando por importantes festivais — como JazzOnze+ Festival, na Suíça, e Veneto Jazz, na Itália.

Vanessa abriu 2025 em Dubai, onde fez três apresentações no Jazz Avenue Festival. Em junho, lançou mais um disco em duo com Salomão Soares.

Em abril deste ano, Vanessa realizou uma aclamada temporada no tradicional Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, onde, a cada terça-feira, apresentou um espetáculo inédito com repertório e convidados especiais. A série de shows recebeu grande destaque na imprensa pela originalidade e qualidade artística.

Do encontro com João Bosco no Rio Montreux Jazz Festival, em 2023, surgiu o álbum “Corsário e convidados: Jaques Morelenbaum, Mestrinho e Vanessa Moreno”, disco que acaba de receber indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Em agosto de 2025, essa parceria se renovou no Festival Cerrado Jazz, em Brasília, onde dividiram novamente o palco.

Em setembro, Vanessa retornou ao palco do The Town, desta vez acompanhada de sua banda e apresentando o repertório de seu álbum “SOLAR”. Ela lançou, em junho, “Outros Ventos”, seu novo álbum em duo com Salomão Soares. Em novembro, realizaram a turnê de lançamento do disco, com apresentações em Veneza, Paris, Barcelona e no Japão.



Por Midia Ninja

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