A mesa “Mulheres, Cultura, Clima e Poder: a arte como ferramenta de incidência e transformação” reuniu artistas e produtoras culturais no segundo dia do ELLA Centro-Oeste, realizado no sábado (29), em Cuiabá (MT).
Mediado por Bruna Pinheiro, jornalista negra, LGBTQIAPN+ e coordenadora do Núcleo de Comunicação Popular do Formad, o debate abordou como experiências pessoais, territórios e escolhas criativas podem transformar a arte em instrumento de incidência política e disputa de narrativas.
A cantora, compositora e instrumentista Estela Ceregatti compartilhou uma trajetória atravessada pela ancestralidade, pelas questões ambientais, pelas culturas tradicionais, pela diversidade e pelo protagonismo feminino.
A cineasta e arte-educadora Juliana Segóvia , fundadora do Aquilombamento Quariterê, apresentou a produção cultural como espaço de construção coletiva. A multiartista Oz Ferreira abordou a experiência da Roça de Sal – Viveiro Cultural junto a comunidades ribeirinhas e quilombolas.
Já a artista visual Ruth Albernaz falou sobre projetos que articulam memória biocultural, território e questões socioambientais.
Plenária construiu estratégias de mobilização
Na sequência, a plenária “Articulando os feminismos como solução para os desafios do nosso tempo” promoveu a construção coletiva de estratégias de articulação e mobilização das mulheres em Cuiabá.

Foto: Julia Mux (@juliamuxfotografia)
A mediação ficou a cargo de Driade Aguiar co fundadora da Mídia NINJA e Planetas ELLA, e de Lidiane Barros, jornalista, midiativista e produtora cultural da Associação Aqui é Mato, que também integra as redes Fora do Eixo e Floresta Ativista.

A equipe de ELLA Centro Oeste. Foto: Julia Mux (@juliamuxfotografia)
