KBRUM anuncia novo single após destaque em “Sal Grosso”, parceria com Anitta

Portal Inhaí
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Exportando uma pesquisa sonora recheada de influências afro-diaspóricas, o artista da Baixada Fluminense, KBRUM, não se contentou em apenas rimar; a música pedia reinvenção, e assim viu a oportunidade de engrandecer suas próprias referências. Colocando a cultura dancehall no topo das plataformas de streaming com “Sal Grosso”, em parceria com Anitta para EQUILIBRIVM II, KBRUM abre espaço para receber as influências caribenhas do bouyon com “Pussy”, primeiro single do disco Raggaleluia, com previsão de lançamento ainda neste semestre. A novidade já está disponível nas plataformas digitais e no YouTube, em parceria com a gravadora Deck. (Ouça agora)

Fazendo um intercâmbio cultural, KBRUM vai na contramão: suas referências não vêm da Europa, mas sim das ilhas caribenhas, reverenciando o dancehall no flow estilo Raggamuffin, com graves que chegam até 170 BPM. O artista não utiliza uma fórmula, mas sim esculpe o diamante da diáspora africana. “O que me interessa nesses ritmos afro-diaspóricos é justamente perceber como eles conversam com o que a gente produz aqui no Brasil, especialmente em lugares como Salvador. Então quis misturar essas referências: trazer um pouco do flow do ragga muffin, que já está muito presente na minha forma de cantar, com a pulsação do Bouyon nas batidas, principalmente nos graves”, explica o artista.

O balanço do reggae de KBRUM embalou o país ao colaborar em EQUILIBRIVM II e abriu alas para que os ouvintes conheçam seu universo. Em “Pussy”, apresentada em alto astral, a energia é de celebração — se assimila ao funk, mas é Bouyon, gênero que surgiu na Dominica, uma das ilhas do Caribe. “Durante a produção, a gente também percebeu uma aproximação muito forte com o pagodão baiano. O nosso amigo, produtor e percussionista África Noise traz muito desse molho de Salvador por meio das próprias referências musicais e da sua história de vida”, finaliza.

Ao longo de sua trajetória, KBRUM vem construindo uma prática que articula arte, pesquisa, produção cultural e fortalecimento de redes periféricas, onde a música é mais do que linguagem: é conhecimento coletivo, memória, conexão e possibilidade de transformação. Seu trabalho nasce da Baixada e se movimenta entre diferentes territórios, fazendo do som um espaço de encontro, identidade e criação, que já soma 11 milhões de plays apenas no YouTube, e combina referências do dancehall e do ragga com elementos do funk carioca e da cultura suburbana, especialmente da cena dos bailes e da conexão Brasil-Jamaica. Nos versos, KBRUM dá ênfase a símbolos de proteção e espiritualidade afro-brasileira, como o axé, o patuá, as ervas, as velas e a saudação a Oyá, aproximando religiosidade, cultura de rua e dança em uma mesma linguagem artística.



Por Midia Ninja

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