- Artesp pode aplicar multa milionária
- Passageiros precisaram caminhar pelos trilhos
- ViaMobilidade diz que investiga as causas
- Empresa realizou inspeção preventiva nas vias
- Descarrilamento aconteceu um dia após outro caso
- Linha 8 teve segundo descarrilamento em 2026
- ViaMobilidade soma 12 descarrilamentos desde 2022
- Investigação deverá apontar causas do incidente
- Possível multa pode chegar a R$ 4 milhões
Artesp cobra relatório sobre as causas do incidente ocorrido entre Comandante Sampaio e Osasco; passageiros precisaram caminhar pelos trilhos após desembarque
A ViaMobilidade pode receber uma multa de até R$ 4 milhões após o descarrilamento de um trem da Linha 8-Diamante ocorrido na última sexta-feira (14), na Grande São Paulo.
O incidente aconteceu no trecho entre as estações Comandante Sampaio e Osasco e provocou a interrupção da circulação dos trens. Diante da ocorrência, passageiros precisaram desembarcar e caminhar pelos trilhos para deixar a composição.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que solicitou à concessionária, em caráter de urgência, um relatório técnico completo sobre o episódio.
O documento deverá apresentar as possíveis causas do descarrilamento e também detalhar quais medidas de prevenção e segurança foram adotadas pela empresa.
Após analisar as informações, a agência poderá abrir um processo administrativo para definir eventuais responsabilidades e aplicar penalidades.
Artesp pode aplicar multa milionária
De acordo com a Artesp, caso seja constatada alguma irregularidade que justifique uma punição, a ViaMobilidade poderá ser multada em valores entre R$ 40 mil e R$ 4 milhões.
A eventual penalidade dependerá da análise da documentação solicitada pela agência e da abertura de um processo sancionatório.
Neste momento, portanto, não há uma multa de R$ 4 milhões aplicada à concessionária. O valor corresponde ao limite máximo previsto para a penalidade que poderá ser aplicada após a apuração do caso.
A investigação deverá considerar as circunstâncias do descarrilamento, as condições da via e os procedimentos adotados pela concessionária antes e depois do incidente.
Passageiros precisaram caminhar pelos trilhos
O descarrilamento provocou transtornos para os usuários da Linha 8-Diamante.
Com o trem fora dos trilhos, passageiros precisaram deixar a composição e andar pela via férrea para conseguir sair do local.
Imagens registradas após o episódio mostraram grupos de pessoas caminhando pelos trilhos enquanto o atendimento à ocorrência era realizado.
A situação provocou impactos na operação da linha e exigiu a atuação das equipes da concessionária para liberar o trecho e tentar normalizar a circulação.
Apesar do transtorno, não houve registro de passageiros feridos no descarrilamento.
ViaMobilidade diz que investiga as causas
Em nota, a ViaMobilidade afirmou que os episódios registrados nos dias 13 e 14 de agosto estão sendo tratados como prioridade.
A concessionária informou que as causas dos dois incidentes estão sendo investigadas.
A empresa também destacou que não houve feridos nas ocorrências e afirmou que houve atuação das equipes para liberar os trechos afetados e restabelecer a circulação dos trens.
Segundo a ViaMobilidade, foram adotadas medidas preventivas após os episódios.
Entre elas está a decisão de não utilizar a via auxiliar relacionada à ocorrência do dia 13 enquanto as causas do incidente são investigadas.
A concessionária também informou que realizou durante o fim de semana uma inspeção nos trechos envolvidos.
Empresa realizou inspeção preventiva nas vias
Segundo a ViaMobilidade, as equipes fizeram uma inspeção e correção de geometria nos dois trechos afetados pelos incidentes.
A medida foi apresentada pela empresa como uma ação preventiva para verificar as condições estruturais da via e garantir a segurança da operação.
A geometria da via é um dos fatores considerados na manutenção da infraestrutura ferroviária, já que alterações nas condições dos trilhos podem afetar o comportamento dos trens durante a circulação.
A concessionária afirmou que as intervenções foram realizadas com o objetivo de preservar a integridade estrutural e reduzir riscos durante a operação.
Descarrilamento aconteceu um dia após outro caso
O episódio do dia 14 ocorreu apenas um dia depois de outro descarrilamento registrado na mesma linha.
No dia 13 de agosto, um trem da Linha 8-Diamante também saiu dos trilhos nas proximidades da Estação Júlio Prestes.
A proximidade entre os dois episódios aumentou a preocupação com a segurança da operação e levou a Artesp a solicitar informações detalhadas à concessionária.
Os dois casos agora fazem parte das investigações conduzidas para identificar as causas e verificar se houve falhas que possam resultar em responsabilização.
Linha 8 teve segundo descarrilamento em 2026
O levantamento da TV Globo aponta que o caso registrado em 14 de agosto foi o segundo descarrilamento de 2026 na Linha 8-Diamante.
Considerando as duas linhas administradas pela ViaMobilidade, o episódio foi o quinto descarrilamento registrado neste ano.
Além dos dois casos na Linha 8, outros três descarrilamentos aconteceram na Linha 9-Esmeralda, também operada pela concessionária.
Os números colocam os incidentes no centro das discussões sobre a segurança e a manutenção da infraestrutura ferroviária administrada pela empresa.
ViaMobilidade soma 12 descarrilamentos desde 2022
Desde que a ViaMobilidade assumiu a operação das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, em janeiro de 2022, foram registrados 12 descarrilamentos, segundo o levantamento citado pela reportagem.
Do total, sete ocorreram na Linha 8-Diamante e cinco na Linha 9-Esmeralda.
O histórico será um dos elementos que poderá ser considerado no contexto da fiscalização da operação, embora a eventual responsabilização pelo incidente mais recente dependa da apuração específica de suas causas.
A análise da Artesp deverá determinar se houve descumprimento de normas ou obrigações previstas no contrato de concessão.
Investigação deverá apontar causas do incidente
A partir do relatório solicitado pela Artesp, a agência deverá analisar as condições que levaram ao descarrilamento.
Entre os pontos de interesse estão as condições da via, os procedimentos de manutenção, as medidas preventivas e a atuação da concessionária diante da ocorrência.
A empresa terá de apresentar as informações técnicas solicitadas pela agência reguladora.
Somente depois dessa análise poderá ser definido se haverá abertura de um processo sancionatório e qual será a eventual penalidade.
Possível multa pode chegar a R$ 4 milhões
Caso a investigação encontre elementos que justifiquem uma punição, a legislação e as regras aplicáveis à concessão permitem que a Artesp aplique uma penalidade financeira.
O valor poderá variar de R$ 40 mil a R$ 4 milhões, dependendo da avaliação do caso.
A possibilidade de multa ocorre em um momento de atenção sobre os serviços prestados nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que transportam diariamente milhares de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.
Enquanto a apuração continua, a ViaMobilidade afirma ter adotado medidas preventivas e mantém a investigação interna sobre os dois descarrilamentos registrados em agosto.
A Artesp deverá avaliar o relatório técnico da concessionária antes de decidir sobre a abertura de um processo sancionatório, o que significa que qualquer eventual multa ainda depende da conclusão das etapas de fiscalização.
