Nesta quarta-feira (29), ativistas de diferentes países ocuparam os corredores da Conferência Internacional de Aids para cobrar recursos, exigir a cura do HIV e denunciar que o desfinanciamento da resposta global não é resultado da falta de dinheiro.
Em ritmo de carnaval, a marchinha “Onde Está o Dinheiro?”, eternizada pela artista Gal Costa, se tornou a trilha sonora de um dos protestos mais simbólicos da Conferência.
Sombrinhas coloridas e um estandarte com a frase “Onde está o dinheiro?” conduziam o protesto, enquanto os demais participantes seguravam cartazes com dizeres como “Lenacapavir para todos”.
A música de Gal, criada para satirizar o desaparecimento dos recursos públicos, atravessou décadas e agora dialoga com um dos maiores desafios enfrentados pela resposta global ao HIV.
A Marcha das Comunidades da AIDS 2026 percorreu os principais corredores do Riocentro, passando pelos estandes das empresas farmacêuticas e terminando na Global Village.
As reivindicações foram muito além do financiamento. Pessoas vivendo com HIV compartilharam relatos sobre o envelhecimento com o vírus, os tratamentos e o acesso desigual aos serviços de saúde. Houve também pedidos pela quebra de patentes dos medicamentos, pelo acesso universal, por tratamentos de longa duração e por mais inclusão.
O ato foi um dos momentos mais importantes do maior evento sobre AIDS/HIV do mundo, principalmente por reafirmar que a população deve estar no centro do debate e que o estigma continua sendo um dos maiores desafios da epidemia.
Com informações da Agência Aids.













