7 filmes para celebrar o Dia Internacional de Nelson Mandela

Portal Inhaí
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Por Mateus Felipe Silva

Neste sábado, 18 de julho, o mundo celebra o Dia Internacional de Nelson Mandela. Instituída pela ONU em 2009, a data marca o aniversário de nascimento do líder sul-africano e propõe um gesto simples: cada pessoa é convidada a dedicar 67 minutos do dia a uma ação solidária, um minuto para cada ano que Madiba empenhou na luta contra o apartheid e no projeto político de justiça social.

O apartheid, em vigor na África do Sul entre 1948 e o início dos anos 1990, foi uma política de Estado baseada na classificação racial da população. Leis específicas determinavam onde pessoas negras podiam morar, trabalhar, estudar e circular, proibiam casamentos entre grupos raciais e negavam à maioria negra o direito ao voto. Foi contra esse sistema legal de segregação que Mandela construiu sua atuação política, primeiro como advogado, sócio do primeiro escritório de advocacia dirigido por pessoas negras no país, e dirigente do Congresso Nacional Africano. Após o Massacre de Sharpeville, em 1960, também passou a integrar a resistência armada.

No Julgamento de Rivonia, em 1964, que o condenou à prisão perpétua, Mandela declarou lutar contra a dominação branca e contra qualquer forma de dominação de um grupo racial sobre outro, defendendo uma sociedade democrática com oportunidades iguais para todos. Libertado em 1990, após 27 anos de prisão, dividiu o Nobel da Paz de 1993 com Frederik de Klerk pelas negociações que encerraram o regime e, no ano seguinte, tornou-se o primeiro presidente negro eleito da África do Sul. No governo, promulgou a Constituição de 1996, que proibiu a discriminação racial, e instalou a Comissão de Verdade e Reconciliação para apurar os crimes do apartheid, tornando-se referência na luta antirracista em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Pensando nisso, o Cine Ninja Indica desta semana reúne sete produções para conhecer a vida, o legado e a resistência de Mandela e de todo um povo contra o apartheid. Entre cinebiografias, minissérie e documentários, a seleção mostra que lembrar também é uma forma de seguir lutando.

“Mandela: Longo Caminho para a Liberdade” (2013)

Direção: Justin Chadwick

Onde assistir: Prime Video e Apple TV

Sinopse: Baseada na autobiografia escrita pelo próprio líder, a cinebiografia estrelada por Idris Elba percorre a trajetória de Madiba desde a infância em uma pequena aldeia rural de Mvezo, passando pela advocacia em Joanesburgo, pela militância no Congresso Nacional Africano e pelos 27 anos de prisão, até a eleição histórica de 1994. Naomie Harris vive Winnie Mandela e ilumina também as contradições e os custos humanos da luta.

“Mandela” (1996)

Direção: Jo Menell e Angus Gibson

Onde assistir: Apple TV

Sinopse: Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, o longa combina imagens de arquivo e depoimentos do próprio Mandela, que revisita a infância, os anos de luta, o Julgamento de Rivonia e a longa caminhada até a presidência.

“Invictus” (2009)

Direção: Clint Eastwood

Onde assistir: Netflix e Max

Sinopse: Nos primeiros anos de governo, o presidente recém-eleito, interpretado por Morgan Freeman, enxerga na Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 uma ferramenta de reconciliação nacional. Ao lado do capitão François Pienaar, vivido por Matt Damon, Mandela transforma o esporte em um gesto político em um país que precisava reaprender a se enxergar como nação.

“Winnie” (2017)

Direção: Pascale Lamche

Onde assistir: Compra e aluguel digital

Sinopse: Vencedor do prêmio de direção de documentário internacional no Festival de Sundance de 2017, o filme reconstrói a trajetória de Winnie Madikizela-Mandela a partir de quatro longas entrevistas com a própria Winnie, realizadas ao longo de dois anos, além de depoimentos da filha Zindzi, de aliados e até de agentes do regime que atuaram contra ela. O documentário coloca Winnie no centro da própria narrativa e examina a campanha de difamação montada para isolá-la politicamente.

“Madiba” (2017)

Direção: Kevin Hooks

Onde assistir: Prime Video

Sinopse: A minissérie em três partes da BET traz Laurence Fishburne no papel de Mandela e foi baseada em duas autobiografias do líder, “Conversas que Tive Comigo” e “Nelson Mandela by Himself”. Dirigida por Kevin Hooks, a produção destaca a dimensão coletiva da luta, com Oliver Tambo, Walter Sisulu e Winnie Mandela, interpretada pela atriz sul-africana Terry Pheto, além de contar com Kweku Mandela, neto de Madiba, entre os produtores executivos.

“Nelson Mandela: O Mito e Eu” (2013)

Direção: Khalo Matabane

Onde assistir: Compra e aluguel digital

Sinopse: O sul-africano Khalo Matabane, que cresceu sob o regime do apartheid, estrutura o documentário como uma carta ao líder que foi seu herói de infância e questiona o que restou dos ideais de liberdade, reconciliação e perdão diante da desigualdade que permaneceu no país. Ouvindo desde companheiros de luta e nomes internacionais até vítimas que se recusam a perdoar seus algozes, o filme desfaz a mitificação em torno de Mandela sem negar suas conquistas.

“Music for Mandela” (2013)

Direção: Jason Bourque

Onde assistir: Compra e aluguel digital

Sinopse: O documentário canadense examina a relação de Mandela com a música e a função que ela desempenhou na luta contra o apartheid, das canções entoadas nos protestos e nas celas de Robben Island às campanhas internacionais pela libertação do líder. Companheiros de prisão, como Ahmed Kathrada e Eddie Daniels, e artistas como Ladysmith Black Mambazo, Vusi Mahlasela e B.B. King relatam como a música sustentou a mobilização durante os anos de cárcere.



Por Midia Ninja

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