“As violências são gradativas. É quase impossível que alguém espanque uma criança se ela não utiliza estratégias punitivas coercitivas. A gente tem uma cultura que diz muito sobre a ideia de que as crianças podem e devem ser educadas por meio de castigos físicos, humilhantes, violentos. Apesar de a gente ter uma legislação que proíbe o uso de violência e de punições físicas, psicológicas e verbais contra as crianças. A gente tem isso do ‘pequeno tapa’, do ‘biliscão’, só que não existe pequeno tapa, não existe só um biliscão, é uma violência”, defende Prates.
