Messi, Mbappé, Bellingham e Musiala são exceções em meio ao silêncio dos camisas 10

Portal Inhaí
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Por Luan Chechi – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube

Depois de 48 seleções entrarem em campo e 24 partidas serem disputadas, apenas quatro camisas 10 marcaram gols nesta primeira rodada de Copa do Mundo. Messi, Mbappé, Bellingham e Musiala são as exceções em meio à falta de protagonismo daqueles que deveriam ser os principais jogadores de suas seleções. 

Lionel Messi iniciou sua sexta participação em Copas com três gols marcados contra a Argélia. Kylian Mbappé anotou dois gols diante do Senegal, enquanto Jude Bellingham fez o terceiro gol da Inglaterra no jogo contra a Croácia. Já Jamal Musiala marcou um dos sete gols da Alemanha na vitória sobre Curaçao.

Na primeira rodada do Mundial, o registro de assistências por parte dos jogadores que vestem a camisa 10 ficou restrito a Christian Pulisic (EUA), Hannibal Mejbri (Tunísia), Mohamed Salah (Egito) e Martin Odegaard (Noruega). 

Pulisc, camisa 10 dos EUA, serviu assistência na primeira rodada (Foto: Andrew J. Clark/ISI Photos/USSF/Getty Images)

O número eternizado por Pelé

A mística da camisa 10, o número mais emblemático da história do futebol, nasceu de uma aleatoriedade burocrática durante a Copa de 1958. Segundo o próprio Pelé, a numeração dos atletas na época não era uma escolha técnica, mas sim definida pelo registro na federação ou pela ordem de inscrição. Como Pelé foi o décimo atleta brasileiro inscrito para o torneio na Suécia, o número 10 lhe foi atribuído no sorteio da FIFA por puro acaso. Esse episódio transformou o que era apenas uma numeração administrativa no maior símbolo de protagonismo e talento individual do esporte mundial. 

Pelé e a mística camisa 10 (Foto: Divulgação/CBF)

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Na Copa de 2022, ainda organizada com 32 seleções, seis camisas 10 fizeram gols na primeira rodada, registrando um número maior do que na atual edição.

A redução na participação direta em gols dos jogadores que vestem a camisa 10 sinaliza uma mudança na distribuição do protagonismo, com referências técnicas utilizando diferentes numerações. Lamine Yamal, na Espanha, exemplifica esse cenário ao atuar com a camisa 19.

No torneio de 2026, embora nomes como Lionel Messi e Kylian Mbappé registrem gols como camisas 10, a produção ofensiva das seleções conta com o impacto de atletas que utilizam outros números, como Erling Haaland (camisa 9), na Noruega, Luis Díaz (camisa 7), na Colômbia, e Viktor Gyökeres (camisa 17), na Suécia. Essa pluralidade sugere que a mística do número 10 não é mais o único parâmetro para identificar os nomes de destaque de cada equipe no palco mundial. 

Foto: Maciej Rogowski



Por Midia Ninja

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