Sonho de Copa – Mídia NINJA

Portal Inhaí
6 Min Read


Por Rodrígo Olivêira, da Cobertura Colaborativa da NINJA Esporte Clube

Sonhar.

Verbo conjugado no infinitivo, cuja variação transita no literal (físico/neurológico) e figurado (emocional/imaginativo).

E foi no sentido figurado, de forma muito emocional e imaginativa, que eu, Rodrigo, desejei estar presente numa Copa do Mundo de futebol, justamente no dia 30/06/2002, após Ronaldo Fenômeno (nosso R9) ter amassado a muralha alemã de nome: Oliver Kahn.

No dia em que o Brasil se sagrou Penta, eu estava de frente pra TV diante das imagens dos santos católicos da minha falecida avó, e proferi a seguinte promessa: “Eu quero estar presente em alguma Copa do Mundo. Esse é o meu Sonho”.

Acredito que após eu proferir esse pedido, as imagens de Maria, José, Jesus e Santa Rita de Cássia (santa das causas impossíveis) ouviram o tamanho e o peso do meu desejo, e sabendo que eu moro em Salvador/BA, certamente precisaram fazer um Mundial Espiritual Sincrético, focado em unir as forças espirituais e danatureza advindos do Candomblé, Umbanda, Espiritismo, Hindu, Budismo, Islã etc. para poderem realizar esse meu Sonho. 

Afinal: o que seria de Salvador, sem a harmonia e o respeito ao sincretismo religioso?

Só sei que 10 anos depois, eu me inscrevi no voluntariado da FIFA, fui sendo aprovado de forma contínua até que eu fui aprovado para voluntariar na extinta Copa das Confederações 2013, Sorteio de Sauípe 2013 e, finalmente: Copa do Mundo 2014.

A cada participação efetiva que eu fazia nestes três eventos, eu relembrava da minha promessa. Porém, eu só não imaginava que 12 anos depois, eu estaria vivendo e sentindo o verdadeiro clima de uma Copa do Mundo.

Só sei que eu realizei o sonho do meu Eu de 9 anos de idade que nasceu em 1993, “viu” o Tetra, presenciou inconscientemente a derrota na Final pra França em 1998, vibrou com o Penta de 2002, viu o “quadrado mágico” de 2006 e o desespero diante da Holanda em 2010: estaria sendo realizado (literalmente e figurativamente) em casa: na Arena Fonte Nova (a casa também do meu Bahêa). 

E antes da bola efetivamente rolar em 2026, cá estava eu rolando o feed e vi que o meu amigo Matheus Simoni, jornalista há 14 anos, A-M-A futebol, torce pelo Vitória desde que se entende por gente e que ainda é fã do “Miranha”, estaria também realizando o sonho dele: cobrir jornalisticamente a Copa do Mundo.

Tem coisa melhor do que vê-lo realizar o mesmo sonho que eu, mas na perspectiva do Jornalismo Esportivo?

Conheço esse cara desde 2007 e vi sua trajetória meteórica no jornalismo. Desde quando deixou de ser O Foca e se tornou jornalista contratado na “Radinha”, bem como atuando como produtor na filiada de Salvador da emissora Carioca e hoje jornalista no BNews.

Nerdola do jeito que eu o conheço e bem relacionado com tudo e todos desde sempre, suponho eu, que quando ele era pequeno, fez preces telepáticas para Akira Toriyama, criador de Dragon Ball Z, e disse: 

“Querido Akira, você conhece Goku? Você conhece Majin Boo? E Gohan? E Tenshinhan e Picolli (da região de Amaralina)? Caso os conheça, peça para eles se juntarem e reunirem as sete esferas do dragão para eu poder ir a uma Copa do Mundo?”.

Ainda que esta prece seja uma suposição, uma ficção e que qualquer semelhança com algum fato da vida real, seja uma mera coincidência: Dito e feito! 

O destino se ajeitou para que ele pudesse cobrir a sua primeira Copa do Mundo, conhecer a cidade de Nova York (como ele sempre sonhou desde os filmes no cinema) e ainda fazendo tudo isso trabalhando na profissão que ele tanto Ama.

Independentemente de eu ter apelado pelo sincretismo religioso segundos depois do Brasil ser Penta ou ele (suponho eu) pedindo telepaticamente ao Akira conversar com Shenlong: Nosso Sonho de Copa se realizou!

Mas é aquele velho ditado (e entendido assim pelos brasileiros): Quem tem Boca, vai a Roma.

E o nosso bocão levou a gente para uma Copa do Mundo. Eu, a de 2014. Ele, a de 2026.

Mas como já dizia Raul Seixas (meu xará de aniversário – 28/06) em sua música: Sonho que se sonha só. É só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto, é realidade.

Matheus e eu sonhamos juntos, ainda que só(zinhos) em lares diferentes. 

O nosso pedido, virou um Prelúdio para o destino.

O Nosso sonho de Copa: foi realidade para mim e é uma realidade para ele.

O Nosso Sonho de Ícaro, nos fez: Voar voar. Subir subir.

Mas, por favor, forças do universo, me deixe sonhar nestes 104 jogos que estou na área de Transporte e ajudando as delegações. 

E somente Wake Matheus and I Up, When this World Cup Ends.



Por Midia Ninja

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *