A construção de políticas públicas voltadas à população LGBT+ tem exigido cada vez mais diálogo entre governos, organizações da sociedade civil e instituições internacionais. Em um cenário marcado por desafios comuns em diferentes países da América Latina, a troca de experiências surge como uma ferramenta importante para fortalecer estratégias de promoção da cidadania, dos direitos humanos e da inclusão.
Foi com esse objetivo que a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual (CPDS), realizou, em parceria com o Conselho Estadual LGBT+, a 9ª edição do DiversiPapo. O encontro aconteceu na tarde do dia 3 de junho e teve como tema o intercâmbio de experiências entre o Estado de São Paulo e o México.
A atividade reuniu representantes do poder público, lideranças da sociedade civil e convidados internacionais para discutir iniciativas voltadas à promoção dos direitos da população LGBT+.
Cooperação internacional esteve no centro dos debates
O encontro foi marcado pela troca de experiências sobre políticas públicas, cidadania e estratégias de enfrentamento às desigualdades que ainda afetam a população LGBT+ em diferentes contextos sociais.
A programação buscou ampliar o diálogo entre instituições brasileiras e mexicanas, promovendo reflexões sobre inclusão, diversidade e mecanismos de fortalecimento das redes de proteção e garantia de direitos.
A iniciativa também reforçou a importância da cooperação internacional como instrumento para compartilhar experiências bem-sucedidas e construir respostas conjuntas para desafios comuns enfrentados em toda a região latino-americana.
Representantes de diferentes setores participaram do encontro
A programação contou com apresentações institucionais e mesas de debate reunindo representantes do governo, da sociedade civil e de organismos internacionais.
Entre os participantes estiveram Rafael Calumby Rodrigues, coordenador estadual de Políticas para a Diversidade Sexual; Andrea Covarrubias, diretora do Orgulho Panamericano Guadalajara 2027; Gregory Rodrigues, membro da Aliança Nacional LGBTI; e Luz del Carmen Martínez Oest, cônsul da Área Administrativa do Consulado-Geral do México.

A diversidade de experiências e perspectivas contribuiu para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades relacionadas à promoção da cidadania LGBT+.
Redes de colaboração ganham importância na América Latina
Nos últimos anos, iniciativas de articulação entre organizações sociais, governos e instituições internacionais têm desempenhado papel cada vez mais relevante na construção de políticas voltadas à diversidade sexual e de gênero.
Ao promover o intercâmbio de experiências entre diferentes países, eventos como o DiversiPapo contribuem para fortalecer redes de colaboração e ampliar o compartilhamento de conhecimentos, metodologias e estratégias de atuação.
Esses espaços também permitem identificar desafios comuns e construir caminhos coletivos para o enfrentamento da discriminação, da violência e das desigualdades que ainda impactam a população LGBT+.
Direitos humanos e participação social
Além da troca de experiências institucionais, o encontro reafirmou a importância da participação da sociedade civil na formulação e no acompanhamento das políticas públicas.
A presença de representantes de movimentos sociais, conselhos de direitos e organizações da sociedade civil demonstrou o papel fundamental dessas iniciativas na construção de ações mais participativas e conectadas às demandas reais da população.

Construindo políticas mais inclusivas
Ao final do encontro, ficou evidente que o fortalecimento das políticas públicas para a população LGBT+ passa pela construção de alianças, pelo compartilhamento de experiências e pelo compromisso permanente com os direitos humanos.
A realização da 9ª edição do DiversiPapo reafirma o compromisso do Estado de São Paulo com a promoção da cidadania, da inclusão e da diversidade, fortalecendo espaços de diálogo capazes de aproximar diferentes atores sociais em torno da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
