Festival de Cannes 2026 consagra ‘Fjord’, de Cristian Mungiu, com a Palma de Ouro

Portal Inhaí
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O Festival de Cannes 2026 chegou ao fim neste sábado (23) com a consagração de “Fjord”, novo longa do cineasta romeno Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro da 79ª edição do evento. Esta é a segunda vez que o diretor conquista o principal prêmio do festival francês, após a vitória histórica de “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, em 2007.

Com roteiro assinado pelo próprio Mungiu, “Fjord” foi descrito pela revista Variety como um “complexo drama moral”. O longa acompanha a família romena Gheorghiu, que se muda para uma pequena aldeia da Noruega e passa a conviver com os vizinhos locais, os Halberg. O relacionamento entre as famílias entra em crise quando uma das filhas dos Gheorghiu aparece na escola com hematomas, fazendo com que os métodos tradicionais de criação dos pais sejam questionados publicamente.

O elenco reúne Renate Reinsve, Sebastian Stan e Lisa Loven Kongsli. A produção também garantiu mais um feito histórico para a distribuidora Neon, que chegou ao sétimo ano consecutivo distribuindo o vencedor da Palma de Ouro.

O segundo prêmio mais importante da noite, o Grand Prix, foi entregue a “Minotaur”, do diretor russo Andrey Zvyagintsev. Exilado da Rússia, o cineasta constrói no longa um retrato íntimo dos impactos da Guerra da Ucrânia sobre uma família russa de classe média durante o ano de 2022.

Já o Prêmio do Júri ficou com “The Dreamed Adventure”, dirigido pela alemã Valeska Grisebach. O filme acompanha uma arqueóloga que trabalha em uma região fronteiriça entre Bulgária, Grécia e Turquia e reencontra uma figura importante de seu passado, desencadeando memórias e conflitos antigos.

A cerimônia também foi marcada por empates inéditos em categorias importantes. Na direção, o prêmio foi dividido entre o polonês Paweł Pawlikowski, por “Fatherland” (“A Terra de Meu Pai”), e os espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, por “La Bola Negra”.

Nas categorias de atuação, o júri também optou por dividir os troféus. O prêmio de melhor ator foi entregue ao francês Valentin Campagne e ao belga Emmanuel Macchia, ambos por suas performances em “Coward”. Entre as atrizes, venceram a belga Virginie Efira e a japonesa Tao Okamoto, protagonistas de “All of a Sudden”.

O prêmio de melhor roteiro ficou com o francês Emmanuel Marre por “A Man of His Time”, enquanto a Caméra d’Or, dedicada a diretores estreantes, foi conquistada pela cineasta ruandesa Marie-Clémentine Dusabejambo com “Ben’Imana”.

Além da competição principal, Cannes 2026 também premiou produções nas mostras paralelas. Na seção Un Certain Regard, o principal prêmio foi para “Everytime”, da austríaca Sandra Wollner. O cinema brasileiro também teve destaque na mostra com a coprodução “Elefantes na Névoa”, de Abinash Bikram Shah, vencedora do Prêmio do Júri.

Entre os demais reconhecimentos do festival, “For the Opponents”, do argentino Federico Luis, venceu a Palma de Ouro de Curta-Metragem. Já “Rehearsals for a Revolution”, da iraniana Pegah Ahangarani, recebeu o L’Oeil d’Or de melhor documentário.

Filmes premiados em Cannes 2026

Competição Oficial

  • Palma de Ouro: “Fjord”, de Cristian Mungiu
  • Grand Prix: “Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev
  • Prêmio do Júri: “The Dreamed Adventure”, de Valeska Grisebach
  • Melhor Direção (empate): “La Bola Negra”, de Javier Calvo e Javier Ambrossi; e “Fatherland” (“A Terra de Meu Pai”), de Paweł Pawlikowski
  • Melhor Atriz (empate): Virginie Efira e Tao Okamoto por “All of a Sudden”
  • Melhor Ator (empate): Emmanuel Macchia e Valentin Campagne por “Coward”
  • Melhor Roteiro: Emmanuel Marre por “A Man of His Time”

Un Certain Regard

  • Prêmio Un Certain Regard: “Everytime”, de Sandra Wollner
  • Prêmio do Júri: “Elefantes na Névoa” (“Elephants in the Fog”), de Abinash Bikram Shah
  • Prêmio Especial do Júri: “Iron Boy”, de Louis Clichy
  • Melhor Atriz: Daniela Marín Navarro, Marina de Tavira e Mariangel Villegas por “Forever Your Maternal Animal”
  • Melhor Ator: Bradley Fiomona Dembeasset por “Congo Boy”

Mostras paralelas e prêmios especiais

  • Caméra d’Or: “Ben’Imana”, de Marie-Clémentine Dusabejambo
  • Palma de Ouro de Curta-Metragem: “For the Opponents”, de Federico Luis
  • Semana da Crítica (Grand Prix): “La Gradiva”, de Marine Atlan
  • Quinzena dos Realizadores (Prêmio do Público): “I See Buildings Fall Like Lightning”, de Clio Barnard
  • L’Oeil d’Or (Melhor Documentário): “Rehearsals for a Revolution”, de Pegah Ahangarani
  • Queer Palm: “Teenage Sex and Death at Camp Miasma”, de Jane Schoenbrun
  • Palm Dog: Yuri, por “La Perra”



Por Midia Ninja

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