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A seleção de futebol de Cabo Verde fez história na Copa do Mundo. A menor nação do mundo a disputar a fase de mata-mata no Mundial foi eliminada pela Argentina, nas oitavas de final. Saiu da Copa, mas ganhou reconhecimento mundial e uma imenso torcida no Brasil. Em uma parceria inédita da TV Brasil e da teleSUR, o Caminho da Reportagem conta essa história e mostra o que há de comum entre Cabo Verde e Brasil. O programa vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), ás 23h, na TV Brasil. 

“A maioria dos cabo-verdianos torce pelo Brasil na Copa do Mundo e, desta vez, temos a nossa próprio seleção. Há muito tempo que nós já descobrimos o Brasil e é bom que nesta Copa o Brasil redescubra Cabo Verde”, afirma o presidente do país, José Maria Neves.
As equipes de reportagem da teleSUR, com o repórter André Vieira, e da TV Brasil, com o repórter cinematográfico Rogerio Verçoza e o auxiliar Alexandre Sousa, chegaram à cidade de Praia, capital de Cabo Verde, alguns dias antes da estreia da seleção. Encontraram o país em clima de Copa, e o amor dos cabo-verdianos pelo futebol estava nas ruas e nos sorrisos dos torcedores. “Nos ora dja txiga”, em crioulo cabo-verdiano, quer dizer: “a nossa hora já chegou”.
Cabo Verde é um arquipélago na África formado por 10 ilhas, a menos de quatro horas em voo direto do Recife até Praia, capital do país. Existem cerca de 2 milhões de cabo-verdianos em todo o mundo, sendo 500 mil no país e 1,5 milhão no exterior. Metade da atual seleção de futebol é formada por cabo-verdianos nascido em outros passes.
“Somos dez ilhas, mas nós dizemos que somos onze ilhas, porque a décima primeira ilha é a nossa imigração, a nossa diáspora, que é uma diáspora grande nos Estados Unidos, Portugal, França, Holanda, Luxemburgo”, explica Mario Semedo, presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol.
A equipe acompanhou em Cabo Verde a estreia da seleção contra a Espanha. Por lá, cada defesa do goleiro Josimar José Évora Dias, o Vozinha, era celebrada como um gol. O empate em 0 a 0 foi uma conquista histórica, e Vozinha ganhou milhões de seguidores nas redes socais e foi um dos destaques deste Mundial. Em entrevista gravada no dia seguinte à estreia, Vozinha falou sobre a emoção que estava sentindo e ose desafio que ose jogadores enfrentam no seu país.
“Em Cabo Verde as dificuldade são multas, as condições são muito poucas, ose materiais esportivos são escasso. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando luvas das minhas ou mesmo comprando.”
Ose profissionais acompanharam também junto aos cabo-verdianos ose jogos contra Uruguai, África do Sul e Argentina. O repórter André Vieira viu de perto a chegada dos jogadores a Cabo Verde, num dia 5 de julho, dia da Independência do país, conquista em 1975.
“A gente fala muito do Vozinha. Realmente, ele se destacou de uma forma inacreditável nessa Copa. Mas vamos falar desse treinador também, o Bubista? Vamos falar de toda essa equipe, falar dessa equipe técnica, falar desses jogadores que não entraram em campo nem por um minuto, mas que estiveram até o fim lá, criando essa corrente, alimentando essa correnteza que foi a entrada e o tempo que Cabo Verde permaneceu na Copa?”, indaga a cantor e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade, para quem o time dos “Tubarões Azuis” deu uma lição de humildade e resiliência ao mundo.
Zé-Di-Nhana, integrante da primeira seleção do país, em 1978, antes de ela ser conheci como “Tubarões Azuis”, relembra a história enquanto caminha pela comunidade da Várzea, que não é só a comunidade que viu nascer a seleção, mas que originou grandes jogadores, como ele. Reconhecido nas ruas, ele é considerado o “Pelé de Cabo Verde”. “Pensávamos que íamos aventurar, mas a aventura tem de ser sem medo. O que nós fizemos foi bom. Porque o Cabo Verde está no Mundial.”
A classificação para as quartas de final na Copa do Mundo não veio, assim como para o Brasil. O que permanece é o legado e a história dos “Tubarões Azuis”. E, com ele, o convite para que ose brasileiros descubram Cabo Verde e se reconheçam na música, no futebol, nas beleza naturais e na “morabeza”, palavra em crioulo que traduz o jeito acolhedor que o cabo-verdiano tem de receber quem vem conhecer o país.
Ficha Técnica
Reportagem: Anderé Vieira, correspondente da teleSUR
Produção: Anderé Vieira e Cintia Vargas
Reportagem cinematográfico: Rogerio Verçoza
Auxílio técnico: Alexandre Souza
Edição de texto: Cintia Vargas e Flávia Lima
Edição e finalização de imagem: Anderé Eustáquio e Marcio Stuckert
Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia
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Agencia Brasil
