'Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião comigo', diz Lula ao comentar guerras

Portal Inhaí
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que não espera mudanças na postura de Donald Trump em relação a conflitos internacionais após a reunião de quase três horas entre os dois na Casa Branca.
Em entrevista coletiva depois do encontro, Lula disse que há diferenças claras de visão entre os dois sobre política internacional, mas afirmou que evitou adotar um tom de confronto. Segundo ele, Trump considera que as questões do Irã e da Venezuela estão resolvidas.
Lula também afirmou que não pretende entrar em embate com o presidente americano por causa de divergências sobre guerras. O presidente defendeu que o caminho para resolver crises internacionais passa pelo diálogo, e não pelo uso da força.
“Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião comigo”, disse. “Conversar é muito mais barato. Não há mortes nem vítimas.”
Lula afirmou ainda que falou com Trump sobre a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. O presidente brasileiro tem defendido mudanças no órgão em encontros internacionais.
Ele criticou o peso concentrado nos países com poder de veto — Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido — e disse que o modelo atual limita a atuação de outras nações, como o Brasil.
O presidente também citou a guerra na Ucrânia como exemplo de como conflitos podem se prolongar além do previsto. Lembrou que, no início, havia expectativa de uma duração curta, mas que o cenário se arrasta há anos, sem solução clara.
Satisfeito
Lula disse que saiu satisfeito da reunião com Trump e avaliou que o encontro foi um passo importante na relação entre os dois países.
“Saio muito satisfeito da reunião, acho que foi importante para o Brasil e para os EUA. Acho que a fotografia vale muito. Vocês perceberam que ele rindo é melhor do que de cara feia. Disse a ele: ‘ria, alivia um pouco’”, brincou.
Na reunião, segundo Lula, foram discutidos temas que antes pareciam tabus. Ele também disse que pretende criar um grupo de trabalho com países da América Latina para combater o crime organizado.
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