Luiz Mott, decano do movimento LGBT brasileiro, segue internado após exames; quadro é estável

Ghe Santos
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O antropólogo, historiador e ativista Luiz Mott, de 79 anos, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB) e um dos nomes mais emblemáticos da luta LGBTQIA+ no país, segue internado no Hospital Santa Izabel, em Salvador, após passar por exames cardíacos na última semana. Mott deu entrada na unidade após sentir dores no peito acompanhadas de queimação estomacal, o que levantou suspeita de um possível infarto.

A hipótese foi descartada após avaliação médica. O ativista passou por um cateterismo, procedimento considerado bem-sucedido, e permanece sob observação na UTI por precaução, com quadro estável.

Referência histórica do movimento LGBTQIA+

Luiz Mott, nascido em 6 de maio de 1946, é reconhecido como o “decano do movimento gay brasileiro” por sua atuação contínua ao longo de mais de quatro décadas. Fundou o GGB — a mais antiga organização LGBT em atividade no Brasil — e foi responsável pelos primeiros levantamentos sistematizados de violência contra a população LGBTQIA+, dados que se tornaram referência nacional e internacional antes mesmo de haver estatísticas oficiais.

Professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mott também tem extensa produção acadêmica e literária sobre sexualidade, homofobia, escravidão e direitos humanos. Sua trajetória marcou gerações e ajudou a construir o debate público sobre diversidade e cidadania.

Estado de saúde é acompanhado de perto

Apesar do susto inicial, familiares e pessoas próximas relatam que Mott está consciente, comunicativo e sendo monitorado pela equipe médica. Não há, até o momento, indicação de doença grave relacionada ao episódio, e novos boletins devem ser divulgados ao longo da semana.

O Portal Inhai e lideranças LGBTQIA+ de várias regiões do país manifestaram apoio ao ativista, destacando sua importância histórica e desejando pronta recuperação.

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