Ilha Bela faz história com sua 1ª Conferência LGBTQIA+ e elege delegada de matriz africana

Ghe Santos
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A cidade de Ilhabela entrou para a história no último 17 de maio ao realizar sua 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. Com o tema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+”, o evento aconteceu no Auditório do Paço Municipal e reuniu representantes da comunidade, sociedade civil, secretarias municipais, organizações sociais e autoridades locais, numa agenda de debates, propostas e eleição de delegades que representarão a cidade na etapa estadual.

Entre as presenças marcantes, destaque para Michelle Preta, mulher preta e de religião de matriz africana, que participou da conferência vestida com suas tradicionais indumentárias sagradas. A ativista foi eleita delegada para levar as pautas de Ilhabela à conferência estadual e fez questão de reafirmar a importância dessa ocupação.

“Me senti bem, bonita… como se estivesse empodeirada de axé, de história, de ancestralidade ao me vestir assim. É sobre ocupar e mostrar que a gente também faz parte dessa luta”, declarou Michelle Preta.

A conferência debateu temas definidos pela 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, como o enfrentamento à violência LGBTQIA+, trabalho digno e geração de renda, interseccionalidade e a institucionalização da política nacional de direitos LGBTQIA+. O evento foi organizado pela Prefeitura de Ilhabela, em parceria com o Fórum Social LGBTQIA+ de Ilhabela e apoio de diversas secretarias municipais.

Entre as autoridades, participaram os vereadores Elionalva Oliveira, Núbia de Jesus Santos e Manuh Junior. O vereador Anisio de Oliveira justificou sua ausência por meio de uma carta, informando que estava fora do município na data do evento. O prefeito Antônio Luiz Colucci também esteve presente, reforçando o compromisso da gestão municipal com a pauta LGBTQIA+ e com a construção de políticas públicas inclusivas.

As propostas aprovadas na conferência local agora seguem para a etapa estadual, onde integrarão o debate coletivo que ajudará a definir as diretrizes nacionais de políticas públicas para a comunidade LGBTQIA+.

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