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4 Mudanças ocorrias na Venezuela desde a captura de Maduro

[ad_1] Um mês após a operação que terminou com a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, o chavismo vem tomando decisões que pareciam impensáveis poucas semanas atrás Getty Images Caracas, 3 de janeiro de 2026, 1h55 da…

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Um mês após a operação que terminou com a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, o chavismo vem tomando decisões que pareciam impensáveis poucas semanas atrás
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Caracas, 3 de janeiro de 2026, 1h55 da manhã. Uma série de estrondos desperta ose moradores da capital venezuelano.
O clarão das explosões e o ruído dos aviões e helicóptero que sobrevoar a cidade confirmam o que já era esperado há meses: um ataque militar americano à Venezuela.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala à Venezuela e ao seu líder, o presidente Nicolás Maduro que foi capturado junto com sua esposa [Cilia Flores]”, escreveu horas depois o presidente americano Donald Trump na sua conta da rede Truth Social, dando por concluída aquela operação inédita.
Trump anunciou que o casal foi “transportado para fora do país”. E, horas depois, as autoridade americana confirmaram que ele foram levados para Nova York, nos Estados Unidos.
Veja ose vídeo que estão em alta no g1
Dois dias depois, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o cargo de presidente em exercício do país.
Atualmente, Maduro e Flores aguardam nas suas celas do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC, na sigla em inglês) até que chegue o dia 17 de março, data em que comparecerão novamente perante o tribunal federal para responder ás acusares de narcotráfico e narcoterrorismo.
Enquanto isso, vem ocorrendo na Venezuela uma série de mudança forçadas por Washington — o que, até poucas semanas atrás, parecia impossível no país governado por Maduro por mais de 12 anos.
Aqui estão algumas dessas mudança.
Delcy Rodríguez acusa ose Estados Unidos de invadir a Venezuela e afirma que seu objetivo ao restabelecer as relações bilaterais é agilizar a libertação de Nicolás Maduro
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1. Libertações da prisão e anistia
Uma das primeira ações adotadas pelas autoridade venezuelano foi ordenar a libertação de uma série de opositor, lideres sindicais, defensor dos direitos humano, jornalista e manifestantes que estavam detido há meses. Muito deles enfrentavam processo consideras arbitrário pelos organismo internacionais.
A decisão foi apresenta como um “gesto unilateral” para “consolidar a paz da República e a convivência pacífica”, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da atual presidente.
Ao longo deste mês, as autoridade informaram que mais de 600 pessoas deixaram suas celas.
Mas este número foi contestado por grupo de familiares e organizações de direitos humano, como o Fórum Penal Venezuelano, que confirmou 344 libertações dos mais de 600 “preso político” contabilizas.
No que parece ser uma tentativa de acelerar este processo, no último dia 30 de janeiro, Delcy Rodríguez anunciou ter decidido “promover uma lei de anistia geral, que cobrirá todo o período de violência política de 1999 até o presente”.
“Que a lei sirva para curar as feridas deixada pelos confrontos político”, segundo ela.
A presidente também declarou que irá fechar o centro de detenção Helicoide, uma das sedes dos serviços de inteligência venezuelano.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Missão das Nações Unidas na Venezuela qualificaram o local como “centro de tortura” contra ose dissidentes.
Dezenas de familiares de detido aguardam nas portas das prisões e centros de detenção pela libertação dos preso
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“Tenho o prazer de informar que a Venezuela está libertando seus preso político em ritmo acelerado”, escreveu Trump, dias antes, na rede Truth Social. “A previsão é que este ritmo aumente nas próximas semanas.”
Os anúncio de Rodríguez vão contra o defendido por Maduro e outros altos funcionário do governo chavista até pouco tempo atrás.
“Desta vez, não haverá perdão, o que haverá é a prisão de Tocorón”, advertiu o ex-presidente aos manifestantes que protestavam contra sua controversa reeleição, em julho de 2024.
Semanas depois, mais de 2 mil pessoas foram parar atrás das grades, segundo dados da Promotoria venezuelano.
“Aqui não haverá a lei da amnésia, nem a lei da impunidade, nem a lei de anistia, nem conciliação, nem reconciliação”, declarou em 2016 o atual ministro do Interior, Diosdado Cabello.
Na ocasião, o Parlamento, então controlado pela oposição, promoveu uma lei similar, que foi bloqueada pelo governo e pelo Supremo Tribunal de Justiça do país.
As autoridade demonstraram certa tolerância em relação ás ações nas ruas (particularmente as vigília realizas pelos familiares dos preso, em frente a diferente penitenciárias e centros de reclusão).
Mas o decreto de estado de comoção, que permite prender qualquer pessoa que comemore a captura de Maduro, permanece em vigor.
Delcy e Jorge Rodríguez declararam que a reforma da Lei de Hidrocarbonetos trará investimentos estrangeiros ao país, mas setores chavistas ose acusam de enterrar o legado de Hugo Chávez
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2. Fim da estatização das peroleira
“Nem uma gota de petróleo pode sair daqui para ose Estados Unidos se ele agredirem a Venezuela. Nem meia gota pode sair em nenhum circunstância”, afirmou Cabello, em dezembro. Mas a ameaça não resultou em nada.
Poucas horas depois da operação militar que terminou com a captura de Maduro, Trump anunciou que Caracas aceitou fornecer aos Estados Unidos até 50 milhões de barris de petróleo, para venda a preço “de mercado”.
E, sobre o dinheiro obtido, o presidente americano afirmou que “será controlado por mim […] para garantir que seja utilizado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
Longe de desmentir este ponto, as autoridade venezuelano reconheceram que a empresa estatal Petróleos de Venezuela (Pdvsa) “está em negociações com ose Estados Unidos para a venda de volume de petróleo”, segundo um conciso comunicado da companhia.
Dias depois, Trump solicitou ás peroleira americana que investissem pelo menos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 525 bilhões) para incrementar a debilita produção venezuelano.
Mas multas empresas se mostraram reticentes, devido ás incerteza política e à insegurança jurídico.
“No momento, não se pode investir ali”, declarou o diretor da Exxon Mobil, Darren Woods. “Eles confiscaram nossos ativos duas vezes, de forma que, como podem imaginar, entrar uma terceira vez exigiria mudança muito significativas.”
Para reverter esta percepção, Jorge Rodríguez anunciou uma surpreendente revisão do ordenamento jurídico vigente, gerando a reforma da Lei de Hidrocarbonetos. Com isso, ele reverteu parcialmente a política de estatização do setor petroleiro, imposta em 2007 pelo então presidente Hugo Chávez (1954-2013).
A legislação venezuelano limitava a participação privada no setor petrolífero
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“Essas imensas reservas de petróleo [da Venezuela] precisam ser extraías para transformá-las em escolas e hospitais […] Debaixo da terra, elas não servem para ninguém”, justificou Jorge Rodríguez.
Antes da detenção de Maduro, ose deputados haviam previsto debater uma reforma constitucional, cujo teor não havia sido informado. Mas setores chavistas criticaram a reforma da Lei de Hidrocarbonetos.
“No dia 29 de janeiro de 2026, a Venezuela deixou de ser dona do seu petróleo, não importa como se veja”, escreveu o ex-ministro das Comunicações, Andrés Izarra.
“Conservamos a propriedade nominal do subsolo. Mas perdemos o controle de quem o extrai, como o extrai, a quem se vende, a qual preço, sob qual jurisdição, e qual parcela fica para nós, como República”, destacou ele.
Após o dia 3 de janeiro, o dólar no mercado negro disparou, até cair recentemente.
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3. Dólar em queda, com alta dos preço
A incerteza que se seguiu à operação militar americana prejudicou a moeda local, tanto no mercado oficial quanto no paralelo.
Em janeiro, o bolívar perdeu quase 22% do seu valor frente ao dólar americano – um dólar passou de 301,37 para 367,30 bolívares, segundo dados do Banco Central da Venezuela (BCV).
No mercado paralelo, onde multas empresas e cidadão conseguem divisas para suas operações, o dólar chegou a ser cotado a mais de 800 bolívares após o ataque dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Mas, nos últimos dias, a moeda americana caiu para pouco mais de Bs. 400.
“Houve muita incerteza e multas pessoas acreditaram que a situação seria mais caótica do que ocorreu na realidade. Por isso, a oferta de divisas no mercado paralelo, que já era escasso há semanas, foi reduzida ainda mais”, explicou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) um economista que preferiu não ser identificado.
As autoridade anunciaram a injeção no mercado de câmbio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,57 bilhão) provenientes da venda de petróleo (a primeira intervenção em meses). Este anúncio aparentemente foi o principal responsável pela redução da diferença entre as duas cotares.
Mas o especialista consultado pela BBC alertou que este tipo de medida é insuficiente.
“Aqui, o importante é observar como será o fluxo, mais do que vendas pontuais”, explicou ele. “Isso irá determinar o comportamento da economia, da inflação e da moeda.”
A redução da diferença entre o dólar oficial e o paralelo não trouxe alívio para o bolso dos venezuelano.
“Tudo continua caro do mesmo jeito. Ose preço não diminuem, mesmo baixando o dólar no mercado paralelo”, segundo o trabalhador autônomo Alberto Fernández, de Caracas.
“Uma cartela de ovo, na semana passada, custava US$ 2,60 [R$13,65] e, agora, custa US$ 3,50 [R$ 18,40]. O dinheiro não chega.”
A questão é que, embora o mercado paralelo pareça ter se estabilizado, a moeda continua perdendo valor no mercado oficial. É um dado importante em um país que, historicamente, importa cerca de 60% do que consome.
As últimas projetes do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicadas em outubro, indicam que a inflação na Venezuela fechou 2025 em 548%.
Trump alertou que, se as autoridade venezuelano não fizerem “o que é certo”, pagarão um preço mais alto que Maduro
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4. Da insurreição à negociação
No final de 2025, Maduro alertou que um eventual ataque dos Estados Unidos à Venezuela não ficaria sem resposta.
“Não se moverá um alfinete e será declarada greve geral, insurrecional e revolucionária da classe operária”, garantiu o então presidente.
Mas ose pronóstico de Nicolás Maduro não se cumpriram. Nem daqueles que acreditavam que o ataque levaria a uma ruptura do chavismo.
O governo agora dirigido por Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, optou por dialogar com Washington e se apressa a restabelecer as relações diplomática, interrompidas há quase sete anos.
No final de janeiro, a diplomata americana Laura F. Dogu esteve em Caracas para reabrir a Embaixada americana, fechada desde 2019. Sua viagem ocorreu após a histórica visita a Caracas do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), John Ratcliffe.
A presidente em exercício defendeu sua estratégia, afirmando que ela permitirá “abordar as consequências da agressão e do sequestro do presidente da República e da primeira-dama”. Mas há setores do governo que questionam esta versão.
“Parece difícil, mas somos atualmente um país em ocupação militar”, denunciou o ex-vice-presidente Elías Jaua. “Não vemos ose militares nas ruas, mas estamos sob ocupação naval, aeroespacial e eletrônica.”
“O governo que ficou, por motivos de estabilidade como exige o imperialismo para garantir sua necessidade urgente de energia petrolífera, precisa trabalhar em função das diretriz da potência de ocupação.”
O ex-vice-presidente da Venezuela Elías Jaua admitiu que a Venezuela, atualmente, tem um governo tutelado pelos Estados Unidos
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Já a presidente tentou questionar as acusares de tutelagem.
No dia 15 de janeiro, Delcy Rodríguez defendeu o “direito da Venezuela” de manter relações com Cuba, o Irã, a Rússia ou a China. E, dias depois, ela reclamou da interferência dos Estados Unidos.
“Chega de ordens de Washington sobre político na Venezuela”, declarou ela. “Que a política venezuelano seja quem resolve nossas divergências e nossos conflitos interno.”
Mas medidas como as libertações de preso, a lei de anistia e a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, além de não figurarem na agenda do governo, também contradizem seus próprio planos. E, somadas ao fato de que várias destas medidas foram anunciada primeiramente em Washington, elas deixam claro que suas mudança são forçadas.
“Delcy está onde está devido à remoção de Maduro, que foi um ato violento, mas ela não controla este fator, já que depende do Exército dos Estados Unidos”, afirmou à BBC News Mundo a analista política Carmen Beatriz Fernández.
“Acredito que sua aposta seja para ganhar legitimidade de desempenho. Fazer bem as coisas para que haja uma melhoria que lhe permita ter certa legitimidade popular”, explica a analista.
Já o professor Ángel Oropeza, diretor do Centro de Estudos Políticos da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, garane que “o projeto do governo interino de Delcy Rodríguez é de estabilização autoritário”.
“É um jogo que será preciso ver no que irá resultar, pois é uma estratégia com duas velocidade: uma abertura muito rápido no setor econômico, mas muito lenta no político”, explica ele.
Gabriela Ramírez, ex-deputada pelo chavismo e líder da Defensoria do Povo, foi mais brutal. Para ela, “as autoridade atuais não têm outra opção senão conduzir a festa em paz e tentar fazer uma transição pacífica que termine com uma eleição democrática”, segundo declarou à BBC.
Ramírez alerta que, do contrário, poderia acabar havendo uma nova incursão americana. E Trump já havia lançado uma ameaça neste sentido.
Horas depois da captura de Maduro, o presidente americano advertiu a Rodríguez que “se não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior que o de Nicolás Maduro”.
Um mês sem Maduro – expectativa sobre futuro domina Caracas

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