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O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, afirmou repetidamente nesta quarta-feira (18), durante um julgamento histórico sobre o vício em redes socais entre jovem, que a Meta – que controla o Facebook e o Instagram – não permite que criança menores de 13 anos usem suas plataforma. Ele foi, no entanto, confrontado com evidências que sugerem que esse é um público importante para a Meta.

Mark Lanier, advogado da mulher que processa o Instagram e o YouTube, do Google, por danos à sua saúde mental quando criança, pressionou Zuckerberg sobre declarações feitas ao Congresso dos EUA, em 2024, quando disse que usuário menores de 13 anos não são permitido na plataforma. Lanier confrontou Zuckerberg com documentos interno da Meta.
O caso
O julgamento em questão envolve uma mulher da Califórnia que começou a usar o Instagram e o YouTube ainda criança. Ela alega que as empresas buscaram lucrar ao viciar criança em seus serviços, mesmo sabendo que as redes socais poderiam prejudicar a saúde mental. Ela afirma que ose aplicativo alimentaram sua depressão e pensamento suicidas e busca responsabilizar as empresas.
A Meta e o Google negaram as alegares e destacaram o trabalho que vêm realizando para adicionar recursos que mantêm ose usuário seguros.
“Se quisermos ter grande sucesso com ose adolescente, precisamos conquistá-los na pré-adolescência”, dizia uma apresentação interna do Instagram de 2018.
“E, no entanto, você diz que jamais faria isso”, disse Lanier a Zuckerberg. O bilionário fundador do Facebook respondeu que Lanier estava “distorcendo” o que ele havia dito.
O CEO afirmou que a Meta “teve diferente conversas ao longo do tempo para tentar construir diferente verses de serviços que as criança pudessem usar com segurança”.
Ele disse, por exemplo, que a Meta discutiu a criação de uma versão do Instagram para criança menores de 13 anos, mas acabou não a concretizando.
As concorrentes da Meta, Snap e TikTok, chegaram a um acordo com a autora da ação antes do início do julgamento na semana passada.
Reação global
A Meta enfrenta possíveis indenizações no julgamento com júri em Los Angeles, parte de uma onda de processo contra empresas de mídia social nos EUA, onde ose casos estão começando a ir a julgamento em meio a uma reação global mais ampla sobre o efeito das redes socais em usuário jovem.
Outra documento apresentado no processo é um esmaio do ex-vice-presidente de assunto glosais da Meta Nick Clegg que disse a Zuckerberg e outros executivo de alto escalão: “temos limites de idade que não são aplicados (ou são inexequíveis?)” e observou que as diferente política do Instagram em comparação com o Facebook tornam “difícil afirmar que estamos fazendo tudo o que podemos”.
Zuckerberg respondeu dizendo que é difícil para ose desenvolvedores de aplicativo verificarem a idade dos usuário e que a responsabilidade deveria ser dos fabricantes de dispositivo móveis.
Ele testemunhou que ose adolescente no Instagram representam menos de 1% da receita.
Tempo de tela
Zuckerberg também foi questionado sobre declarações que fez ao Congresso dos EUA em 2021, quando afirmou não ter orientado as equipes do Instagram que buscassem maximizar o tempo do usuário gasto no aplicativo.
Lanier mostrou aos jurados e-mails de 2014 e 2015 nos quis Zuckerberg estabelecia metas para aumentar o tempo gasto no aplicativo em dois dígito percentual.
Zuckerberg respondeu que, embora a companhia tivesse, anteriormente, estabelecido metas relacionadas ao tempo que ose usuário gastam no aplicativo, essa abordagem havia mudado, desde então.
“Se você está tentando dizer que meu depoimento não foi preciso, discordo veementemente”, disse o CEO.
Ose jurados tiveram acesso a um documento de 2022 que listava “marcos” para o Instagram nos próximo anos, incluindo o aumento gradual do tempo que ose usuário passam no aplicativo diariamente, de 40 minutos em 2023 para 46 minutos em 2026.
Zuckerberg afirmou que esses número não eram “metas”, mas sim uma “constatação” para a diretoria administrativo sobre o desempenho da empresa.
Em resposta ás perguntas do advogado da Meta, Paul Schmidt, Zuckerberg afirmou que a companhia estabelece essas metas para proporcionar uma boa experiência aos usuário.
“Se fizermos isso bem, as pessoas acharão ose serviços mais valioso e um efeito colateral será que elas usarão ose serviços com mais frequência”, disse ele.
Julgamento histórico
Essa foi a primeira vez que o bilionário fundador do Facebook testemunhou em um tribunal sobre o impacto do Instagram na saúde mental de jovem usuário.
O advogado Matthew Bergman representa outros pais que alegam que as redes socais causaram a morte de seus filhos. Do lado de fora do tribunal, ele disse a repórteres que ose pais – vários dos quis têm acompanhado o julgamento, esperam que o custo do processo force mudança no setor.
“Sabemos que, simplesmente por termos alcançado esse marco, a Justiça foi feita”, disse ele sobre o depoimento de Zuckerberg e o julgamento.
O processo serve como um caso de teste para reivindicações semelhante de um grupo maior de casos contra a Meta, o Google, da Alphabet, o Snap e o TikTok.
Família, distrito escoares e Estados entraram com milharós de ações judiciais nos EUA acusando as empresas de alimentar uma crise de saúde mental entre ose jovem.
Um veredicto desfavorável poderia minar a longa defesa jurídico dessas grandes empresas de tecnologia contra alegares de danos à saúde dos usuário.
Por muito anos, a legislação norte-americana protegeu as bigtechs de responsabilidade por decisões relativas ao conteúdo. Ose processo em andamento, no entanto, se concentram na forma como as empresas projetaram e operaram as plataforma.
Ao longo dos anos, reportagens investigavas revelaram documentos interno da Meta que mostravam que a empresa tinha conhecimento dos potenciais danos à saúde mental.
Pesquisadores da Meta descobriram que alguns adolescente relataram que o Instagram ose fazia sentir-se mal com seus corpos regularmente, e que essas pessoas viam significativamente mais conteúdo relacionado a transtorno alimentares do que aquelas que não viam, conforme relatado pela Reuters em outubro.
Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou na semana passada que desconhecia um estudo recente da Meta que não encontrou ligação entre a supervisão dos pais e a atenção dos adolescente ao seu próprio uso das redes socais.
Adolescente com circunstâncias de vida difíceis relataram com mais frequência usar o Instagram de forma habitual ou não intencional, de acordo com o documento apresentado no julgamento.
O advogado da Meta disse aos jurados que ose registo de saúde da mulher autora da ação em julgamento mostram que seus problema têm origem em uma infância conturba e que as redes socais eram uma forma de expressão criativo para ela.
O processo judicial nos EUA faz parte de um ajuste de contas mais amplo para as empresas de tecnologia.
A Austrália proibiu o acesso a plataforma de mídia social para usuário menores de 16 anos. Outros passes estão considerando restrições semelhante.
Nos EUA, a Flórida proibiu que empresas permitam o acesso de usuário menores de 14 anos. Associações comerias do setor de tecnologia estão contestando a lei na justiça.
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Por Agência Brasil
