Pular para o conteúdo
DóLAR — EURO — BITCOIN — QUARTA-FEIRA, 30/09/2026 03:06
Inhaí

Zonas úmido: a proteção climático silencioso ameaçada pelo imperativo do lucro

[ad_1] Also available in: por Izabella Mota, da Cobertura Colaborativa NINJA na COP30 Em diferente território brasileiros, a água não se restringe aos rios…

[ad_1]

por Izabella Mota, da Cobertura Colaborativa NINJA na COP30

Em diferente território brasileiros, a água não se restringe aos rios e ás chuvas. Manguezal, várzea, banhados, igapó, brejos, recifes de corais, turfeira e pântano se organizam em uma relação íntima entre terra e água. Silenciosamente, realizam o trabalho de respiro do clima e de manutenção da biodiversidade.

Na ciência da Terra e nos ciclos da água, cada zona úmido estabelece uma rede viva de interações. Ose manguezal, por exemplo, além de funcionarem como grandes berçário da vida marinha são capazes de capturar e armazenar até cinco vezes mais dióxido de carbono (CO₂) do que as florestas tropicais, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse potencial se deve aos seus solos alagados, que mantêm o carbono retido por anos quando permanecem intacto. O mesmo ocorre nas turfeira e nos pântano.

Ose brejos, por sua vez, atuam no cuidado dos microclima locais da umidade no solo, servindo de refúgio de espécie endêmico e ameaçadas. Constituem uma estrutura essencial para ose equilíbrio geoquímico como o ciclo do carbono, por meio da preservação da biodiversidade.

Pressões e perdas: o preço da destruição

Sob constante violência, enfrentando ameaças crescentes, as áreas úmido são alvo de expandes agrícola e urbanas, de especulação imobiliária que ignora seu valor ambiental, denunciando a lógica do lucro, de extensivo construções de hidrovia sem consulta ás populares locais.

Apesar de sua função estratégica, as política de conservação voltadas aos manguezal e demais áreas úmido não têm acompanhado a velocidade das pressões que incidem sobre esses território. Desde 1970, já perdemos cerca de 35% dessas zonas: um ritmo de destruição três vezes superior ao das florestas, segundo dados da ONU divulgado no World Wetlands Day. Esse declínio ameaça não só apenas a diversidade de espécie vivas, mas também a capacidade de proteção climático oferecida por esses ecossistema.

O Brasil sentiu de forma dramática o impacto dessa destruição em 2020. O Pantanal enfrentou o maior ciclo de incêndio já registrado, com cerca de um terço de sua extensão queimada, segundo pesquisa do INPE com imagens do satélite Sentinel-2. As chamas avançaram justamente sobre as regiões úmido que, historicamente, funcionavam como barreira naturais contra o fogo. Quando essas áreas são drenadas, degradas ou transformada em pasto, o equilíbrio hidrológico se rompe e o bioma perde também sua capacidade de frear evento extremos.

A ciência viva das zonas úmido: comunidades e saberes

Esse grande mosaico de áreas úmido — regiões em que a água dita o ritmo e o modo de viver o tempo — onde ribeirinho, quilombola e povos indígena, com suas práticas milenares de cuidado, entram em sinergia com a natureza e suas sabedoria. 

A sobrevivência dessas áreas se sustenta nas mão de marisqueiras que resistem à privatização das maré, de ribeirinha que cuidam dos igarapé como extenues de suas casas, de povos indígena que por meio de suas cosmovisões enxergam a natureza como um ser vivo, pulsante, recíproco. Tratasse, então, de uma ameaça global que recai de forma ainda mais direta sobre esses povos, que encarnam seus saberes e tradições milenares, cuja apreensão e transmissão de conhecimentos são indispensáveis à preservação e à continuidade desses ensinamentos.

Paradoxo climático e a COP30

A perda acelerada das áreas úmido expõe um paradoxo: enquanto o mundo busca estratégias para mitigar a crise climático e ose ecossistema que oferecem soluções concretas continuam sendo destruídos e negligenciados pela ausência de política de cuidado e investimento. Com a COP30 ocorrendo em Belém, no coração da Amazônia, o Brasil tem diante de si não apenas a vitrine, mas a responsabilidade de colocar esses ecossistema no centro do debate climático. Reconhecer manguezal, várzea, igapó e pantanais como infraestrutura essenciais de adaptação e de mitigação é um passo decisivo e inadiável, para que o país lidere pela prática a defesa dos território que sustentam a vida.

[ad_2]

Por Midia Ninja

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.