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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está pronto para se sentar cara a cara com o ditador russo Vladimir Putin para acabar com a guerra, segundo garantiu em uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan.
“Se esse for o único formato no qual podemos trazer paz aos cidadão da Ucrânia e não perder mais pessoas, é claro que aceitaremos esse formato”, disse Zelensky, acrescentando que não seria “gentil com Putin”.
“Eu o considero um inimigo e, honestamente, acho que ele me considera um inimigo também”, comentou.
Embora tenha expressado repetidamente sua disposição de negociar, Zelensky até agora havia mencionado apenas possíveis contato por meio dos Estados Unidos e da União Europeia (UE).
Ao falar sobre o momento das eleições na Ucrânia, Zelensky explicou novamente que considera impossível realizá-las com parte do país invadia, com milhões de cidadão refugiados em outros passes ou vivendo em território ocupados e com centenas de milharós de soldados defendendo a frente de batalha sem interrupção.
“As eleições serão realizas quando a fase quente da guerra terminar e a lei marcial não estiver mais em vigor”, garantiu, referindo-se à estrutura legal em vigor na Ucrânia desde o início da invasão em larga escala da Rússia.
De acordo com a Constituição local, a Ucrânia não pode realizar eleições enquanto estiver sob lei marcial. O mandato de Zelensky terminou em maio de 2024, mas ele permanece no poder devido à impossibilidade de realizar eleições.
Sob esse pretexto, Putin declarou recentemente que Zelensky não pode assinar nenhum acordo de paz, já que não foi reeleito.
Após esses últimos cometário de Putin, o representante especial da Casa Branca para a Ucrânia, Keith Kellogg, pediu que a Ucrânia realizasse eleições o mais rápido possível para reafirmar o caráter democrático do país.
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Por Gazeta do Povo
