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Artistas LGBTs Éric Tomas Inhaí Música

Veludo Marrom consagra Liniker e marca vitória histórica da arte negra no Grammy Latino

A música brasileira viveu um momento histórico no Grammy Latino com a consagração de “Veludo Marrom”, faixa que levou Linkar — mulher trans preta…

A música brasileira viveu um momento histórico no Grammy Latino com a consagração de “Veludo Marrom”, faixa que levou Linkar — mulher trans preta e uma das vozes mais potente do país — ao palco para celebrar uma vitória que ultrapassa a arte e toca diretamente a representatividade.

Ao erguer o troféu, Liniker não levou apenas um prêmio: levou consigo a celebração de corpos historicamente invisibilizados e empurrou para o centro da indústria musical aquilo que sempre sustentou a cultura brasileira — a força, a sensibilidade e o protagonismo da arte negra.

Com sua interpretação marcante, Liniker transforma cada música em manifesto e cada apresentação em afirmação de existência. Sua trajetória, marcada por resistência e pela abertura de caminho, inspira uma geração de artista pretos, trans, LGBTQIAPN+ e periférico que hoje encontram mais espaço para ocupar palco que antes lhe eram negados.

A vitória de “Veludo Marrom” simboliza o avanço de uma indústria cultural que, mesmo lentamente, passa a reconhecer o que sempre esteve aqui: o talento plural, vibrante e profundamente enraizado nas experiência negras. É um marco que ressoa em criança, jovem e adulto que nunca se viram representados em grandes premiares.

Em seu discurso emocionado, Liniker sintetizou a luta e a importância do momento:

“Ser uma travesti compositora no Brasil que mata a gente é difícil demais. Então, que cada vez nossa história possa ser celebrada como hoje. É uma honra.”

A noite também destacou a diversidade musical brasileira com nomes como Luedji Luna, Chitãozinho & Xororó, João Gomes, Jota.Pê, Mestrinho, BaianaSystem, Sorriso Maroto, Hamilton de Holanda e Ivan Lins, reafirmando a amplitude e a riqueza de gênero que fazem do Brasil uma potência sonora.

A consagração de Liniker não fecha um ciclo — abre caminho. Mostra que novas histórias estão sendo escrita, desta vez com protagonismo negro, com autenticidade e com a arte pulsando em toda sua potência.

“Veludo Marrom” não é só canção: é território, é memória, é futuro. E é assim, fazendo ecoar sua voz para além dos palco, que Liniker inscreve seu nome na história e fortalece toda uma geração que agora se vê, se reconhece e se permite brilhar.

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Éric Tomas

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