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Vale do Paraíba registra 45 medidas protetivas por dia em 2026; saiba identificar relacionamento abusivo e onde buscar ajuda

Região registra feminicídio e tentativa em dois dias; são 45 medidas protetivas por dia O Vale do Paraíba e a região bragantina registraram 10.893 medidas protetivas entre janeiro e agosto de 2026, uma média de aproximadamente 45 por dia, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número se aproxima do total de todo o ano de 2024, quando foram registradas 10.974 medidas. Em 2025, foram 15.377. Os dados…

Região registra feminicídio e tentativa em dois dias; são 45 medidas protetivas por dia

O Vale do Paraíba e a região bragantina registraram 10.893 medidas protetivas entre janeiro e agosto de 2026, uma média de aproximadamente 45 por dia, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O número se aproxima do total de todo o ano de 2024, quando foram registradas 10.974 medidas. Em 2025, foram 15.377.

Os dados chamam a atenção após dois casos de violência contra a mulher registrados nesta semana em São José dos Campos. Na segunda-feira (12), uma mulher de 33 anos foi morta a facadas na Zona Leste. O companheiro dela foi preso em flagrante, suspeito de feminicídio.

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Na Zona Sul, outro homem foi preso, suspeito de tentar matar a companheira no Parque Industrial no domingo (11). Segundo a investigação, a mulher foi agredida e ameaçada de morte na frente do filho do casal, de três anos. Ela também relatou um histórico de controle e violência psicológica.

  • Mulher morta a facadas em São José havia voltado a morar com companheiro há oito dias: ‘Ciumento’
  • Discussão por causa de redes sociais teria motivado feminicídio em São José; homem já cumpriu pena por homicídio
  • Justiça converte em preventiva prisão de homem acusado de matar companheira após discussão por causa de redes sociais

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Tatimara Pereira da Silva, de 33 anos, foi morta a facadas em São José dos Campos — Foto: Arquivo pessoal

Tatimara Pereira da Silva, de 33 anos, foi morta a facadas em São José dos Campos — Foto: Arquivo pessoal

Controle e ciúme podem ser sinais de relacionamento abusivo

A violência nem sempre começa com agressões físicas. A advogada Anabel Pessôa, cofundadora do Instituto Maria da Penha, explica que algumas atitudes de controle podem ser confundidas com demonstrações de amor e cuidado.

“O controle sobre a sua roupa, o controle sobre quem, com quem você se relaciona em termos de amigas, de amizades, controle no trabalho, que horas chega, que horas sai, a questão do controle patrimonial, financeiro. A gente sempre acha que é uma questão de amor, de posse, de paixão, de cuidado.”

Entre os sinais de alerta estão o isolamento de amigos e familiares, o monitoramento constante, as ameaças, as humilhações e as restrições à autonomia financeira. A mulher não precisa esperar que a violência física aconteça para procurar orientação e apoio, disse ela.

Onde buscar ajuda em São José dos Campos

Mulheres em situação de violência podem procurar os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

Creas Sul

  • Avenida Cidade Jardim, 5.431, Bosque dos Eucaliptos.
  • Telefones: (12) 3922-5554, (12) 3922-5558, (12) 3916-4306 e (12) 3966-2817.

Creas Centro-Norte

  • Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 224, Centro.
  • Telefones: (12) 3923-7200, (12) 3913-2827 e (12) 3913-2829.

Creas Leste

  • Rua Saigiro Nakamura, 50, Vila Industrial.
  • Telefone: (12) 3941-2800.
  • O atendimento informado é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Também é possível procurar organizações de apoio:

  • Centro Dandara: Avenida Tenente Névio Baracho, 261, Jardim Bela Vista. Telefone e WhatsApp: (12) 3204-4508.
  • SOS Mulher: (12) 99220-9020.

Onde procurar ajuda em outras cidades

Taubaté — Instituto Há Braços

  • Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 48, Centro.
  • Contato informado: Adriana Mussi, pelo telefone (12) 99131-1415.

Guaratinguetá — Casa da Mulher Zeila Pozzatti

  • Avenida Brasil, 1.488, bairro Engenheiro Neiva.
  • Telefones: (12) 3132-8712 e (12) 3132-8731.

Jacareí — Abrigo Sigiloso

  • O acesso é feito por encaminhamento do Creas.
  • Creas I: Rua Nicolau Mercadante, 99, Centro. Telefone: (12) 3961-7414.
  • Creas II: Avenida Maria Augusta F. Gomes, 925, Santa Cruz dos Lázaros. Telefone: (12) 3956-1423.

Caçapava — Creas

  • Rua Comendador João Lopes, 615, Vila Resende.
  • Telefone: (12) 3652-5347.

Como denunciar

  • 180 — Central de Atendimento à Mulher: recebe denúncias e oferece orientação sobre direitos e serviços de atendimento.
  • 190 — Polícia Militar: para situações de emergência ou perigo imediato.

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Fonte: G1.

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