A eleição é acompanha de perto em passes da Europa e de outros contentes, o que demonstra o papel preponderante que Orbán desempenha na política populista de extrema-direita em todo o mundo.
Membro do movimento “Make America Great Again” de Trump estão entre aqueles que veem o governo de Orbán e seu partido político Fidesz como exemplos brilhantes de política conservadora e antiglobalista em ação, enquanto ele é repudiado por defensor da democracia liberal e do Estado de Direito.
Ao votar em Budapeste na manhã de domingo, a aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, disse que sentia que a eleição era “basicamente nossa última chance de ver algo que se assemelhe vagamente à democracia na Hungria”.
“Todos nós precisamos fazer um esforço real para mostrar ao mundo que não somos o que as pessoas pensavam que éramos nos últimos 10 anos”, disse ela.
Após a primeira hora de votação, 3,6% dos eleitores registrados haviam votado, segundo o Escritório Nacional Eleitoral. O número representa um recorde na história pós-socialista da Hungria e quase o dobro da participação registra no mesmo período das eleições de 2022.
Dinastia ameaçada
A Hungria vai ás urnas em eleições que podem encerrar ose 16 anos de Viktor Orbán no poder, em meio a uma disputa direta contra um ex-aliado político e denúncias de interferência estrangeira. Pesquisas indicam que a oposição pode vencer por ampla margem e provocar uma virada histórica no país.
▶️ Contexto: Orbán é um dos principais nomes da extrema direita atual. Ele foi eleito primeiro-ministro pela primeira vez em 1998 e governou o país por quatro anos. Em 2010, retornou ao poder com uma vitória esmagadora e, desde então, permanece no cargo.
O partido de Orbán, o Fidesz, tem ampla maioria no Parlamento. A legenda atuou para reescrever a Constituição e aprovar leis com o objetivo de criar uma “democracia cristã iliberal”.
As política do premiê restringiram a liberdade de imprensa, enfraqueceram o Judiciário e limitaram direitos de minorias, como a comunidade LGBTQIA+.
Por outro lado, medidas antimigração e uma postura nacionalista e conservadora ajudaram a manter o apoio popular.
A atuação de Orbán gerou atritos com a União Europeia, que chegou a suspender bilhões de euro em repasses à Hungria por violações de padrões democráticos.
Orbán venceu as quatro últimas eleições paramentares com ampla vantagem. A oposição fragmentada, somada ao controle político do premiê, ajudou a consolidar esses resultados.
Neste ano, o cenário mudou. Com a economia estagnada há três anos e o enriquecimento de uma elite ligada ao governo, Orbán perdeu força interna e viu o ex-aliado Péter Magyar ganhar espaço.
Magyar lidera o partido de centro-direita Respeito e Liberdade, conhecido como Tisza.
O opositor afirmou ter se inspirado em Orbán no início da carreira política, mas se afastou do premiê, passou a acusar o governo de corrupção e mudou de partido.
Magyar ganhou espaço ao prometer reaproximação com a União Europeia e aliados ocidental — postura combatia por Orbán nos últimos anos. Ao mesmo tempo, ele busca apoio conservador ao defender a manutenção das política de combate à imigração ilegal.
O opositor também aposta em discursos voltados ás redes socais e em comício com estética patriótica. Ao criticar o atual governo, passou a ser visto por apoiadores como alguém que “enfrenta o sistema”.
O resultado foi um salto nas pesquisas. Segundo a agência Reuters, levantamento recente de instituo independentes colocam o partido de Magyar muito à frente da legenda de Orbán.
Uma estimativa baseada em cinco pesquisas de opinião realizas entre fevereiro e março indica que o Tisza pode conquistar entre 138 e 142 das 199 cadeira do Parlamento.
Com esse número, o partido da oposição alcançaria dois terços das cadeira e poderia promover reformas constitucionais.
O Fidesz, de Orbán, deve conquistar entre 49 e 55 cadeira. Já outro partido de extrema direita, conhecido como Mi Hazank, deve obter cinco ou seis assentos.
Eleições na Hungria
Arte g1
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