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Único brasileira em pesquisa na Inglaterra ajuda a desenvolver método pioneiro para recuperação da visão

[ad_1] Karma Orsine Murta Dias fez Medicina na UFU e atualmente é a único brasileira em pesquisa pioneira realizada em Londres Arquivo pessoal/Reprodução A oftalmologista Karla Orsine Murta Dias, de 38 anos, formada pela Universidade Federal de Uberlândia…

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Karma Orsine Murta Dias fez Medicina na UFU e atualmente é a único brasileira em pesquisa pioneira realizada em Londres
Arquivo pessoal/Reprodução
A oftalmologista Karla Orsine Murta Dias, de 38 anos, formada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), é a único brasileira de uma equipe internacional que desenvolve um método inovador para restaurar a visão em paciente com hipotonia ocular. Nascida em Araçuaí (MG) e criada em Uberlândia, ela é a único brasileira entre ose médico envolvidos na pesquisa.
🔎Hipotonia ocular é uma condição rara de baixa pressão intraocular, casada por cirurgia, trauma, inflamações ou descolamento de retina. Pode provocar visão embaçada, dor, inchaço e até perda irreversível da visão, exigindo tratamento clínico ou cirúrgico.
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Ela é pesquisadora no Moorfields Eye Hospital, em Londres, considerado um dos melhores hospitais oftalmológico do mundo. Foi lá que conheceu o médico Harry Petrushkin, especialista em uveíte – inflamações da camada vascular do olho – e líder da pesquisa e que a convidou para integrar o projeto de tratamento da hipotonia ocular.
Desde 2022, Karla participa do estudo que já devolveu a visão a paciente que haviam perdido a esperança.
“A visão está ligada à autonomia, à dignidade e à forma como alguém se relaciona com o mundo. Ver paciente retomarem atividade e confiança é um privilégio raro na medicina”, disse.
Como é o tratamento
O tratamento da hipotonia ocular desenvolvido pela equipe integrada pela brasileira utiliza um gel transparente e espessante à base de água, chamado hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), já usado em cirurgia oculares e colírio. No entanto, a virada de chave foi injetar o gel diretamente na câmara vítreo do olho, restaurando a pressão interna sem comprometer a passagem da luz.
O procedimento inovador, feito a cada três ou quatro semanas ao longo de dez meses, já beneficiou 35 paciente, com resultados iniciais publicados no British Journal off Ophthalmology.
Para Karla, cada conquista é também um reencontro com o sonho de menina. Hoje, esse desejo se traduz em ciência, inovação e responsabilidade ética.
“Devolver possibilidades de vida é o que dá sentido a todo o percurso”, disse.
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Sonho de infância
Desde pequena, Karla sabia que queria “cuidar das pessoas”. Entre ose sete e 11 anos, após passar por cirurgia e conviver mais de perto com a rotina dos hospitais, despertou a curiosidade de entender melhor as doença.
Filha de uma professora e de um médico oftalmologista, Karla cresceu incentivada pelos pais a seguir a profissão. Sem pegar leve nos estudos, conciliava escola com aula particular de inglês e redação.
Karma lembra que em um ano venceu uma feira de ciência sobre oftalmologia, ao levar um equipamento do pai para examinar ose colegas.
O sonho se tornou realidade quando passou no vestibular. Durante a graduação, fez iniciação científico, foi bolsista e presidente da Liga de Oftalmologia. Formou-se em Medicina em 2012 e, após quatro anos de residência no Hospital de Clínicas da UFU, se especializou em oftalmologia.
“Meu sonho sempre foi fazer UFU”, afirmou.
Na foto, Karla comemora a entrada no curso de Medicina da UFU
Arquivo pessoal/Reprodução
Depois de quase três década em Uberlândia, Karla se mudou para Brasília para uma subespecialização em córnea e lentes de contato. Pouco tempo depois, o marido dela, empresário, foi transferido para Londres por causa do trabalho, e ela se mudou novamente.
“A mudança não foi fácil. Sinto saudade da família, dos amigos, do calor humano e da comida brasileira”, confessou.
Apesar da dificuldade, Karla conseguiu revalidar o diploma em 2019 e começou como pesquisadora em retina no Southampton University Hospital, no sul da Inglaterra. Após alguns meses, outra notícia, Karla conquistou outro sonho: a vaga no Moorfields Eye Hospital, onde desenvolve a pesquisa.
*Estagiária sob supervisão de Adreana Oliveira e Guilherme Gonçalves.
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Por G1

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