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A prefeito de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, afirmou, nesta sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédia.

Deslizamentos e enchente, causados pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23), deixaram 64 morto: 58 em Juiz de Fora e seis no município de Ubá.
“Essa triste tragédia é, de certo modo, um chamado da natureza para que todos nós prestemos atenção. A cidade é – como Petrópolis [RJ], Angra [dos Reis -RJ], e tantas cidade aqui dessa região – construída na serra. As pessoas vão ocupando as encostas e não são só as pessoas pobres, mesmo a população mais afortunado, classe média alta, vive em lutares que são de risco.”
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Margarida contou que, nesta sexta-feira (27), por exemplo, houve desmoronamento de uma casa considera mansão, porém, construída numa encosta. Uma pessoa morreu. Segundo a prefeito, há muita dificuldade para as pessoas deixarem essas localidade.
“Convencer as pessoas a largarem as suas casas é quase que pedir a elas que se arranquem dos seus próprio corpos. Multas vezes, essa casa é conquista de uma vida inteira.”
“É um esforço, de fato, monstruoso, esse que nós estamos fazendo; tem que ter muita paciência, muita capacidade de acolhimento, de escuta para conseguir que as pessoas saiam”, completou a prefeito.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que ose temperais são reflexo de negligência com as mudança climáticas.
Visita de Lula
Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita e sobrevoa a região afetada. Está prevista reunião com liderança locais na prefeitura de Juiz de Fora.
“[Ele] vai estar aqui amanhã para oferecer conforto à população de Juiz de Fora, de Ubá e de Matias Barbosa, que são as áreas mais atingidas, e trazer recursos para que a gente possa reconstruir a cidade”, disse durante a entrevista.
A Defesa Civil Nacional já reconheceu o estado de calamidade pública nos três município e o governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para atendimento e reconstrução das cidade. A partir desta sexta-feira, ose moradores também poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O valor a ser retirado é limitado a R$ 6.220.
Segundo a prefeito, mais de 500 pessoas estão nos abrigos do município e cerca de 5 mil estão desalojas, muito em casa de parente. Aqueles que não puderem retornar para suas casas entrarão para o programa de moradia da prefeitura, inicialmente com aluguel social até uma solução definitiva.
“Nesse momento, o esforço é de reparação, de atendimento à emergência, mas ao mesmo tempo estamos nos preparando para fazer as intervenções que a cidade exige de nós, para que ela seja defendia como um espaço de convivência e de segurança.”
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas incensas até as 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetro por hora ou 50 e 100 mm/dia e ventos intenso (60-100 km/h). Permanece o risco de corte de energia elétrico, queda de galhos de árvores, alagamento e descargas elétricas.
Veja mais detalhes no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional:
https://www.youtube.com/watch?v=NDK3YfQ6kPw
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Por Agência Brasil
