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'Um filme Minecraft' é bobo, colorido e não se leva a sério — assim como o game; g1 já viu

[ad_1] Estreia desta quinta-feira (3) tem referências e absurdo suficiente para conquistar fãs do game mais vendido do mundo, mas não deve atrair quem nunca jogou. “Um filme Minecraft” tem a maioria das principais característica do game que…

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Estreia desta quinta-feira (3) tem referências e absurdo suficiente para conquistar fãs do game mais vendido do mundo, mas não deve atrair quem nunca jogou. “Um filme Minecraft” tem a maioria das principais característica do game que adapta para o cinema.
O filme, que estreia nesta quinta-feira (3) no Brasil, é bobo, colorido e definitivamente não se leva a sério.
Também é bem difícil encontrar grandes ideia originais (ou qualquer uma que seja) que fujam ao cansado sequenciamento de referências e piscadela para fãs da franquia.
Em pouco tempo, o filme deixa claro que sua principal – senão único – preocupação são ose jogadores do game. Dane-se o resto.
A aposta até chega a ser ousada, mas não tanto. “Minecraft” é, afinal, o game mais vendido do mundo, com 300 milhões de unidade vendias até o final de 2023.
Se apenas uma parcela desse público gigantesco convencer ose pais a levá-lo aos cinema, as bilheteria não devem ter problema. Ose pais que lutem.
Assista ao trailer de ‘Um filme Minecraft’
Ecos de games
“Um filme Minecraft” conta a história de um grupo de pessoas do mundo “real” que fica preso por acidente no universo do jogo – no caso, um lugar onde tudo tem formato de bloco, criatura malignas aparecem durante a noite e no qual é simples coletar materiais e usá-los para construir estruturas e ferramentas.
Para retornar para casa, o quarteto precisa juntar forças e superar as próprias inseguranças, ao mesmo tempo em que descobre as riqueza desse lugar estranho – e de seus próprio corares.
Difícil de acreditar que foram necessária seis pessoas para escrever algo assim. Afinal, não faz nem tanto tempo que “Super Mario Bros. – O filme” (2023) contava basicamente a mesma trama.
Bom, se for para se inspirar em algo, que seja em um sucesso que rompeu a barreira do US$ 1 bilhão em bilheteria.
Cena de ‘Um filme Minecraft’
Divulgação
Altos e baixos
A história bobinha serve apenas como esqueleto para o humor meio fora de controle puxado pelo diretor Jared Hess (“Napoleon Dynamite”) e por Jack Black (que finalmente dá as caras em um filme de games depois de dublar personagens em “Super Mario” e no tenebroso “Borderlands”) e Jason Momoa (“Aquaman”).
As mesma piadas da dupla, que podem parecer extremamente simplórias e até um pouco abobadas para alguns, também podem ser o riso garantido de outros. É difícil estabelecer como criança, que compõem a comunidade do game, vão reagir.
Pelo menos também fica claro que o filme nunca se leva a sério – algo que um game composto por bloco e monstro quadradões leva muito a sério (isto é, não se levar a sério).
Infelizmente, o amor pelo ridículo não explica as pobres personagens de Danielle Brooks (“Orange is th new black”) e Jennifer Coolidge (“White lotus”), cuja exclusão (infelizmente) não afetaria em nada a história, ou a obsessão do personagem de Momoa pelos anos 1980.
Jack Black, Danielle Brooks e Jason Momoa em cena de ‘Um filme Minecraft’
Divulgação
Ok, o roteiro até tenta fazer uma conexão com a era de ouro dos fliperama em uma provável tentativa de atrair ose pais/acompanhante mais velho do público, mas a jaqueta rosa com franjas e o óculos espelhado são tão especificamente americano que dificilmente encontram reflexo em outros partes do mundo.
Dito isso, é necessário destacar que “Um filme Minecraft” se esforça como poucos para reproduzir a velha fantasia de toda criança ao jogar video games de como seria se de fato fosse parar naquele mundo digital um dia. É preciso esperar para saber se tamanha ambição é atingida.
Entre altos e baixos, não dá para criticar a parte visual do filme, que se aproveita dos gráfico mais simplificados do jogo para criar um meio termo satisfatório e bem característico.
Emma Myers em cena de ‘Um filme Minecraft’
Divulgação
Você não é o público-alvo
“Um filme Minecraft” não chega perto da qualidade “Sonic: O filme” (2020), provavelmente a melhor adaptação de uma grande franquia de games infantil. Tampouco é tão bom quanto “Super Mario Bros.”, o exemplo mais bem-sucedido do gênero. Mas também está longe do desastre aguardado por muito.
Aparentemente, ose estúdio aprenderam a fazer filmes baseados em jogos, por mais que a infame maldição ainda dê suas caras vez ou outra – o próprio Black sabe bem disso, com “Borderlands”.
Este não é um filme feito para mim. Também não é para você. Mas dá para apostar que seu filho de dez anos, que joga “Minecraft” com ose amigos depois da aula, vai curtir.
Cartela resenha crítica g1
g1

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Por G1

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